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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 12/03/2016
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Cláudio Humberto

“Eu me renuncio”

Dilma se atrapalhando na entrevista em que negou que vá deixar o cargo

 

Planalto vê ‘recado’ de Renan no papo com Aécio

O Planalto acredita que o presidente do Senado, Renan Calheiros, sente-se ameaçado pelas investigações das operações Lava Jato e Zelotes, e por isso resolveu “mandar recado” à presidente Dilma, ao conversar com a cúpula tucana, incluindo o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG). “O recado de Renan é claro: ou o governo me protege ou vou ajudar a oposição a derrubá-lo”, avalia ministro próximo a Dilma.

 

Medo explicitado

Durante jantar em Brasília, quinta-feira (10), convidados dizem ter ouvido de Renan o temor de “ser preso a qualquer momento”.

 

Angústia pessoal

A afirmação de Renan pode ter sido feita para ilustrar o temor geral dos políticos ou, como acha o governo, a revelação de angústia pessoal.

 

Acabou, já era

Na conversa das cúpulas do PMDB e do PSDB, da qual Renan Calheiros participou, foi formado o consenso de que “Dilma acabou”.

 

Parlamentarismo

Renan prega a mudança do sistema de governo, transformando Dilma em “rainha da Inglaterra”, com primeiro-ministro eleito pelo Congresso.

 

Senador tentou manobra para favorecer Delcídio

Ao determinar portas fechadas para a quarta na reunião prévia do Conselho de Ética do Senado, seu presidente, João Alberto (PMDB-MA), sinalizou que alguma manobra estava em curso. Não deu outra: ele sugeriu que caso Delcídio do Amaral (PT-MS) somente fosse apreciado após uma solução na Justiça. A reação indignada dos senadores foi imediata, e a manobra acabou liquidada a pau.

 

Precedente

O “balão de ensaio” de João Alberto objetivava criar um precedente: afinal, ainda há 13 senadores (aliados) investigados na Lava Jato.

 

Puxando a corda

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi o primeiro a reagir à manobra do presidente do Conselho de Ética, e os colegas o seguiram.

 

Obstrução punida

O senador Delcídio Amaral teve sua cassação recomendada pelo relator do seu caso. Ele é acusado de tentar obstruir a Justiça.

 

Batom na cueca e no cofre

A Polícia Federal localizou um cofre forte, em São Paulo, onde a família Lula guarda objetos e joias de valor, que teriam sido presenteados ao ex-presidente. A revelação está na revista Época que circula neste fim de semana. São 132 objetos encontrados em 23 caixas lacradas.

 

PMDB bate em retirada

Está acertado o cronograma de desembarque do governo. O PMDB decidiu que, neste sábado (12), Michel Temer será reconduzido à presidência e um documento com os sinais do divórcio será aprovado.

 

Data marcada

O PMDB não vai romper com Dilma na convenção para preservar Michel Temer. Pelo cronograma, a executiva nacional vai se reunir na primeira quinzena de abril com poderes para oficializar o rompimento.

 

Serra 2018 pelo PMDB

Após intensas conversas com Michel Temer, o senador José Serra (PSDB-SP) prepara sua mudança para o PMDB. Ideia é transformá-lo em candidato a presidente, em 2018.

 

Trair e coçar…

…é só começar. Enquanto o pai Jorge Picciani, presidente da Assembleia do Rio, previa a queda de Dilma em três meses, o filhão Leonardo, líder do PMDB na Câmara, anunciava que a bancada carioca desistiria da defesa do governo, na convenção deste sábado.

 

Ahhhhhhh...

Durante entrevista, nesta sexta-feira (11), a presidente Dilma Rousseff deu uma má notícia a quem tinha esperanças de uma solução negociada e sem traumas, no governo. Ela diz que não vai renunciar.

 

Clima quente

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) vem sendo hostilizado nas redes sociais porque teve a coragem de pedir cautela sobre o pedido de prisão do ex-presidente Lula. Para ele, um exagero.

        

Carência de líder

O deputado federal Carlos Cadoca (PCdoB-PE) acredita que a crise brasileira não tem precedente. “Falta credibilidade e falta uma liderança nacional para acabar com a crise política”, lamenta.

 

Pensando bem...

...com dólar caindo e bolsa subindo a cada notícia ruim para Lula, já tem petista achando que sua prisão não seria mau negócio para o governo.

PODER SEM PUDOR

Desconto na enchente

Recife sempre conviveu com enchentes, mas o deputado arenista Lael Sampaio se despediu da Secretaria de Obras do governo de seu irmão, Cid Sampaio, com uma frase de efeito da qual se arrependeria.

- Cumpri meu dever: resolvi 40% das enchentes do rio Capibaribe!

O deputado Livino Valença (MDB) não conteve o aparte, cheio de ironia:

- Graças a Deus! Na próxima cheia só vou ter lá em casa 1,20 m de água, porque na última chegou a dois metros.