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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 26/11/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
CLÁUDIO HUMBERTO

“A nota do PT é intempestiva e covarde

Renan Calheiros, presidente do Senado, sobre a prisão do senador Delcídio Amaral

 

Gravação é 1º passo do acordo de delação

Ao entregar às autoridades a gravação do senador Delcídio Amaral (PT-MS) tramando contra Operação Lava Jato, Bernardo Cerveró deu grande passo para diminuir a pena do pai, Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, preso em Curitiba. A gravação fez o Supremo Tribunal Federal mandar prender Delcídio, o banqueiro André Esteves e outros cúmplices é já é parte do acordo de delação premiada recém-assinado.

 

Cerveró cedeu

O que a gravação revela é que Cerveró negociava de fato um acordo de delação, mas os grampeados ainda não sabiam do acordo.

 

Sangue frio

Impressiona, na conversa com Delcídio, André Esteves e o advogado Sergio Barros, o sangue frio de Bernardo Cerveró, que gravava tudo.

 

Amenidades

Na parte de amenidades da conversa da máfia, Bernardo conta com certa graça, e evidente amargura, a visita da sua filha ao avô na prisão.

 

Crime continuado

“O governo Lula-Dilma, por si só, é um crime continuado”, afirmou Efraim Filho (DEM-PB), ironizando a prisão do líder do governo.

 

Rio 2016: grupos de inteligência não se entendem

Membros da Polícia Federal estão estarrecidos com o planejamento de segurança para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Embora o governo fale em “sistemas”, “inteligência”, “monitoramento e controle”, na verdade quase nada é feito pelas chefias dos órgãos de inteligência do governo. A própria PF não se dá com a Agência Brasileira de Inteligência, que não se dá com a inteligência do Exército, etc, etc.

 

No escuro

O governo nem sequer tentou obter a cooperação ou apoio de órgãos de inteligência estrangeiros como Mossad, CIA, NSA, MI6, DGSE, etc.

 

Restritos pela lei

Arapongas nem sequer podem monitorar suspeitos de terrorismo: a Abin não pode e a Polícia Federal só faz com inquérito em andamento.

 

Desinteligência

A Interpol pediu informações sobre o que fazia no Brasil um suspeito de ligação à Al Qaeda. Órgãos do governo desconheciam do fato.

 

Fuga no Falcon

Delcídio sugeriu a fuga de Nestor Cerveró em um jato Falcon 50. Errou o modelo. O jato do banqueiro André Esteves, presente na trama mafiosa, é um Falcon 7X, várias vezes mais caro e mais luxuoso. E com autonomia para levar Cerveró à Espanha, como queria o senador.

 

Senador no cardápio

A prisão de Delcídio do Amaral já estava decretada, terça (24), quando cinco ministros do Supremo Tribunal Federal foram matar a fome e relaxar um pouco no restaurante Grand Cru, em Brasília.

 

Malandragem

Tão logo estourou a Lava Jato, e para se livrar da ligação, Delcídio Amaral procurou jornalistas para espalhar que Renan Calheiros foi quem indicou Nestor Cerveró à diretoria da Petrobras. Era mentira. Cerveró foi braço direito de Delcídio, que o apadrinhou na estatal.

 

Outro amigo

Delcídio do Amaral terá de faltar ao encontro que havia marcado com Lula, nesta quinta-feira (26). São íntimos. O senador integrava a “tropa de choque” do ex-presidente Lula no Congresso.

 

Nuvem turva

Eduardo Cunha parecia aliviado com a prisão de Delcídio do Amaral, por sair do foco. Resta-lhe acreditar que a nuvem negra que pairava sobre sua cabeça se transferiu para o Senado e para o Planalto.

 

Esforço concentrado

Para fazer o que não foi feito ao longo do ano legislativo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que haverá esforço concentrado este ano, outra vez. Em 2014, a sessão demorou 17 horas.

 

Despacho

A presidente Dilma se reuniu com o ministro Aldo Rebelo (Defesa) para acertar detalhes da cerimônia de promoção de generais-oficiais, que acontece três vezes ao ano. A última é no dia 30.

 

Antecedente

Petistas se apressaram para lembrar no Congresso que o senador Delcídio do Amaral, antes de ser petista, era tucano. Ainda que tenha se transformado em mais lulista que o próprio Lula.

 

Pensando bem...

...como diria Stanislaw Ponte Preta, a gatunagem descoberta pela Lava Jato agora está fazendo urubu voar de costas.

 

PODER SEM PUDOR

Prestes, um elitista

Transcorriam acalorados os debates na Constituinte de 1945. O líder comunista Luís Carlos Prestes ocupava a tribuna quando foi interrompido mais uma vez pelo deputado Barreto Pinto, que desejava estabelecer uma polêmica. Prestes não lhe deu a menor confiança. Sem retirar os olhos do discurso, ele expressou uma visão surpreendentemente elitista:

- Não dou aparte a deputado de 400 votos.

E seguiu em frente.