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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 15/03/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Neste momento, nada é mais importante que o impeachment”

Deputado Pauderney Avelino (AM), líder do DEM, sobre a criação da comissão processante

 

Um terço dos manifestantes já foi eleitor do PT

Ao contrário do que alardeia o PT e os ministros do governo Dilma, pesquisa realizada na Avenida Paulista neste domingo (13), durante o maior protesto popular da História, revela que mais de um terço (ou 34,5%) dos manifestantes disseram já ter votado do PT. A rejeição a Dilma foi quase unânime: 90,3% dos pesquisados classificaram o governo como ruim (10,5%) ou péssimo (79,8%). Ótimo e bom, 4,2%.

 

Dilma fora?

Para 19,7% Dilma chegará ao fim do mandato; 45,2% acreditam em impeachment e 28,8% acham que a Justiça afastará Dilma do cargo.

 

86,3% querem renúncia

Segundo a pesquisa, 86,3% dos manifestantes preferem que Dilma renuncie ao cargo. Apenas 11,1% acham que ela deve ficar.

 

É a crise

Entre os manifestantes, 73,8% revelaram que a situação econômica de suas famílias piorou nos últimos 6 meses e 55,8% perderam empregos.

 

Dados da pesquisa

Foram entrevistados 1.200 pessoas, entre 12h30 e 18h do dia 13 de março, com 3% de margem de erro, segundo o Paraná Pesquisa.

 

Nomeando Aragão, Dilma abre canal com Janot

A escolha do vice-procurador-geral da República Eugênio Aragão para ministro da Justiça não provocou espanto em Brasília. Muito ligado ao chefe procurador-geral, Aragão agrada ao PT e representa para Dilma a garantia de um “canal” com Rodrigo Janot. Na campanha de 2014, Aragão foi criticado pela oposição por dar pareceres favoráveis a 71% dos pedidos do PT e ser contrário a quase 80% dos casos do PSDB.

 

Antiga parceria

O procurador-geral Rodrigo Janot tentou emplacar o amigo Eugênio Aragão no cargo de ministro do STF, no lugar de Joaquim Barbosa.

 

#tamojunto

Aragão apoiou o PT contra a designação do ministro Gilmar Mendes como relator do processo de análise das contas de Dilma no TSE.

 

Não deu

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) quase foi ministro da Justiça. Mas a briga de facções internas no PT fizeram Dilma desistir dele.

 

Obstrução da Justiça

Virando ministro de Dilma para fugir do juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente Lula pode escorregar no mesmo crime que levou o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) à prisão: tentativa de obstrução da Justiça.

 

Arrogância faz mal à saúde

O depoimento de Lula à PF deixou Dilma ainda mais preocupada com o antecessor. Arrogante, ele ameaçou o Ministério Público e desafiou a Justiça a torná-lo inelegível: “Quero ver se têm coragem”.

 

São uns gozadores

O Instituto Datafolha virou motivo de gozação chamando de “elitista” a multidão que ocupou cada centímetro de uma extensão superior a 2km da Avenida Paulista. Nem na Suíça há uma elite tão numerosa.

 

Base aliada se esfarela

Ministros tentaram minimizar as manifestações, que exigiram o fim do governo Dilma, mas a avaliação interna é diferente. Planalto acha que a multidão assustou e pode esfarelar a base de apoio no Congresso.

 

Bye, bye, Dilma

No Palácio do Planalto, a expectativa é que, mais dia, menos dia, no prazo máximo de 30 dias, abandonem sua base de apoio no Congresso partidos como PP, PSD, PTB e PROS. O PMDB já foi.

 

Tá feia a coisa

O QG de Dilma conta certo com apenas 88 dos 172 votos para barrar o processo na Câmara. São votos do PCdoB (12), PT (58) e PDT (18). Mesmo assim, após o “bafo das ruas”, o PDT resolveu “reavaliar”.

 

Só ajoelhando no milho

O deputado Sibá Machado (PT-AC) é “bacharel em Geografia”, mas espanta que tenha passado do abecê. No twitter, chamou de “fassistas” (sic) os brasileiros que pedem o impeachment de Dilma e de “dessentes” (sic) os que defendem o governo que tanto deixou roubar.

 

Mais um

Trocando de partido como quem muda de roupa, o senador Hélio José (DF), ex-PT e ex-PSB, abandonará o Partido da Mulher Brasileira (PMDB), nesta terça-feira (15), para assinar ficha de filiação ao PMDB.

 

Pergunta no meio da rua

Quem ainda não aprendeu a calcular multidões, o Datafolha ou as polícias militares de todo o País?

PODER SEM PUDOR

Cheiro de vitória

Orestes Quércia (PMDB) conta que só 45 dias antes teve certeza de que venceria a eleição do governo de São Paulo, em 1986. Eram 5h da manhã e, de megafone em punho, ele pedia votos na porta de uma fábrica. De repente, aproximou-se um Opala Diplomata branco (o carro mais chique da época) e dele desceu um homem elegante, de sorriso confiante. Era Fernando Henrique Cardoso, candidato ao Senado pelo PMDB, que ainda não havia comparecido a um só comício. Quércia foi à forra, aos gritos:

- Vencemos! Vencemos! Isso é uma prova que vamos vencer! – disse, apontando em direção a FHC. Atônito diante do deboche geral, ele voltou ao Opala branco e sumiu. E jamais perdoou a desfeita de Quércia.