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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 19/12/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Superando a incerteza política nossa economia vai reagir bem”

Ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, pai do arrocho fiscal, ficou 11 meses no cargo

 

‘Tapetão’ do STF liquidou impeachment de Dilma

Os principais líderes de oposição não se manifestam claramente, mas em conversas reservadas consideram que o Palácio do Planalto soterrou no “tapetão” do Supremo Tribunal Federal a ação de impeachment de Dilma Rousseff. O STF alterou as regras que facilitaram o impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992, para dificultar a ameaça ao mandato da presidente petista.

 

Contra a tradição

Na decisão sobre o impeachment, o STF contrariou a tradição de não interferir nos processos internos do Poder Legislativo.

 

Tendência frustrada

Três ex-presidentes do STF apostavam, dias antes, que o STF não se meteria no Legislativo: Marco Aurélio, Ayres Britto e Sidney Sanches.

 

Luta política

Na decisão celebrada por Dilma e pelo PT, o STF voltou a legislar, criando regras e alterando até a própria jurisprudência.

 

Fina ironia

Um dos autores do pedido de impeachment, o jurista Miguel Reale Jr afirmou que o STF pratica “ativismo jurídico de altíssimo grau”.

 

Dilma substitui Levy por quem mais o boicotou

Atribuem-se ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, todas as iniciativas de boicote ao antecessor Joaquim Levy. Petista, Barbosa é o “gênio” que acha possível trocar o tripé do equilíbrio macroeconômico pelo que ele chama de “nova matriz econômica”, lorota que vendeu a Dilma como “grande novidade”. E que foi a origem do desarranjo das contas públicas que conduziram o País ao buraco em que se encontra.

 

Origem das ‘pedaladas’

O desarranjo das contas públicas levaram Dilma a cometer os crimes que dão substância ao pedido de impeachment formulado por juristas.

 

O que é o tripé

O tripé macroeconômico, essencial nos tempos de crise, é composto pelo regime de meta de inflação, metas fiscais e pelo câmbio flutuante.

 

Futrica dá poder

Do tipo que adoraria criminalizar o lucro, Nelson Barbosa tinha o hábito de convencer Dilma a rever todas as medidas ordenadas por Levy.

 

Insulto aos brasileiros

Parecia mais um banquete o café da manhã servido pelo ex-ministro Joaquim Levy (Fazenda) a jornalistas, ontem, por conta do contribuinte. A mesa de quase 20 metros estava forrada de quitutes, numa fartura bem diferente do café da manhã raquítico da maioria dos brasileiros.

 

#partiuLevy

Joaquim Levy acertou com Dilma sua demissão do ministério na terça (15). Ele saiu de fininho do seu gabinete para o encontro com Madame, que, por isso, atrasou reunião com empresários e sindicalistas.

 

Conto da carochinha

Jaques Wagner prometeu na Câmara ampliação do decreto que pune bloqueio de rodovias por caminhoneiros, estendendo-o a entidades vinculadas ao PT, como CUT e MST. Ninguém acreditou na lorota.

 

Habemus Papam

Os deputados aguardam definição do Supremo sobre a comissão do impeachment. “Precisamos de definição. Se não atingirmos o número, vai ser igual eleição de papa”, brinca Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

 

Imposto, não

O deputado Danilo Fortes (PSB-CE) garante que o Congresso cumpriu a obrigação ao votar o Orçamento. “Mas a população não vai aceitar um governo enlameado criar mais imposto, a CPMF”, prevê.

 

Cara rapadura

Aliado de Leonardo Picciani, Sérgio Souza (PR) acredita que o amigo permanece na liderança do PMDB só até fevereiro, quando conduzirá novas eleições. Mas Picciani não está disposto a entregar a rapadura.

 

Sem credibilidade

Vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o deputado Laércio Oliveira (SD-SE) indica o maior problema da crise: “A questão do Brasil é a falta de confiança”.

 

Bilionário em cana

De nada adiantaram os vários habeas corpus impetrados pela defesa de Marcelo Odebrecht. O ex-presidente da maior empreiteira do País, e queridinha dos governos petistas, completa hoje seis meses em cana.

 

Pensando bem...

...há diferença entre a lama em Mariana e a lama na Petrobras: a lama proveniente da barragem fede menos.

PODER SEM PUDOR

Deus sem votos

Roger Levy disputou em São Paulo uma vaga na Câmara dos Deputados, nos anos 80, quando o general João Figueiredo acabava de assumir a presidência da República. Levy teve um desempenho pífio, três mil votos.

- Mas me sinto Deus – disse a um jornalista.

- Por que?

- Ora, Figueiredo foi eleito com 300 votos, o papa com 100 votos. Com três mil, eu me sinto Deus.