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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/03/2016
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“O benefício politico foi do ex-presidente Lula”

Procurador Carlos Fernando dos Santos, sobre o esquema que roubou a Petrobras

 

Em breve Lula terá motivos para se ‘sentir preso’

A 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (4), é só o começo das investigações de denúncias de corrupção envolvendo o ex-presidente Lula, seus familiares e sócios. No despacho que deu origem à Operação Aletheia, Lula é acusado de integrar o “esquema criminoso de cartel, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da empresa Petrobras, cujo acionista controlador é a União Federal”.

 

Colarinho é branco

Lula e petistas adotam discurso de “prisão política”, mas na verdade o ex-presidente está sob investigação de crimes de colarinho branco.

 

Selo de aprovação

Na delação de Salim Schahin, ele contou à PF que o contrato suspeito entre o Grupo Schain, que dirigia, e a Petrobras foi “aprovado por Lula”.

 

Bênção do chefe

Na delação de Fernando Baiano, o operador conta que José Carlos Bumlai disse que Lula “abençoou” o esquema criminoso na Petrobras.

 

Doações suspeitas

A força-tarefa da Lava Jato investiga “doações” ao Instituto Lula, que recebeu R$ 20 milhões de cinco empreiteiras enroladas no Petrolão.

 

Luta de Delcídio agora é manter delação premiada

Ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS) corre contra a Polícia Federal e o Ministério Público para se beneficiar do acordo de delação premiada. Se as investigações da Operação Lava Jato avançarem sobre o ex-presidente Lula, alvo da delação, Delcídio irá direto para a cadeia. Para usufruir do benefício, é preciso revelar novidades ainda não detectadas pelos órgãos de investigação.

 

Entrega recusada

Ao discutir a delação, Delcídio ofereceu entregar dados contra um senador petista e outro peemedebista. Os investigadores recusaram.

 

Sinônimo de culpa

A delação do petista fez uma parte da sua equipe de advogados deixar o caso. Segundo um deles, delação é “sinônimo de culpa”.

 

PGR confirmou

Dilma, Lula e advogados ainda duvidam do acordo de delação de Delcídio. Mas fonte da Procuradoria Geral da República já o confirmou.

 

É ainda mais grave

Circula a certeza, nos tribunais superiores de Brasília, de que a força-tarefa da Lava Jato já reuniu mais provas contra Lula do que se imagina. Ou o juiz federal Sérgio Moro, ponderado, minucioso e técnico como é, não teria ordenado a 24ª fase da Operação Lava Jato.

 

Testada e aprovada

A condução coercitiva de Lula serviu para testar a reação das pessoas à eventual prisão do ex-presidente. A avaliação foi a de que sua prisão provocará protestos de petistas, mas nada preocupante.

 

Oposição frouxa

O senador Aécio Neves, presidente do PSDB, anda tão fraquinho que nem sequer conseguiu evitar que governadores de oposição fossem à reunião com Dilma, presidente cujo impeachment diz pretender.

 

Arrogância

Mesmo informado de que é acusado de vários crimes graves, o ex-presidente Lula preferiu ofender os investigadores e até o juiz federal Sergio Moro, classificando-o de “arrogante” e “prepotente”.

 

Ninguém merece

Espanta que após tantas denúncias gravíssimas, como as contidas na delação do senador Delcídio Amaral (PT-MS), o mesmo grupo ladravaz ainda permaneça nos principais postos de comando do País.

 

Assim, não dá

Com a nova fase da Lava Jato, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RJ) cobra do senador Ciro Nogueira (PP-PB) a saída do PP da base aliada do governo, que “chegou ao fim de forma melancólica”.

 

À paisana, com medo

Para evitar agressão enquanto trabalhava na cobertura da coletiva do ex-presidente Lula, sexta-feira, o repórter Gabriel Prado precisou retirar a identificação da GloboNews no microfone.

 

Está favorável?

Eduardo Cunha não se abateu com o acolhimento da denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro, no STF. Ele usa o “funk” sensação do momento, do MC Bin Laden: “Tá tranquilo, tá favorável”.

 

Escafedeu

Por onde anda a muda Marina Silva?

 

PODER SEM PUDOR

Modelito coronel

João Ribeiro pediu ao então governador ACM para ser nomeado prefeito de Pilão Arcado (BA), município de “segurança nacional”. Sabia que era preciso o apoio dos vereadores da Arena, mas dois deles o recusaram. Nem adiantou contar que era íntimo do homem. Desolado, Ribeiro contou sua dificuldade a ACM, que mandou chamar os dois.

- Os vereadores de Pelão Arcado estão aí – avisou um assessor.

Ao entrar, a dupla encontrou ACM e Ribeiro esparramados nos sofás, papeando, rindo muito. Um dos vereadores se apressou:

- Governador, estamos aqui para declarar apoio ao João Ribeiro...