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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/02/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Agora é o tempo do PMDB”

Vice Michel Temer, presidente do PMDB, avisa: partido terá candidato próprio em 2018

 

Delação pode ser devastadora. Ou nada significar.

O acordo de delação do senador Delcídio Amaral (PT-MS), se confirmado, pode ser devastador para a presidente Dilma, o ex Lula e figurões como o presidente do Senado, Renan Calheiros, caso tenha testemunhado fatos comprometedores. Mas pode também nada significar: Delcídio é conhecido em Brasília por arrotar um prestígio na verdade inexistente. Seu advogado nega a negociação de um acordo.

 

Líder por exclusão

Delcídio somente passou a ter acesso ao poder petista após se tornar – por exclusão, ninguém queria o cargo – líder do governo no Senado.

 

De saída do PT

Considerado “o mais tucano dos petistas”, Delcídio tem ambiente ruim em seu partido, que nem sequer lhe foi solidário. Pretende se desfiliar.

 

No centro do poder

Líder do governo, Delcídio passou a se reunir com Dilma, seu chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. E visitava Lula semanalmente.

 

Políticos como alvos

A expectativa é que Delcídio confirme revelações de outros delatores, reforçando acusações contra políticos que já são alvos da Lava Jato.

 

Planalto interfere na disputa por liderança do PP

O Planalto monitorou cada voto da disputa pela liderança do PP na Câmara. O “QG” foi chefiado pelo ministro Ricardo Berzoini (Governo), que disparava ligações ao senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP. Berzoini pressionou Ciro a evitar a vitória de Esperidião Amin (SC), que lidera a ala contrária ao governo Dilma. Apesar da pressão, o ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PB) desistiu da disputa em favor de Amin.

 

Pede pra sair

Mas, pressionado por Ciro Nogueira, Esperidião Amin desistiu da candidatura, liberando o caminho para Cacá Leão (BA).

 

Tá feia a coisa

Nem como candidato único, Cacá Leão conseguiu apoio da maioria da bancada do PP. Ele é ligado ao atual líder, Eduardo da Fonte (PE).

 

Contra o tempo

O Planalto teme que a ala rebelde do PP se organize para lançar um candidato de oposição. A disputa segue até a próxima quarta-feira (24).

 

Outro personagem

Após a Brasif, o empresário Jovelino Mineiro, amigo e sócio de FHC, teria se responsabilizado pelas remessas de dinheiro para o sustento de Tomás, filho de Mírian Dutra, e o pagamento da sua universidade.

 

PF não é polícia política

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) não precisava incluir em sua biografia o oportunismo rastaquera de ameaçar atirar a Polícia Federal contra o tucano FHC, ex-presidente da República há 14 anos.

 

Espelho meu

A negociação do acordo de delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS) pegou a todos de surpresa, exceto os leitores desta coluna, que sabiam dessa informação desde dezembro.

 

Leviandade na Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ontem que só em seis meses haverá condições de comprovar a ligação entre zika vírus e microcefalia. Isso mostra como o Ministério da Saúde foi leviano.

 

A virose do ministério

Ao estabelecer apressadamente o vínculo de zika vírus a microcefalia, o Ministério da Saúde agiu como o médico, que, incapaz de definir o diagnóstico, apela para a “virose” como explicação para uma doença.

 

Peso da máquina

No apoio à recondução de Leonardo Picciani a líder da bancada do PMDB, o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) acionou José Sarney, pedindo ajuda ao ex-presidente para cabalar votos.

 

Sob controle?

Câmeras de segurança mostraram ontem um ladrão invadindo uma casa no bairro de Sapiranga, em Fortaleza, e levando tudo o que pôde. O detalhe é que ele usava… tornozeleira eletrônica.

 

Continência

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) aumentou o tom contra a oposição. Após discutir com Aloysio Nunes (PSDB-SP), foi saudado pelo líder petista Humberto Costa (PE). “Meu general!”, dizia Costa.

 

Pergunta no boteco

Conhecido mão-de-vaca, por que FHC paga faculdade e até comprou um apartamento para um filho que o DNA garantiu não ser seu?

 

PODER SEM PUDOR

Duelo à brasileira

Diplomata competente e cavalheiro fino, Orlando Leite Ribeiro era respeitável pé-de-valsa, por isso não resistiu ao bolero da orquestra num clube social de Lima (Peru), onde foi embaixador do Brasil, nos anos 50: localizou a mais bela mulher do salão e a convidou para dançar. O marido enciumado não gostou e o desafiou para um “duelo de honra”:

- Escolha as armas! Pistola? Espada?

- Granada a doze passos! – respondeu o embaixador, incontinenti.

- Como assim? Essa arma não é normal… – estremeceu o desafiante.

- É a única que sei usar, minha especialidade no Exército.

O maridão intolerante foi embora, e não apareceu no duelo.

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Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

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