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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 13/12/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“O julgamento do Supremo será muito bem­-vindo

Ministro Eduardo Cardozo (Justiça) apostando suas fichas na virada de mesa do STF

 

Cunha quer ajudar a derrubar Dilma antes de cair

Mesmo preocupado com a ameaça de ação da Justiça por atrapalhar o processo contra ele no Conselho de Ética, o deputado Eduardo Cunha tem deixado claro aos aliados que é sua determinação não aceitar qualquer aceno de conciliação com o governo. Ele não acredita na perda da presidência da Câmara e o mandato, mas sustenta que qualquer das hipóteses só aconteceria após o impeachment de Dilma.

 

Sem volta

Aliado fiel de Cunha, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) considera certa a aprovação admissibilidade: “Todos já sabemos disso”.

 

Pena abrandada

No conselho de ética, aliados tentam negociar punição alternativa à cassação de Eduardo Cunha, como suspensão ou censura.

 

Punição dura

A cassação por mentir à CPI da Petrobras é o grau de punição mais duro previsto no regimento da Câmara. O mais ameno é a advertência.

 

Um pelo outro

Em último caso, Cunha poderá repetir Renan Calheiros e abrir mão da presidência da Câmara para preservar o mandato de deputado.

 

Governo corta R$10 bi da educação sem protestos

O corte de quase R$ 70 bilhões (R$ 69,9 bilhões) na Lei Orçamentária da “Pátria Educadora” atingiu em cheio o Ministério da Educação, que perdeu R$ 9,42 bilhões. Esse corte foi maior que o dos ministérios de Cidades e de Saúde. Esse cancelamento de recursos é considerado o mais duro golpe à Educação na nossa História recente, mas entidades ligadas à área educacional nem sequer esboçaram qualquer protesto.

 

Corte de 20%

O Congresso havia aprovado um orçamento de R$ 48,81 bilhões, mas com o corte de quase 20%, isso recuou para R$ 39,38 bilhões.

 

Mordaça do PCdoB

O corte de Dilma nos recursos para Educação não mereceu protesto da União Nacional dos Estudantes (UNE), que é controlada pelo PCdoB.

 

Quem se importa?

Sindicatos de professores, em geral controlados pelo PT, não demonstraram incômodo com os cortes de recursos para Educação.

 

Acordo precário

Na reunião entre Dilma e Michel Temer ficou definido um acordo de não agressão, com direito a cumprimentos em eventos oficiais. “Só falta combinar com os russos”, como disse o Garrincha ao receber instruções do treinador para driblar toda defesa da Rússia e fazer o gol.

 

Barco à deriva

Circula no Congresso, entre governistas e oposição, que ninguém “vai se agarrar com um barco afundando”. Todos correm para o que chamam de “bote inflado”, no caso o vice-presidente Michel Temer.

 

Prisão à vista

“Quando pensa que não pode piorar, ele se supera”, critica Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) sobre o adiamento do processo contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética. “Vai acabar preso”, prevê.

 

Derretendo

O Planalto refez as contas, sob a coordenação do ministro Ricardo Berzoini (Governo), e concluiu que, no dia seguinte, já não repetiria a votação de 199 votos da chapa governista. O governo derrete.

 

Disputa pelo PP

Os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Agnaldo Ribeiro (PP-PB) estão de olho na liderança da bancada do partido na Câmara. Lutam para, em 2016, tomarem a cadeira ocupada por Eduardo da Fonte (PP-PE).

 

Otimismo

Aliados afirmam que Eduardo Cunha tem esperanças de que a eventual posse de Michel Temer na Presidência da República aumentam as chances de ele não ser cassado.

 

Piada pronta

O Código de Conduta da Alta Administração Federal do Brasil determina que autoridades a ele submetidas devem atuar de maneira a motivar o respeito e a confiança do público. Na Suíça, talvez.

 

Tá feia a coisa

A crise econômica acendeu o sinal vermelho na Confederação Nacional do Comércio. Dados da CNC mostram que, na crise de 2008, houve 50 recuperações judiciais. Neste ano, já são mais de mil.

 

Responda rápido

Você compraria um carro usado do deputado Eduardo Cunha?

 

PODER SEM PUDOR

Memória seletiva

José Maria Alkimin, a mais célebre das “raposas políticas” mineiras, era secretário de Estado e foi ao interior inaugurar obras. Cometeu o erro de esquecer o deputado da região, que depois o procurou para se queixar:

- O sr. foi à cidade onde sou majoritário e se esqueceu de me chamar...

O malandro arranjou uma desculpa em cima da bucha:

- “Esqueceu”, não! Não te chamei porque sabia que a cidade não tem um hotel digno de te hospedar!