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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 26/02/2016
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Cláudio Humberto

“A única coisa que faz tremer estruturas do parlamento é povo na rua

Senador Aécio Neves (PSDB-MG), que finalmente resolveu apoiar as manifestações

 

Grupo Gerdau teve ‘anos dourados’ com o PT

Enrolada na Operação Zelotes, a gigante da siderurgia Gerdau ganhou dinheiro na era petista como poucas empresas: quase R$ 90,8 milhões pagos pelo Executivo entre 2004 e 2015. O grupo também ascendeu politicamente na era PT e tem livre-trânsito no Planalto. Ex-presidente do conglomerado, Jorge Gerdau caiu nas graças do governo, não foi ministro porque não quis e virou membro do “conselhão” de Dilma.

 

Muita gratidão

Na disputa eleitoral pela Presidência da República, o grupo Gerdau foi generoso com a campanha de Dilma, para quem doou R$ 5 milhões.

 

Bolsa empresário

Desde o fim do governo de Lula e início da gestão Dilma, entre 2010 e 2012, o grupo Gerdau faturou R$ 90 milhões no governo federal.

 

Confusão

A figura de Jorge Gerdau é tão forte que ele foi citado como alvo da 6ª fase da Zelotes. Era o filho André, presidente do grupo desde 2007.

 

Multa indevida

Presidente do grupo, André Gerdau disse à PF que recrutou escritórios especializados apenas para provar ser descabida a multa de R$1,5 bi.

 

Dilma tenta agora ‘colar’ sua imagem ao Rio 2016

Com o pânico que se estabeleceu no Planalto, após a deflagração da 23ª fase da Lava Jato, o governo decidiu pôr na rua uma estratégia de emergência para tentar manter a presidente Dilma “afastada” do noticiário sobre as gatunagens investigadas nas operações Lava Jato e Zelotes. A ideia é ocupar Dilma com assuntos referentes aos Jogos Olímpicos do Rio, a melhor fonte de boas notícias disponível no País.

 

 

 

Tour olímpico

Em março, Dilma vai visitar as obras dos Jogos, no Rio de Janeiro. Depois vai à Grécia receber a tocha olímpica.

 

Última a saber

Dilma se irritou porque mais uma vez foi avisada apenas ao amanhecer de segunda-feira (22) sobre a decretação da prisão de João Santana.

 

A toque de caixa

Às pressas, o governo tentou arrumar uma visita de Dilma a Santiago, neste sábado. O Planalto nega, mas o Palacio de La Moneda confirma.

 

Leprosário

Delcídio Amaral (PT-MS) vive dias de leproso. Tenta conversar com senadores do conselho de ética, mas eles sempre arrumam desculpas para evitar o ex-líder do governo enrolado na gatunagem do petrolão.

 

Maluf, o socialista

O deputado Paulo Maluf (PP-SP) conta aos colegas na Câmara dos Deputados que está de malas prontas para ir para o PSB na janela de infidelidade partidária. E mais: promete levar com ele dez deputados.

 

Janela da infidelidade

Com 32 parlamentares na Câmara, o PSD deve perder oito deputados federais na janela de transferência. Em compensação, o partido do ministro Gilberto Kassab tenta tirar nove deputados dos outros partidos.

 

Japonês da PF na porta

O comando do PT anda cada vez mais preocupado com a Operação Lava Jato. O maior temor é com a iminente prisão de dirigentes do partido, enrolados até o pescoço com a roubalheira na Petrobras.

 

Acarajé na panela

O bem-humorado ex-ministro Moreira Franco, oficial general do QG de Michel Temer, adora deixar ex-colegas de governo Dilma sem graça. Quando os encontra, brinca: “Seu acarajé está assando...”.

 

João sem braço

O deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) ironiza o envolvimento do marqueteiro João Santana na Lava Jato. “Vão adotar o discurso do mensalão, dizendo que não sabem de nada”, diz.

 

Faltou o principal

“Fizemos 99, mas esquecemos o 1 mais importante”, lamenta o presidente da CPI do BNDES, Marcos Rotta (PMDB-AM), mais uma que terminou em pizza, sem indiciar ninguém.

 

Caminho sem volta

Com intenção de disputar a presidência da República, Jair Bolsonaro (RJ) confirmou a saída do PP e a ida para o PSC. “Não há como voltar atrás. O partido tem um propósito maior de País”, garante o deputado.

 

Pensando bem...

...está faltando molusco no recheio do acarajé.

PODER SEM PUDOR

A ginástica de Lacerda

De vez em quando o deputado Carlos Lacerda encontrava adversários que não o temiam. Como quando atacou um deputado baiano, Manoel Novaes, acusando-o de se “aproveitar dos serviços públicos para ganhar votos”. Novaes estava ausente do plenário da Câmara, mas no dia seguinte fez um duro discurso, exigindo pedido de desculpas de Lacerda. E ameaçou:

- No sertão, de onde venho, honra se lava com sangue!

Dias depois, Lacerda fez um discurso de puro contorcionismo político, conseguindo convencer o ofendido que retirava as agressões, e ao mesmo tempo deixando nos orgulhosos seguidores a certeza de que as reafirmara.