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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 16/01/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Vou apoiar uma chapa que busque a união [do partido]”

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), sobre a eleição do novo líder do PMDB

 

Fundo partidário: PT e PSDB levam maior fatia

Os partidos se reinventaram na véspera da primeira eleição sem o financiamento privado de campanha. Em 2015, faturaram R$ 811,28 milhões ao dividir o Fundo Partidário. PT e PSDB receberam a maior parte: R$ 108,77 milhões e R$ 89,09 milhões, respectivamente. O PMDB arrancou R$ 86,86 milhões do bolso do contribuinte. Em 2016, os partidos vão meter a mão em R$ 819 milhões dos cofres públicos.

 

Espelho meu

Nossos leitores souberam em primeira mão, em outubro, da emenda de Ricardo Barros (PP-PR), que aumentou o valor para R$ 819 milhões.

 

Tinta na caneta

A presidente Dilma sancionou o Orçamento. Com o impeachment à porta, avaliou que precisava manter o repasse aos partidos.

 

Recordar é viver

No início do ano passado, Dilma já havia autorizado o aumento da tunga, que na prática consagrou o financiamento público de campanha.

 

Seu dinheiro no lixo

Sem um único representante no Congresso, o PCO amealhou R$ 1,34 milhão do fundo partidário no ano passado.

 

Governo Dilma legisla mais que o Congresso

A sede da presidente Dilma por legislar é larga: 19 medidas provisórias tramitam atualmente no Congresso, três das quais trancam a pauta da Câmara. Dezoito das MPs em tramitação foram editadas em 2015, sete delas durante o recesso parlamentar, incluindo uma já em 2016, que concede créditos extraordinários a diversos ministérios, no valor de R$ 1,47 bilhão, para pagar juros da dívida pública brasileira, que é recorde.

 

Dívida que só cresce

Quase metade desses R$ 1,4 bilhão servirá para pagar “encargos financeiros”, ou sejam, juros da dívida, no valor de R$ 600,1 milhões.

 

Saco sem fundos

Os R$ 600 milhões destinados através da canetada de Dilma para pagar juros é o dobro do que qualquer ministério vai receber nessa MP.

 

A legisladora

Desde que assumiu a Presidência em 2011, Dilma editou 190 Medidas Provisórias, das quais 130 foram convertidas em lei pelo Congresso.

 

Cheirando mal

A lei que permite internalizar dinheiro não-declarado no exterior tem o odor de armação para beneficiar empresa ou grupo ligado ao governo. Nada que o Japonês da Federal não venha a descobrir, logo, logo.

 

Só para lembrar

Para quem não desconfia da lei que autoriza o retorno de dinheiro não-declarado no exterior, basta lembrar que o autor do projeto que virou lei é o senador Delcídio do Amaral, o líder de Dilma que está em cana.

 

Por nossa conta

A presidente Dilma embarca no fim deste mês para o Equador. Vai para a IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Escolheu o luxuoso Swissotel Quito para se hospedar.

 

Pode vir

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), é grande entusiasta de uma eventual mudança de partido do senador José Serra (PSDB-SP). Apoia inclusive o tucano para disputar o Planalto em 2018, pelo PMDB.

 

Entregando os anéis

O Planalto já mapeia cargos comissionados em agências, estatais e empresas públicas para acomodar partidos aliados, que estão enfurecidos com a oferta da Secretaria de Aviação Civil para o PMDB.

 

Loteria no TRE-PI

Os vencimentos brutos do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, desembargador Joaquim Santana, e do vice, Edvaldo Moura, ultrapassaram os R$ 294 mil, em dezembro. Santana recebeu mais de R$ 140,7 mil. Moura, também corregedor, passou dos R$ 153,2 mil.

 

Alerta vermelho

Observadores dos trejeitos do poder, em Brasília, estranham o silêncio do falante ministro Nelson Barbosa (Fazenda), do tipo sempre disposto a falar, sobretudo bobagens. Silêncio de quem trama más notícias.

 

À distância

Às voltas com a Justiça americana, o avô José Maria Marin não acompanhou o nascimento, em São Paulo, da sua segunda neta. Olivia é filha de Marcos, filho único do ex-presidente da CBF.

 

Pergunta no Palácio

Por que Dilma tomou chá de sumiço em 2016: vergonha ou orgulho?

PODER SEM PUDOR

Teatral, sempre

O ex-governador Carlos Lacerda era dado a gestos teatrais, não apenas em público, no exercício da política, mas até mesmo em sua casa. Certa vez, ao encontrar um passarinho morto na gaiola que o empregado esquecera ao sol, ele gritou, com a ave inerte na mão e o braço estendido:

- Contempla tua obra, assassino!