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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 05/03/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“[O governo Dilma] mutilou a verdade, aniquilou a ética”

Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, após a condução coercitiva de Lula

 

Pesquisa revela que 68,8% não votariam em Lula

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, um dos mais acreditados do País, indica que 68,8% dos eleitores não votariam “de jeito nenhum” em Lula para presidente, nas eleições de 2018, contra 16,2% que “sim, com certeza” o escolheriam novamente. A pesquisa, fechada nesta quarta-feira (2 de março), é anterior à condução coercitiva de Lula e à revelação da devastadora delação premiada de Delcídio do Amaral.

 

Lava Jato aprovada

A pesquisa apurou que 66,3% consideram as investigações da Lava Jato positivas, contra 24,8%. São indiferentes para 7,3% do total.

 

Nada vai mudar

A maioria aprova a Lava Jato, mas para 53,6% a corrupção no Brasil continuará como está. Já 36,8% têm esperanças na sua diminuição.

 

Protesto do dia 13

O Paraná Pesquisas também verificou que apenas 50,2% sabem das manifestações do dia 13, pelo impeachment de Dilma.

 

Margem de erro

Foram entrevistados 2.022 eleitores em 160 municípios de 24 estados, entre 28 de fevereiro e 2 de março. A margem de erro é de 2%.

 

Dinheiro sujo para Instituto chegou a filhos de Lula

Quatro filhos de Lula receberam dinheiro por meio do Instituto Lula e da empresa de palestras do pai, a LILS. A força-tarefa da Lava Jato suspeita que o dinheiro é o mesmo transferido ao Instituto Lula por empreiteiras que roubaram a Petrobras, “triangulação” frequente em crimes financeiros. No total, as cinco empreiteiras “doaram” R$ 20 milhões ao Instituto Lula e R$ 10 milhões a LILS, do ex-presidente.

 

Filhinhos de peixe

Fábio Luis, Sandro Luis, Luis Claudio e Marcos Claudio são os filhos de Lula investigados pela Operação Aletheia, a 24ª fase da Lava Jato.

 

Empreendedor

Fábio Luis levou R$ 1,349 milhões para a G4 Entretenimento, que lhe pertence, por serviços prestados ao Instituto Lula entre 2012 e 2014.

 

Talento na família

Sandro Luis, sócio da Flexbr Tecnologia, com o irmão Marcos Claudio e a nora de Lula, Marlene, receberam R$ 114 mil do Instituto Lula.

 

Oficialmente investigado

A 24ª fase da Lava Jato ao menos sepulta as surradas referências a Lula como “apenas informante” ou “testemunha”. Agora ele é oficialmente investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Explica aí, Lula

O ex-presidente Lula deveria ter aproveitado seu pronunciamento desta sexta-feira, após deixar a polícia, para responder às graves acusações que pesam contra ele, em vez de contar lorotas e fazer bravatas.

 

Carro de barão

Chamou atenção o luxuoso carro que levou Lula do Aeroporto de Congonhas ao diretório do PT-SP, após ser levado sob vara para depor à Polícia Federal: uma BMW X5. Zero km ela custa quase R$ 500 mil.

 

Oposição sonolenta

Enquanto o Brasil pega fogo com as denúncias contra Lula, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) se limitava a reuniões às quais não conseguiu atribuir importância e a declarações tímidas, burocráticas.

 

Sob vara é legal

Ninguém se queixou de conduções coercitivas nas 23 fases anteriores da Operação Lava Jato. Quando esse instrumento previsto no Código de Processo Penal foi usado no caso do Lula, os petistas reclamaram.

 

Ah, bom

Quem discursou no aeroporto de Congonhas em defesa do investigado da Lava Jato foi o ex-ministro do Esporte e deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), aquele que pagava até tapioca com cartão corporativo.

 

Oposição amiga

No auge da 24ª fase da Lava Jato, que levou pânico ao governo e ao PT, com Lula depondo sob vara, o deputado Moroni Torgan (DEM-CE) almoçava tranquilo, em trajes casuais, num supermercado em Brasília.

 

Pote de mágoa

Com a delação premiada, Delcídio Amaral perdeu o advogado Luís Henrique Machado na defesa no Supremo Tribunal Federal. É autor da peça de defesa que soltou o petista, mas não concorda com delação.

 

Nunca antes…

…na história deste País, um ex-presidente foi conduzido sob vara, à força, para depor sobre acusação de corrupção e lavagem de dinheiro.

PODER SEM PUDOR

Confusão de nomes

Uma viagem do deputado potiguar Antônio Bilu ao Rio tem versões são tão verossímeis quanto engraçadas. Uma delas conta que, ao desembarcar, ele ordenou ao taxista que o levasse ao Hotel “Zero Quilômetro”, referindo-se ao Hotel OK.

- Senador Dantas? – perguntou o motorista, numa alusão à rua do hotel.

- Não, deputado Antônio Bilu – respondeu o passageiro.