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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 04/03/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Não adianta tapar o sol com a peneira”

Vice-presidente Michel Temer “estarrecido” com as denúncias de Delcídio Amaral

 

Delcídio nada disse que o governo não soubesse

A comoção provocada pela “bomba” da revista IstoÉ emudeceu os principais líderes do PT, ontem, por uma simples razão: todos sabem que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) não mentiu. Parlamentares e jornalistas que cobrem o Congresso conhecem quase todas as histórias contadas pelo senador. Histórias que apenas aguardavam que as assumisse alguém com a confiabilidade de um Líder do Governo.

 

Espalhafato

As revelações de Delcídio provocaram reação espalhafatosa de Dilma, que gritou e até chorou, em reunião com ministros mais íntimos.

 

Fim da linha

O desespero de Dilma passou a impressão a Jaques Wagner e José Eduardo Cardozo e assessores que seu governo chegara ao fim.

 

Desespero

Do tipo “boa vida”, Jaques Wagner foi o mais afetado pela reação de Dilma. Apareceu descabelado diante de repórteres atacando Delcídio.

 

Delação autêntica

O pânico voltou a se estabelecer no Planalto no final da tarde, quando fontes do Ministério Público confirmaram a autenticidade da delação.

 

PT agora estuda até mesmo mudar de nome

A situação do PT se deteriorou tanto que um grupo de filiados, entre os quais o ex-governador gaúcho Tarso Genro e o senador Lindbergh Fatias (RJ), articula a “refundação” do partido, retomando suas origens, situando-se mais à esquerda e longe das alianças com partidos como PMDB, PP, PR e PTB. Eles continuam manipulando os fatos: atribuem a essa “má companhia” ladroagens como a do mensalão e do petrolão.

 

Simpatia é quase amor

O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que evitou comentar a delação de Delcídio, é simpático à “reestruturação do PT”.

 

Plano já existia

Humberto Costa considera que o movimento para “refundar” o PT, ainda secreto, é anterior à delação de Delcídio.

 

Terra arrasada

Na Câmara, a oposição definiu o episódio como o fim do PT. “O PT acabou”, garante o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

 

Boa notícia no comércio

O Senado aprovou a adesão do Brasil ao Acordo de Facilitação de Comércio, da Organização Mundial do Comércio (OMC), cujo diretor-geral é o brasileiro Roberto Azevêdo. A desburocratização reduzirá custos em até 13% e vai gerar US$1 trilhão em negócios no mundo.

 

Prisão de gente grande

O procurador-geral Rodrigo Janot trancou-se ontem, durante horas, com os principais assessores, que foram orientados a deixar celulares em casa. Sinal de que gente graúda pode estar prestes a ser presa.

 

Sobrou pra Cardozo

Sites simpáticos ao PT tentam desqualificar a repórter da revista IstoÉ, insinuando relações com o ministro José Eduardo Cardozo, e o suposto interesse dele em vazar a delação de Delcídio, para se “vingar” de Lula.

 

Espelho meu

Leitores desta coluna sabem desde 8 de dezembro que Delcídio do Amaral negociava delação com o Ministério Público Federal. Souberam também em primeira mão que ele só foi solto após oficializar a oferta.

 

Cadê os defensores?

Petistas correram da imprensa como o diabo da cruz, ontem. À aproximação de um repórter desta coluna, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), por exemplo, saiu em disparada. Mas acabou falando. Só ela e o deputado Henrique Fontana (PT-RS). Os demais escafederam

 

Famiglia Lula

O termo “consigliere”, usada por Delcídio para definir o papel do fazendeiro José Carlos Bumlai junto a Lula, refere-se ao principal consultor do “capo di tutti capi” (o chefe dos chefes) da máfia.

 

Vai esperar sentado

O presidente da OAB faz uma aposta que sabe perdida. Ele prometeu pedir acesso ao STF à delação de Delcídio e à Lava Jato para só então se posicionar sobre o impeachment. Cláudio Lamachia deveria saber que o ministro relator Teori Zavascki tem negado isso reiteradamente.

 

Ex-senador na certa

O acordo de delação pelo qual colocou Dilma e Lula na cena do crime selou a sorte de Delcídio Amaral. Os governistas agora devem acelerar o processo de cassação do seu mandato, no conselho de ética.

 

Bombou na internet

Bombou na internet, ontem: matar uma criança é infanticídio; matar pessoas, homicídio; a si próprio, suicídio. Matar um governo: Delcídio.

PODER SEM PUDOR

Guerra à burocracia

Quando Hélio Beltrão foi ministro da Desburocratização, governos estaduais brigavam pela criação de novas superintendências regionais, inspiradas na Sudene e na Sudam. Foi quando falaram na criação da Sudeco, a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste, exatamente como pretendem os atuais governadores da região. Beltrão destruiu a proposta com sua ironia:

- Bem, poderíamos criar também uma Superintendência para o Vale do São Francisco, a Suvale, e juntar com essa Sudeco e formar a Suvaco...