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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 26/03/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Estão sendo observadas rigorosamente a Constituição e as leis

Cármen Lúcia, ministra do STF, sobre acusações de politização da Lava Jato

 

Governo avaliou usar modelo chavista de golpe

Chefes militares informaram a oposição, em reuniões secretas, que o governo discutia a adoção de medidas semelhantes àquelas utilizadas na Venezuela para sufocar os protestos de rua. Houve inclusive tratativas com próceres da semi-ditadura venezuelana. O plano era decretar “Estado de Defesa”, suspendendo direitos fundamentais, como de reunião (e manifestação) e sigilos telefônicos e de correspondência.

 

Para calar as ruas

O pretexto do “Estado de Defesa” seria evitar “graves distúrbios” em cidades onde ocorreram as maiores manifestações, no dia 13.

 

Cerco popular

O Estado de Defesa esteve na iminência de ser decretado no dia em que 6 mil pessoas gritaram “renuncia, renuncia”, diante do Planalto.

 

Gritos e choro

Fontes palacianas relatam que uma assustada Dilma gritou e chorou muito, ao se ver sitiada e retirada às pressas no Palácio do Planalto.

 

Jerico petista

Surgiu a ideia de jerico do “Estado de Defesa” após o protesto do dia 13, o maior da História, com o pânico a Dilma e de dirigentes do PT.

 

Cartões: governo já torrou R$ 5,8 milhões este ano

Os gastos do governo Dilma com cartões corporativos em 2016, o ano da  gravíssima crise econômica do Brasil, superaram os R$ 5,8 milhões em menos de dois meses. Mais da metade dos gastos, entretanto, não serão conhecidos pelo contribuinte, pois são mantidos no mais absoluto sigilo, sob desculpa de que a transparência das informações sobre as compras pode “comprometer a segurança da sociedade e do Estado”.

 

Dilma campeã

A Presidência de Dilma segue com a maior fatura entre os órgãos da administração direta: R$ 1,8 milhão, mas 90% dos gastos são secretos.

 

Logo atrás

Atrás da Presidência por pouco (R$ 1,4 milhão), o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, mantém sob sigilo mais de 98% dos gastos.

 

Anota aí

Em 2015, o governo Dilma conseguiu torrar mais de R$ 56,2 milhões com os cartões corporativos, quase tudo sigiloso, sem explicações.

 

Falha na comunicação

Dilma convocou jornalistas estrangeiros ao Planalto, ontem, para conceder entrevista para criticar o processo de impeachment, defender Lula e atacar Eduardo Cunha. Chamou a atenção nos EUA que foi essa a primeira entrevista dela ao maior jornal do mundo, o NY Times.

 

Não é golpe

A oposição calcula ter os votos necessários para o impeachment de Dilma: 342. A ideia, no entanto, é conseguir 400 deputados federais favoráveis à cassação, para acabar com o discurso de “golpe”.

 

Na calada da noite

Aproveitando o cochilo do contribuinte, o Congresso aprova leis de baixa (ou nenhuma) relevância para a sociedade. Lei 13.248/2016, por exemplo, institui o dia 18 de junho como Dia do Tambor de Crioula.

 

Novo alvo

Lula, que tem forçado encontro com o vice, já sabe que vai ouvir da boca de Michel Temer que o PMDB vai pular fora do governo. Ele tenta assediar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), mas não vê efeitos.

 

Adesão de ouro

A oposição anda confiante na destituição da presidente Dilma pela via constitucional, por meio do impeachment. Não crê em favorecimento do Supremo porque “a população aderiu ao impeachment”, diz um líder.

 

Pé na tábua

O presidente do conselho de ética, José Carlos Araújo (PR-BA), chama a comissão do impeachment de Fórmula 1, pela velocidade do trâmite. Acabou apelidado de “Barrichelo”, por estar sempre atrás de Cunha.

 

Campanha pelo impeachment

A oposição está disposta a constranger os deputados que não apoiam o impeachment. Será lançada uma campanha, nas redes sociais, “denunciando” quem apoia Dilma, que tem menos de 10% de aprovação, segundo as pesquisas de opinião mais recentes.

 

Seis por meia dúzia
PCdoB é forte candidato a herdar o Ministério do Esporte, que era do PRB até romper com o governo. Não muda muito, os comunistas sempre tiveram a caneta do ministério, o que irritava os republicanos.

 

Pergunta no governo

O que o ex-presidente e quase ministro Lula fará de diferente em seis meses que os governos petistas não fizeram nos últimos 14 anos?

PODER SEM PUDOR

Encontro marcado

Nos anos 70, o economista Mangabeira Unger participou de um debate do MDB. Ele é brasileiro, mas após uma temporada nos EUA adquiriu sotaque mais carregado que de turista americano. Dias depois, o deputado Marcus Cunha, do MDB, recebeu um telefonema. O sotaque inconfundível de Unger solicitava um encontro no dia seguinte, no cafezinho da Câmara. Unger também receberia telefonema de um Marcus Cunha propondo encontro no mesmo lugar. Na hora marcada, cada um quis saber o motivo do convite.

– Mas foi você que me convidou – espantou-se Unger.

– Não, foi você que me ligou – respondeu Cunha.

Ali perto, saboreando um cafezinho, um deputado do Paraná se divertia com a cena. Era o brincalhão Maurício Fruet, exímio imitador de vozes.