Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 29/03/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Numa escala de zero a dez, a chance de sair do governo é dez”

Eliseu Padilha, ex-ministro de Aviação Civil, muito ligado ao vice Michel Temer

 

Quem agora ataca Moro antes insultava Barbosa

Os que hoje atacam o juiz Sérgio Moro e o ministro Gilmar Mendes, por decisões contrárias aos interesses do governo e do PT, na gatunagem investigada pela Lava Jato, foram os mesmos que há quase dois anos, em junho de 2014, divulgaram manifesto denunciando “arbitrariedades” do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, por manter na Papuda os ladrões transitados em julgado do mensalão.

 

Em defesa de ladrões

O manifesto era contra o regime fechado do chefe da quadrilha, José Dirceu, e de José Genoino e Delúbio Soares, cúmplices no esquema.

 

Militância cega

O documento exigindo que o STF pegasse leve com aqueles corruptos era firmado por “juristas”, “intelectuais”, artistas e porraloucas do MST.

 

Coitadinhos

Os defensores da ladroagem no PT acusaram Joaquim Barbosa de levar “caos ao sistema prisional” e “angústia e desespero” aos ladrões.

 

Mesma ladainha

Como hoje fazem, tentando intimidar a Justiça e blindar o “inimputável” Lula, em 2014 citaram “afronta ao Estado de Direito”, Corte de Haia etc.

 

Dilma esfrega cargos e PMDB reafirma ruptura

Sempre inábil nas relações políticas, a presidente Dilma mandou listar os cargos ocupados pelo PMDB em seu governo, e tentou esfregá-los no rosto de ministros indicados pelo partido. Mas coube ao ministro Eduardo Braga (Minas e Energia), que tentava fazer a ponte com o vice Michel Temer, informar a ela que, além de perder o apoio do PMDB, os cargos do partido na Esplanada estarão vagos em duas semanas.

 

Balcão

O Planalto levantou que o PMDB ocupa cerca de 600 cargos. Agora, chama parlamentares influentes, um a um, para negociar as cadeiras.

 

Desculpe qualquer coisa

Os ministros afirmaram a Dilma que são contrários ao impeachment, mas devem lealdade ao partido e ao vice-presidente Michel Temer.

 

Sem teto

Kátia Abreu (Agricultura), que não queria deixar o cargo, sondou filiação no PSD, novamente. Recebeu um “não” como resposta.

 

A casa caiu mesmo

Se Henrique Alves largou o osso, a casa de Dilma realmente caiu. Ele até pediu ao PMDB para ficar mais 2 meses agarrado ao Ministério do Turismo. E se credencia a ser ministro em eventual governo Temer.

 

Protesto remunerado

Funcionários da Câmara e do Senado foram usados, no horário de trabalho, para tentar impedir no braço que a OAB protocolasse mais um pedido de impeachment da presidente Dilma. Caso de Tânia Maria de Oliveira, que embolsa R$12 mil mensais na liderança do PT.

 

PSD no muro

O Planalto está inconformado com a liberação da bancada do PSD na Câmara para votar como quiser em relação ao impeachment. O governo ameaça tomar de Gilberto Kassab o Ministério das Cidades.

 

Medo de assombração

A reunião secreta com um comandante militar parece assustar tanto o pretendido interlocutor, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), quanto seus assessores. Informado e confirmado em off por assessores dele, o encontro foi nervosamente negado por uma assessora.

 

Pelo cano

Mauro Lopes (Aviação Civil) fez péssimo negócio ao desafiar a convenção do PMDB: ficará sem partido, porque deverá ser expulso, e perderá o cargo, porque já não representará ninguém no governo.

 

Desculpa esfarrapada

O ministro abestado da Saúde, Marcelo Castro, fará voo sem escala, de volta ao baixo clero. Ao ser cobrado pelo PMDB sobre a demissão do seu subordinado presidente da Funasa, disse que soube do caso pelos jornais, revelando assim o tamanho do seu prestígio no governo.

 

Notícias do balcão

O governo tenta reconquistar o PRB através do senador Marcelo Crivella (RJ), que se empenhou das campanhas de Dilma. Prometem a ele até um ministério importante para o PRB voltar a ser aliado.

 

Síndrome de escorpião

“O PT confirma a síndrome de escorpião (o inseto traiçoeiro)”, afirma o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), sobre a tentativa do PT de desqualificar o vice-presidente Michel Temer.

 

Pergunta na Lava Jato

O ex-ministro do Turismo Henrique Alves queria continuar no cargo para não largar a boquinha ou com medo de perder o foro privilegiado?

PODER SEM PUDOR

Herança maldita

Secretários do governo gaúcho estavam inconformados com o estilo light do ex-governador Germano Rigotto, que jamais criticava abertamente a herança que recebeu de Olívio Dutra (PT). Os secretários fizeram essa cobrança ao próprio Rigotto, em reunião, em 2003. Alceu Moreira (Habitação), ex-prefeito de Osório, conhecido por não ter papas na língua, desabafou:

- Se eu fizesse na prefeitura de Osório o que encontrei na secretaria, estaria na cadeia...