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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 27/03/2016
Claúdio Humberto
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“Não há como retomar o crescimento com este governo

Aécio Neves (PSDB-MG) volta a criticar a política econômica de Dilma

 

Odebrecht pode ter subornado 80% dos partidos

Os 24 partidos listados nos documentos da 23ª fase da operação Lava Jato comprovam a influência da Odebrecht em mais de 80% dos partidos brasileiros. Com exceção de Solidariedade, PMB, Pros, Rede e Novo, que ainda não existiam, a Polícia Federal passou a investigar se as doações eram apenas doações ou se tratavam de pagamento de propina em troca de contratos milionários com governos e a União.

 

Maior da América

A Odebrecht é o maior “diretório” da América Latina, com influência na Argentina, Peru, Venezuela, Costa Rica, Colômbia, entre muitos outros.

 

Lobby é com ele

Atolado em escândalos, Lula é visto como maior lobista da Odebrecht, tendo influenciado na introdução da empresa até em países africanos.

 

Pizza à Odebrecht

Coincidentemente, a Odebrecht foi poupada na comissão de inquérito que apurou empréstimos irregulares do BNDES no Brasil e no mundo.

 

Em família

Preocupa, e muito, o governo a pressão sobre Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira, pela delação. Ele não quer ver a família na prisão.

 

PMDB pode ter terceiro presidente sem eleição

O PMDB, maior partido brasileiro, pode ter em Michel Temer, o vice-presidente de Dilma, seu terceiro presidente da República, sem nunca ter eleito um cabeça de chapa presidencial, após a ditadura militar. O primeiro foi José Sarney, vice de Tancredo Neves, que foi eleito indiretamente pelo Congresso. Itamar Franco sucedeu Fernando Collor, após o processo de impeachment, em 1992. Temer pode ser o terceiro.

 

O primeiro

Sarney assumiu a Presidência após Tancredo vencer eleição indireta no colégio eleitoral, pós-ditadura. Não concorreu em eleições abertas.

 

O segundo

Itamar deixou o partido para se candidatar ao lado de Collor no extinto PRN. Saiu do PRN antes do impeachment e assumiu o cargo no PMDB

 

O terceiro

Michel Temer foi eleito e reeleito como vice de Dilma em 2010 e em 2014 e é o sucessor legítimo em caso de impeachment da petista.

 

E aí, tudo calmo?

Político hábil e atento, o ministro Aldo Rebelo (Defesa) “toma o pulso” da caserna reunindo-se diariamente com os três comandantes militares. Rebelo sabe como lidar com os profissionais do meio.

 

Água no chopp
A presidente Dilma abortou ida ao casamento de Anderson Dorneles, ex-assessor especial, neste sábado (26). Cancelou após o sócio de Dorneles, Douglas Franzoni, ser levado para depor na Lava Jato. A Polícia Federal aponta que Franzoni recebeu propina da Odebrecht.

 

Caminho inevitável

Na Câmara, a avaliação geral é que o Palácio do Planalto procura ganhar tempo contra o impeachment de Dilma. “Tornou-se inevitável (o impeachment)”, garante o deputado Danilo Fortes (PSB-CE).

 

Votos contra Madame

A oposição contabiliza 40 votos dos 65, na comissão do impeachment, favoráveis à perda de mandato de Dilma. Mesmo com a pressão das ruas e a avalanche de escândalos, o governo diz ter 35 votos.

 

Mortadela virtual

Ganha força a guerra pelo impeachment nas redes sociais. Do dia para noite, apareceu uma nuvem de perfis sem seguidores, novos em folha, totalmente falsos (MAVs), para atacar quem apoie o impeachment.

 

Meu cadillac

No turbilhão da crise, o Congresso aproveita o cochilo do contribuinte para aprovar leis sem relevância. Lei 13.244/2016 confere ao município de Caçapava (SP) o título de Capital Nacional do Antigomobilismo.

 

Tucano no PMDB

Os tucanos consideram quase certa a saída de José Serra (PSDB-SP) para o PMDB. Em caso de impeachment, Serra deve ser contemplado com importante ministério do futuro governo Michel Temer. Assim pode até tentar se cacifar a candidato à Presidência, em 2018. Mas tá difícil.

 

Vox Populi

Eduardo Cunha considera colocar em votação a ação do impeachment no domingo, dia 17, para permitir que a população vá ao Congresso pressionar os deputados a votarem pela cassação de Dilma.

 

Pergunta no Palácio

Se o impeachment é “golpe”, a posse de um vice seria o quê?

 

PODER SEM PUDOR

Diálogo de surdos

O editor Paulo Rocco, então presidente do Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros, encontrou em 2003, no Rio, o poeta Wally Salomão, espécie de hippie simpático que parecia ter chegado, a pé, do festival de Woodstock, para assumir a Secretaria do Livro e da Leitura, do Ministério da Cultura. Os dois conversaram animadamente durante mais de uma hora, mas, ao final, entre desolado e divertido, Rocco desabafou com um amigo:

- Não entendi nada do que ele falou, assim como estou certo de que ele não entendeu nada do que eu disse.