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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/12/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“A mudança não vai significar o fim do ajuste fiscal”

Ministro Jaques Wagner (Casa Civil) tenta justificar o troca-troca na Fazenda de Dilma

 

Dilma disse preferir renúncia ao impeachment

A presidente Dilma confidenciou a ministros palacianos que não é “mulher de renunciar”, mas preferia a renúncia ao impeachment. A confidência é anterior à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que dificulta a tramitação do impeachment na Câmara. Como gosta da fama de “gestora” que lhe foi atribuída pelo ex-presidente Lula, ela acha que o impeachment será um carimbo indelével de incompetência.

 

Dilma 1,99

Dilma insiste na lorota da “gestora”, apesar de não ter conseguido evitar a falência de sua loja de “R$ 1,99” no Rio Grande do Sul.

 

Vistas grossas

Aliados e oposição acham que Dilma não se locupletou, mas pagará o preço dos crimes fiscais e pelas vistas grossas do roubo petista.

 

Escondendo o jogo

Dilma saiu na quarta (16) desolada do Planalto, dizendo que o voto do ministro Edison Fachin selara seu destino. Escondia o jogo.

 

Oposição boazinha

As pesquisas mostram que quase 80% do País quer o impeachment. O silencioso PSDB de Aécio Neves deve estar entre os demais 20%.

 

Impeachment de Dilma tem 1,93 milhão de adesões

Aproximam-se de 2 milhões de assinaturas a petição pública que pede o impeachment de Dilma, apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal que a favorece. A petição está no site Avaaz, especializado em petições públicas, que no Brasil é controlado pelo petista Pedro Abramovay, ex-secretário Antidrogas de Dilma. O Avaaz é suspeito de manipulação, mas, ainda assim, as adesões não param de crescer.

 

Quase 2 milhões

O impeachment de Dilma já somava até ontem 1.927.012 assinaturas de brasileiros. O objetivo é atingir 5 milhões de adesões.

 

Motivos de sobra

A justificativa da petição online diz que o impeachment de Dilma destina-se a acabar com a corrupção e desvio de dinheiro público.

 

Dilma vs. Cunha

No mesmo site Avaaz, a petição pela cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já reúne 278 mil assinaturas.

 

Tiro n’água

Renan Calheiros terá de pensar em outra coisa para atormentar Michel Temer. As supostas “pedaladas” só colocariam o vice na situação de Dilma (risco de impeachment), caso tivessem sido assinadas em 2015. Mas o foram – a pedido da Casa Civil – em 2014. Era outro governo.

 

Ovo na galinha

A contabilidade criativa do governo federal volta com tudo em 2016. Dilma contabilizou R$ 10,3 bilhões no caixa do governo com a CPMF, que ainda nem foi aprovada e enfrenta forte resistência no Congresso.

 

Que crise?

A crise certamente não chegou no Congresso. Senadores aprovaram reajuste salarial de 21,3% para os servidores da Casa. A proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

 

Boquinha amiga

O governo pressionou o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), para aprovar, sem os prazos regimentais, a indicação de Erick Moura para o DNIT.

 

Mudança de time

Após a decisão do Supremo sobre o impeachment, deputados independentes de partidos aliados do governo se animaram para substituir seus líderes, em 2016, por nomes mais independentes.

 

Volume morto

“A votação aberta não prejudica a oposição”, afirma o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) sobre a decisão do Supremo. “Porque o governo Dilma está morto, com elevados índices de reprovação”.

 

Divisão no ninho

Há um clima de divisão na bancada tucana com a eleição de Antonio Imbassahy (BA) para a liderança, em 2016. “Venceu o sentimento de manutenção da atual estrutura de poder”, queixa-se Jutahy Junior (BA).

 

Ninguém segura?

“O impeachment segue a máxima ‘ninguém segura água morro abaixo e fogo morro acima’”, lembra o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que acredita em deterioração da situação política de Dilma em 2016.

 

Pensando bem...

...quando o deputado Tiririca (PR-SP) criou o bordão “Pior do que está não fica”, não fazia ideia do que Dilma seria capaz para piorar coisas.

PODER SEM PUDOR

Um baiano nos pampas

Reza o folclore político que o gaúcho Getúlio Vargas arrumou encrenca com o general Flores da Cunha, em 1937, ao nomear o general Daltro Filho, soteropoltiano, interventor no Rio Grande do Sul.

- Que fizeste, Getúlio? Tu és um renegado!

Getúlio reagiu com naturalidade:

- Ora, Flores, se um gaúcho pode governar o Brasil, por que um baiano não pode governar o Rio Grande?