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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/03/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

É assim que funciona

Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, sobre a legalidade do grampo em Lula

 

Dilma sabia de todos os esquemas, diz Delcídio

Delcídio do Amaral revelou à força-tarefa da Lava Jato que Dilma sabia desde 2004, segundo ano do governo Lula e primeiro ano do Petrolão, de todos os esquemas de corrupção na Petrobras. A delação premiada de Delcídio, segundo investigadores ligados à operação, impressiona pela riqueza de detalhes: foi a mais longa e completa da Lava Jato até agora: durou oito dias, com depoimentos de 4h de manhã e 4h à tarde.

 

Prodigioso

Membros da força-tarefa elogiam a “memória prodigiosa” de Delcídio, que lembrava de quase tudo. E tinha anotado ou documentado.

 

Sem contradições

Investigadores testaram os relatos de Delcídio, reinquirindo sobre os mesmo temos de formas diferentes, mas não caiu em contradições.

 

Passou no detector

Técnicos treinados no FBI examinaram a voz, a expressão labial, rosto etc. Detectaram momentos de insegurança, mas não mentiras.

 

Impressiona

Ainda não se tem dimensão da delação de Delcídio, o mais assustador relato da corrupção nos governos do PT, diz fonte ligada à Lava Jato.

 

Grupo de advogados estuda saídas para Lula

Uma força-tarefa de vinte advogados de oito escritórios de Brasília e São Paulo trabalham na capital paulista, em local mantido sob sigilo, incomunicáveis, buscando saídas para o ex-presidente Lula. Está difícil. Os advogados, que estão sendo “muito bem pagos”, segundo um deles, são orientados, inclusive, a manter celulares desligados. A ideia é “não perder o foco”, estudando todos as acusações contra Lula.

 

Quem paga?

Os advogados são “muito bem pagos”, mas não está claro quem paga a conta. Oficialmente, o lulismo nem sequer admite o trabalho.

 

Vai dar trabalho

A maior preocupação da força-tarefa de defesa de Lula é tentar reverter a indignação do Poder Judiciário com os ataques do ex-presidente.

 

Insulto à Justiça

Nas conversas gravadas sob autorização judicial, Lula acusa o Supremo Tribunal Federal, que o vai julgar, de “acovardamento”.

 

Nova tentativa

A defesa de José Dirceu vai tentar a redução da pena alegando o critério de idade, como prevê a legislação brasileira. Esta semana o ex-ministro de Lula completou 70 anos.

 

Querem antecipar

Cresce dentro do PMDB a pressão para o partido desembarcar do governo Dilma antes mesmo do dia 29, data marcada para o divórcio. A ala é encabeçada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

 

Nove meses de prisão

Após condenação de mais de 19 anos de cadeia, investigadores da Lava Jato creem que o próximo a fechar acordo de delação premiada é Marcelo Odebrecht, que completou neste sábado 9 meses de cana.

 

Linha do tempo

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu apoiar o pedido de impeachment da presidente Dilma. No caso do ex-presidente Collor, entre o apoio da OAB e sua queda foram 7 meses.

 

Abraço de afogados

O vice-presidente Michel Temer não deseja que o PMDB permaneça na condição de coadjuvante, tampouco pretende protagonizar o abraço de afogados com o PT. Prefere investir em projeto próprio do partido

 

Portas do inferno

Jornalista conversava em Brasília com um juiz federal, sobre combate à corrupção, quando ouviu dele a insinuação de ruidosas operações da Polícia Federal nos próximos dias. “O ‘mundo’ vai acabar?”, brincou o jornalista. E o juiz: “Não vai acabar, mas vai ficar bem danificado...”

 

Fora, Pezão

Aproveitando o maior protesto da História brasileira, foi criado no Change.org, site de abaixo-assinados, um pedido de impeachment do governador do Rio, Luiz Pezão (PMDB). Já tem 2.740 adesões.

 

Avalanche de dados

O serviço de processamento de dados da CPI não conseguiu abrir os arquivos de 2 terabytes, o equivalente a 8 milhões de fotos, que estão nos discos com os dados das contas secretas de brasileiros no HSBC.

 

Pensando bem...

... as manifestações a favor de Dilma e Lula, na sexta (18), mostram que o problema não é a divisão do país e sim a matemática.

PODER SEM PUDOR

Tancredo e Fafá

Na campanha das diretas, em 1984, o governador mineiro Tancredo Neves comparecia aos comícios sempre acompanhado do chefe do gabinete militar, o coronel PM Paulo Duarte. Certa vez, em Fortaleza, à saída do palanque, o cuidadoso coronel meteu Tancredo dentro do carro e, ao perceber que, perto, a cantora Fafá de Belém tentava se livrar do assédio dos fãs, empurrou-a também para o interior do automóvel e mandou o motorista partir em disparada. Encontraria o carro adiante, estacionado. Tancredo e Fafá conversavam, às gargalhadas. Tancredo abriu o vidro:

– Coronel, se o senhor não fosse da PM, eu lhe promovia a general!