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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 18/02/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“[São] meros instrumentos de projetos de poder”

Senador Reguffe (DF), que deixou o PDT, define os partidos políticos no Brasil

 

Leniência rende R$ 188 milhões para Odebrecht

A medida provisória 703, a MP da Leniência, iniciativa cara-de-pau que blinda empresas enroladas em escândalos de corrupção, já produz os seus efeitos: foram liberados R$ 188,2 milhões públicos à Braskem, subsidiária da Odebrecht, enroladíssimas na Lava Jato, através de financiamento da Sudene, com recursos do FDNE. O dinheiro é para “modernizar” o Centro de Petroquímicos de Camaçari, da Braskem.

 

Propina da Braskem

Ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa revelou à PF que levou propina da Braskem para agilizar a venda de nafta pela estatal.

 

Pagou barato

Paulo Roberto disse que recebeu da Braskem, de 2006 a 2012, uma média de US$ 3 milhões a US$ 5 milhões por ano, em contas na Suíça.

 

Grana do contribuinte

O ato que beneficia a Braskem é de Ricardo A. Barros, diretor da Sudene, e o dinheiro é do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste.

 

Canetada amiga

A MP da leniência vigora desde 21 de dezembro, após a canetada de Dilma, e tem efeito de lei por até 90 dias sem aprovação do Congresso.

 

Venda de ativos da Petrobras tem regras suspeitas

As regras para venda de ativos da Petrobras são até inovadoras, mas esquisitas. A cara do PT. A estatal escolhe um financial adviser para identificar interessados, por exemplo, numa usina termoelétrica. O escolhido terá acesso às entranhas da usina à venda, para confirmar ou não o interesse. A rigor, a Petrobras é que escolherá o felizardo, sem licitação, no escondidinho da sala de reunião. A cara do PT.

 

Parece, mas não é

Na Petrobras, garante-se que as regras de venda de ativos são para impedir gatunagem, mas fica parecendo o contrário. A cara do PT.

 

Processo secreto

O problema das novas regras de venda de ativos é que a Petrobras mantém intocável um velho cacoete: o processo não é aberto.

 

Haja coragem

É curioso como a Petrobras, com a Operação Lava Jato na rua, ainda fixa regras tão vulneráveis a suspeição, para vender ativos bilionários.

 

Justiça desrespeitada

Como ministro-chefe da Casa Civil, o ex-sindicalista Jaques Wagner precisa respeitar a Justiça. Ele continua repetindo a ladainha de atribuir as graves denúncias contra Lula ao “inconformismo da oposição”.

 

Aos inimigos, o rigor da lei

Aliados do presidente da Câmara ironizam: a diferença entre os processos contra Eduardo Cunha e contra Renan Calheiros, amigo do governo, no Supremo Tribunal Federal, “são 9 anos de tramitação”.

 

Olha a oposição aí, gente

Esquisito, é: o tucano Aécio Neves, armando com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado de Dilma, a aprovação da reforma da Previdência, tentando atrair o PT para outro golpe contra aposentados.

 

Para quem pode

Marcos Rogério (PDT-RO) dispensou os computadores do Conselho de Ética e levou para a reunião do processo contra Eduardo Cunha um turbinado tablet iPad Pro dourado, que custa entre R$ 7,3 e R$ 9,7 mil.

 

Reguffe deixa o PDT

O senador Antônio Reguffe (DF) entregou sua desfiliação a Carlos Lupi, dono do PDT. Cristovam Buarque (DF) também caiu fora e, como a presidente da Câmara do DF, Celina Leão, o destino é o PPS.

 

A regra é clara

O novo líder do PMDB, Leonardo Picciani, terá de ficar atento. Se o candidato derrotado Hugo Motta (PB) conseguir tirar dele o apoio de 4 deputados, assumirá imediatamente a liderança do PMDB. É a regra.

 

Tramitando há um ano

O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União, garante que o processo que investiga a compra superfaturada da refinaria de Pasadena não parou e agora se encontra na área técnica do TCU.

 

Elogio imprevisto

A vida não está fácil para Nelson Barbosa (Fazenda): as bancadas do PT na Câmara e no Senado criticaram os rumos da economia e o compararam a Joaquim Levy. Sem saber que o estavam elogiando.

 

Pensando bem…

…tentando desqualificar quem o investiga e agindo para escapar à ação da Justiça, Lula mostra que sua cor favorita amarelou.

 

 

PODER SEM PUDOR

Bem não declarado

Prefeito de Araxá (MG), poeta e pensador, o ministro Olavo Drummond estava muito impressionado, nos idos de 1998, com o aperto imposto pelo Banco do Brasil aos agricultores endividados. Desabafou:

- Marido não chama mais a mulher de “meu bem”, senão vem o Banco do Brasil e toma.