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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 12/01/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Inclusive doações oficiais

Rodrigo Janot (PGR), sobre as formas usadas para compensar indicações políticas 

 

CPI ‘esquece’ fundos com passivos bilionários

A revelação das negociatas de gatunos do Petrolão com o Previ (BB), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa), todos controlados 100% pelo PT, reforça a suspeita de que a CPI dos Fundos de Pensão desvia o foco de quem deveria ser bem mais investigado. Metade das audiências da comissão (46%) se dedicaram ao fundo dos Correios, como se não houvesse mais nada a fazer, convertendo-se em “CPI do Postalis”. E reservando apenas 2 das 33 sessões ao biliardário Previ, por exemplo

 

Debaixo do tapete

Os três fundos praticamente esquecidos pela CPI (Previ, Petros e Funcef) acumulam passivo dez vezes superior ao passivo do Postalis.

 

Não é coincidência

Além da onipresente Odebrecht, fundos controlados pelo PT fizeram negócios com Engevix, Andrade Gutierrez, OAS e Camargo Correia.

 

Lobby petista

A suspeita no PMDB é que a Previc, órgão que fiscaliza os fundos, aparelhada pelo PT, comanda o lobby do “esquecimento” na CPI.

 

Briga interna

Por trás da CPI estaria Eduardo Cunha, na guerra a Renan Calheiros e Edison Lobão, senadores que indicaram diretores para o Postalis.

 

2015: empreiteiras levaram mais R$ 1,2 bilhão

Apesar de enroladas até o pescoço nos crimes apurados na operação Lava Jato, nove empreiteiras embolsaram mais de R$ 1,2 bilhão em recursos públicos no ano passado. Nem a crise econômica impediu o governo da presidente Dilma Rousseff de manter contratos milionários com as construtoras, mas os petistas elegeram uma nova preferida: a Queiroz Galvão recebeu sozinha R$ 421,3 milhões em grana pública.

 

Rebaixada

Com o presidente Marcelo Odebrecht preso há mais de seis meses, a empreiteira caiu para segundo lugar e recebeu ‘só’ R$ 269,6 milhões.

 

Recuperação

O governo Dilma provou que não abandona amigos. A mãozinha de R$ 24,8 milhões vai ajudar na recuperação judicial da OAS.

 

Irmã ‘pobre’

A Galvão Engenharia recebeu R$ 42 milhões no ano passado, mas é apenas 10% do que foi repassado à irmã rica Queiroz Galvão.

 

Bolso do colete

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) está tentando inventar a candidatura do ex-ministro do Turismo Vinicius Lages, seu atual chefe de gabinete, para a prefeitura de Maceió. Difícil será fazer o candidato conhecido em apenas 45 dias de campanha.

 

Imposto da farra

O deputado Arthur Maia (SD-BA) não acredita em uma recriação da CPMF. “Outro governo até teria credibilidade, mas, neste, sabemos que o recurso vai ser para a gastança irresponsável”, garante.

 

Oposição animada

A expectativa pelo julgamento no Tribunal de Contas da União (TCU) das pedaladas fiscais de Dilma, referentes às contas do governo em 2015, tem animado parlamentares favoráveis ao impeachment. “O novo julgamento arrocha o governo”, prevê um deputado do PMDB

 

Desespero geral

Os deputados eleitos pelo Rio de Janeiro estão preocupados com a situação atual na saúde pública do Estado. “A enorme crise na saúde deixa a população desesperada”, critica Sóstenes Cavalcante (PSD).

 

É uma lenda

As receitas de Jaques Wagner para a economia irritam congressistas. “O governo precisa entender que o Rei Midas (transformava em ouro tudo que tocava) é uma lenda”, ironiza Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

 

Tapete vermelho

Além de gastar R$ 41 milhões do contribuinte com passagens aéreas, os deputados acumulam as milhagens que dão direito a muitas outras regalias como tapete vermelho e sala VIP em aeroportos.

 

Contabilidade tortuosa

Ao contrário da Câmara, o Senado retalha os dados para complicar a contabilidade dos gastos anuais dos senadores em passagens aéreas e outros gastos reembolsados pela cota parlamentar.

 

São Tomé

Difícil achar no PMDB quem acredite que Gabriel Chalita vá encarar Marta Suplicy até o fim na briga pelo direito de disputar a Prefeitura de São Paulo. Correligionários duvidam até que Chalita siga na sigla.

 

Pergunta nas Laranjeiras

Quantas farmácias podem ser reabastecidas com os R$ 2,4 milhões a serem gastos na reforma do Palácio das Laranjeiras (RJ)?

PODER SEM PUDOR

Banqueiro metido

Bem vestido, falante e de conversa fácil, Zé do Pé era figura requisitada na boemia paulistana. Certa vez, ele estava com amigos no fino restaurante Paddock, quando seguiu o banqueiro Walther Moreira Salles até o toalete:- O senhor não me conhece, mas preciso de um favor, coisa pequena.- Às ordens – aquiesceu o ex-embaixador, homem educado.- Estou numa mesa fazendo uns negócios que não posso perder. Preciso que o senhor me cumprimente, ao passar pela mesa. É muito importante.Moreira Salles achou aquilo divertido e cumpriu o trato, minutos depois:- Boa tarde, Zé.- Não enche, Walther! – respondeu Zé do Pé, com desdém.