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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 19/03/2016
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Cláudio Humberto

“Peça de ficção

Líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), define a carta aberta de Lula

 

Delações indicam elo de Dilma com o ‘Eletrolão’

As delações do senador Delcídio do Amaral e do executivo Otavio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, permitiram à Operação Lava Jato estabelecer a ex-ministra Erenice Guerra e um escritório de advocacia como elos que ligam a presidente Dilma ao escândalo do “Eletrolão”, envolvendo negócios de estatais do setor elétrico. E com destaque para as obras de R$19 bilhões da hidrelétrica de Belo Monte.

 

Central de negócios

A suspeita é que negócios de Belo Monte eram tratados no escritório Trajano e Silva Advogados, com participação de familiares de Erenice.

 

Erenice era a chefe

Delcídio do Amaral revelou detalhes importantes do esquema chefiado por Erenice Guerra até sua destituição da Casa Civil do governo Lula.

 

Escafedeu

Após Erenice deixar o governo em meio a um escândalo, os delatores dizem que o escritório de advocacia foi desmontado em apenas 2 dias.

 

Proteção

Sócio do escritório de advocacia ligado a Erenice, Alan Trajano foi acolhido por Dilma na Casa Civil, e a assessora sobre o setor elétrico.

 

Temer tenta convencer Renan a romper com Dilma

O vice-presidente Michel Temer espera convencer os senadores Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, e Eunício Oliveira (CE), que o substituirá, da necessidade de o PMDB seguir o seu próprio caminho, desligando-se do governo Dilma. O edital de convocação para a reunião da executiva nacional no próximo dia 29, assinado por Temer, aponta apenas um tema para ser discutido: o rompimento com Dilma.

 

Falta o pacto

A avaliação da cúpula é que o PMDB está unido, mas o rompimento com Dilma, apesar de consensual, ainda precisa ser pactuado.

 

Prisioneiro

Calheiros hesita sobre o rompimento, em razão dos cargos que ocupa e a expectativa de verbas para o governo de Renan Filho, em Alagoas.

 

Governista radical

Renan não faz oposição há séculos, lembrado a doutrina do pai, Olavo: “Terno branco, dente de ouro e oposição só ficam bem nos outros...”

 

Meu nome é coerência

O ex-presidente da OAB Marcelo Lavenère é contra o impeachment de Dilma, assim como era contra o impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Como depois mudou de opinião, em 1992, é provável que em breve se mantenha coerente com sua história.

 

Manifestação fraca

Decepcionou muito o governo os números de manifestantes pró-Dilma e Lula. É que a matemática é simples: são 1.756.788 filiados ao PT e, segundo números oficiais, foram às ruas ontem no máximo 400 mil.

 

Deputado-tapioca

Um dos oradores mais inflamados, no ato em defesa do governo, ontem, na Avenida Paulista, era o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Aquele ex-ministro que pagava tapioca com cartão corporativo.

 

Viva os políticos

Uma diferença entre os protestos pró-Dilma e contra Dilma, além do volume, eram as lideranças políticas: no domingo (13) políticos foram mantidos longe. Ontem, foram aplaudidos pelos manifestantes.

 

Que vergonha, Itamaraty

O PT aparelhou mesmo o Ministério das Relações Exteriores. Nesta sexta (18), diplomatas brasileiros mundo afora ficaram indignados com a Circular Telegráfica da Secretaria de Estado, “urgentíssima”, só para enviar nota de uma Abong, entidade de ONGs pró-Dilma et caterva.

 

Farol (apagado) do socialismo

Brasileiros obrigados a ir à Venezuela estão atônitos com a crise de lá. Em shoppings, ar-condicionado e luzes das lojas ficam desligados até que raros clientes apareçam. Para o PT, ali é o “farol do socialismo”.

 

Dança das Cadeiras

Para acomodar Lula na Casa Civil para garantir a foro privilegiado a ele, Dilma cogitou colocar Jaques Wagner na Comunicação Social e Edinho Silva, o atual titular da secretaria, no Ministério dos Esportes.

 

PDT prefere ACM Neto

Cresce no PDT a insatisfação com o dono do partido, Carlos Lupi. Em Salvador, vereadores rejeitaram aproximação com o governador Rui Costa (PT). Preferem aliar-se ao prefeito ACM Neto (DEM).

 

Pensando bem...

...manifestação com show samba ou Chico César tem nome: showmício.

PODER SEM PUDOR

Magia negra no poder

José Sarney era presidente interino quando certa noite telefonou-lhe o ministro da Justiça, Fernando Lyra, pedindo um encontro urgente para contar como a Polícia Federal desvendara as razões da enfermidade de Tancredo Neves, ainda lutando pela vida no hospital. Sarney recebeu Lyra e seu chefe de gabinete, Cristovam Buarque, quase às 2h da madrugada. Os dois exibiram um boneco espetado por agulhas, suposto “trabalho de vudu” encontrado nas imediações da Granja do Torto. Sarney perguntou-lhes pelas providências. Lyra reagiu orgulhoso:

- Já procuramos um terreiro e o “trabalho” foi desfeito, presidente!