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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/02/2016
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Nunca se decidiu por intervenção tão profunda [na Câmara]”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre a decisão do STF de mudar o rito do impeachment

 

Venda de MP: a chefona de Erenice era Dilma

A Polícia Federal e Ministério Público Federal investigam a ex-ministra Erenice Guerra, no caso de compra e venda de medidas provisórias, porque na ocasião ela ocupava a secretaria-executiva da Casa Civil do governo Lula. Mas era diretamente subordinada à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que firmava reputação de “gerentona”, em razão do estilo concentrador nas decisões e controlador nos procedimentos.

 

Despacho

Cabe ao chefe da Casa Civil examinar e levar ao presidente todos os papéis a serem assinados. Dilma fez esse papel no governo Lula.

 

Controle total

Dilma tinha controle total sobre a rotina na Casa Civil, com o auxílio de duas pessoas de sua confiança: Erenice Guerra e Beto Vasconcelos.

 

Crivo jurídico

Passava pelo crivo de Beto Vasconcelos, jovem chefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, todos os papéis a serem assinados por Lula.

 

Sob suspeita

A investigação de venda de medidas provisórias abrange o governo Lula e também o governo da sempre controladora presidente Dilma.

 

CPI compartilha com o MPF dados sobre Lula

A CPI do BNDES compartilhou com o Ministério Público Federal documentos com dados sobre as viagens do ex-presidente Lula  a serviço da empreiteira Odebrecht. Os procuradores investigam Lula pelo crime de tráfico de influência internacional para beneficiar empreiteiras com financiamentos do banco de fomento. A CPI tentou a convocação de Lula, mas o Planalto escalou ministros para blindá-lo.

 

Justiça em ação

O procurador Douglas Ivanowski Kirchnner pediu por ofício, à CPI do BNDES, dados sobre as andanças de Lula a serviço de empreiteiras.

 

Cumprindo a lei

Procurado, o presidente da CPI, Marcos Rotta (PMDB-AM), confirmou o compartilhamento dos dados com o MPF. “Deferi de ofício”, contou.

 

Alça de mira

Lula é alvo, no Ministério Público Federal, do Procedimento Investigatório Criminal número 1.16.000.000991/2015-08.

 

Alma vendida

Faz sucesso, na internet, um jingle criticando o deputado governista Leonardo Picciani (RJ) que está na briga para ser líder do PMDB na Câmara. O refrão da marchinha é um duro ataque: “Vendeu, vendeu, vendeu alma ao PT, Picciani fez acordo, mas quem paga é você!...”

 

Vende-se

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) ironiza a tentativa de Leonardo Picciani de dar impressão de “já ganhou” à eleição para líder do PMDB. “No desespero, ele vende otimismo...”, alfinetou.

 

Bloco na rua

Com a crise na saúde pública do Rio de Janeiro, Leonardo Picciani (PMDB) decidiu levar vinte deputados para acompanhar o carnaval do Rio. Mas quem samba é o bolso do contribuinte.

 

Velho PMDB

Fiel escudeiro de Michel Temer, o ex-ministro Eliseu Padilha comemora a decisão do senador Renan Calheiros em apoiar o vice-presidente na eleição para o comando do partido. “É a força do velho MDB”, diz.

 

Articulação

Candidato a líder da bancada do PP, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB) articula acumular a presidência da Comissão de Finanças, com a chancela de Artur Lira (PP-AL). Só assim apoiará Eduardo Cunha.

 

Senta que o leão é manso?

Embaixador em Washington, o ex-chanceler Luiz Figueiredo saiu de seu sepulcral silêncio e escreveu um artigo para a Americas Quarterly, publicação do Conselho das Américas, repleto de platitudes pseudo-científicas, dourando a pílula sobre a gravidade do zika vírus.

 

2018 é daqui a pouco

O baiano Duda Mendonça, um dos marqueteiros mais admirados do País, reuniu-se nesta sexta-feira (5) em Porto de Galinhas com seu colega André Gustavo e o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Na pauta da conversa, as eleições de 2018 em Pernambuco.

 

Súbita cordialidade

É admirável a súbita  cordialidade de seguranças da Câmara com as mulheres. Em geral ríspidos, eles até permitem a entrada no plenário sem autorização, desde que seja do sexo feminino.

 

Vai que é tua

Costuma-se dizer que, num governo, presidente é o centroavante do time. Dilma poderia usar a camisa 11, mesmo número da inflação.

 

PODER SEM PUDOR

Posse não é bingo

Depois de mais de vinte anos de lutas na UDN, a eleição de Cid Sampaio para o Governo de Pernambuco teve um sabor especial para o coronel Inácio Mariano, de São José do Egito, no sertão do Pajeú. De alma lavada, vestiu a melhor roupa e foi à posse do correligionário e amigo.

- Quer falar com quem? – interpelou o sentinela armado do palácio.

- Com o governador.

- O sr. tem algum cartão aí? – pediu o solado, referindo-se ao convite.

Coronel Inácio olhou o soldado de cima a baixo e respondeu:

- Eu vim aqui para falar com o governador e não para marcar bingo!

Afastou o fuzil do seu caminho e subiu as escadas.