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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 28/11/2015
Claúdio Humberto
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CLÁUDIO HUMBERTO

“Distribuiu ministérios como se distribui bananas vencidas”

Presidente do PSDB, Aécio Neves, sobre a “terceirização” do governo Dilma

 

Caixa inventa fraude de apenas 25% de licitação

A Caixa cancelou contrato da agência Borghi Lowe Propaganda, após a condenação do seu diretor Ricardo Hoffmann a 12 anos e 10 meses de prisão, na Lava Jato. A empresa foi acusada de fraudar a licitação que declarou vencedoras mais três agências – a Artplan, a Nova SB e Heads. As quatro dividiam a verba anual para publicidade da Caixa, de R$ 400 milhões. A Borghi detinha algo como 25% do contrato global.

 

Conta outra

Virou piada no mercado a decisão da Caixa de considerar que houve fraude somente na parte da Borghi. Mas a licitação foi única.

 

A ‘licitação’ que valia

Condenado por Sergio Moro a 14 anos e 4 meses, o ex-deputado petista André Vargas é acusado de escolher agências para a Caixa.

 

Influência política

Consta na denúncia do Ministério Público Federal que André Vargas teria indicado o diretor de Marketing da Caixa, Clauir dos Santos.

 

Mudou de nome

Com um dos seus principais executivos condenados à prisão, a Borghi Lowe Propaganda foi rebatizada para Mullen Lowe Brasil.

 

Líder de Dilma não tem data para sair da cadeia

Preso por tentar subornar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a não citá-lo em delação, além de propor fuga para a Espanha, o líder do governo Dilma, senador Delcídio Amaral (PT) não tem prazo para sair da cadeia. Para Luis Henrique Cesar Prata, perito em Direito Penal, é caso clássico de prisão preventiva por obstrução da “instrução criminal” e o petista pode ficar preso até o fim das investigações da Lava Jato.

 

‘Cumpanhêros’

A prisão de Delcídio pode ser renovada inúmeras vezes. Ocorre a Marcelo Odebrecht, preso há cinco meses, e José Dirceu, há três.

 

Todos temos gravador

Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que está preso na Lava Jato, gravou a trama usando o próprio celular.

 

O mesmo de sempre

Quem conhece o líder do governo não se surpreendeu: a gravação mostra um Delcídio malandro, fanfarrão, arrotando vantagens.

 

Doutor em malandragem

O líder do governo sempre foi metido a malandro, e os senadores não gostavam disso. Sobretudo Renan Calheiros, em cujo colo Delcídio tentou colocar o protegido Nestor Cerveró, no início do escândalo.

 

Sem garantia

A vitória apertada do veto ao reajuste do Judiciário - por só 6 votos – acendeu o alerta vermelho no Palácio do Planalto. Há dúvidas sobre a solidez da base aliada para segurar um processo de impeachment.

 

Lula, o inimputável

Fernando Baiano diz que Bumlai cobrou R$ 3 milhões para o então presidente Lula receber o gestor da Sete Brasil, do petrolão. E que R$2 milhões eram para a nora de Lula. E Lula não é considerado suspeito?

 

Lenço no bolso

A nota livrando o PT até de solidariedade ao senador Delcídio, preso por obstruir investigações da Lava Jato, fez com que senadores se irritassem muito com o presidente do PT, Rui Falcão. Tinha senador tão nervoso que recorreu a lenço branco para aplacar o suor na sessão.

 

Tributação abusiva

A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou projeto do deputado Laércio Oliveira (SD-SE), que propõe a anistia da cobrança de multas para contabilistas. Contrário, o governo alegava perda de arrecadação.

 

Rombo pode piorar

O TCU questionou a Infraero sobre se a empresa já avaliou o impacto econômico provocado pelos leilões dos aeroportos de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre. O prazo para resposta é dia 1º.

 

Galhofeiros

Uma rodinha de deputados ironizava a ação da Polícia Federal no Senado e não na Câmara, outro palco de escândalos. Diziam que ‘a cada senador preso, a PF terá que prender outros seis deputados’.

 

Longo alcance

Dois membros da CPI dos Fundos de Pensão, que ouviria o agora encarcerado André Esteves (BTG Pactual), foram beneficiados com grana do banqueiro na campanha eleitoral: Paulo Teixeira (PT-SP) levou R$ 47,5 mil e Índio da Costa (PSD-RJ) outros R$ 200 mil.

 

Pensando bem...

...o governo anunciou “contingenciamento” para não quebrar em 2016, mas não explicou como R$ 10 bi cobrem um rombo de R$ 120 bilhões.

 

PODER SEM PUDOR

Consumidor distraído

Participando de uma excursão parlamentar a Nova York, o deputado Germano Rigotto (PMDB-RS) chamou os colegas para acompanhá-lo à conhecida loja Macy's. Queria comprar umas roupas. Vaidoso, Rigotto acabou impacientando os deputados com a demora na escolha. Decidiu ir embora. Já de saída, ele se voltou para o atônito vendedor, cheio de roupas penduradas nos braços, e gritou em bom sotaque gaúcho:

- Guarda tudo que volto amanhã, tchê!

O vendedor nada entendeu, nem os colegas de Rigotto, que até hoje não sabem se ele brincava ou esqueceu que ali o idioma era outro.