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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 01/04/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Impeachment é ferramenta democrática e constitucional

Deputado Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS

 

Acordão quer livrar políticos de Moro, como Lula

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de blindar Lula do rigoroso juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, criou o precedente que o governo queria. O Palácio do Planalto trabalha há semanas em um “acordão” com setores da Justiça, para que políticos sem mandato (e sem foro privilegiado), como o ex-presidente, flagrados na gatunagem da Petrobras, sejam julgados no STF e não por Moro.

 

‘Conciliação’, o pretexto

Ministros do PT juram que o objetivo do acordão não seria livrar os políticos de condenações, mas abrir caminho à “conciliação nacional”.

 

Motivo real do conchavo

Como Lula, vários ex-deputados e ex-ministros, atualmente sem foro privilegiado, têm medo de ser julgados pelo juiz Sérgio Moro.

 

Mão pesada de Moro

Como Lula, o Planalto acha que o juiz federal criminal Sergio Moro, ao contrário dos ministros do STF, condena à prisão sem hesitações.

 

Ministro Fux avisou

O risco de precedente, pelo qual o Planalto se empenhava, aberto ontem com a blindagem de Lula, foi citado no voto do ministro Luiz Fux.

 

Odebrecht decidiu encolher R$12 bilhões em 2016

Atingida em cheio pelas investigações da Lava Jato, a Odebrecht decidiu passar por “lipoaspiração”, diminuindo de tamanho. A empresa pretende vender, até dezembro, ativos no Brasil e no exterior que avaliados em R$ 12 bilhões. Já estão sendo oferecidos a eventuais interessados, investimentos no setor de energia, incluindo seu parque eólico, e a participação nas obras da hidrelétrica de Santo Antônio.

 

Quem dá mais?

A Odebrecht também quer vender suas empresas de saneamento, uma obra de uma rodovia no Peru, considerada de grande porte, e outras.

 

Mais demissões

O grupo Odebrecht tinha mais de 180 mil funcionários até 2014, mas hoje eles totalizam 128 mil. E haverá ainda mais demissões.

 

Cresceu, acredite

O faturamento bruto da Odebrecht cresceu de R$108 bilhões em 2014 para R$ 130 bilhões em 2015, mesmo com todo o rolo da Lava Jato.

 

Operação sórdida

O setor empresarial paulista está ansioso por detalhes da delação do ex-deputado mensaleiro Pedro Corrêa (PP) sobre a compra de votos para a reeleição de FHC. Ele disse que o banqueiro Olavo Setúbal distribuía “vale-dólar” à saída do plenário, para quem votava a favor.

 

Dilma quem?

Ao microfone, os sindicalistas que lideravam hordas de pobres diabos, laçados nas periferias, xingavam a rede Globo e pediram até “SUS para todos”. Quase não havia faixas e bandeiras em defesa de Dilma.

 

Lula lá, com a zelite

Enquanto os manifestantes lanchavam debaixo do sol escaldante de Brasília, Lula permanecia no bem-bom, do ar-condicionado do hotel de cinco estrelas Golden Tulip. Endereço, aliás, manjado na Lava Jato.

 

Mal me quer

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) telefonou ao ministro Marcelo Castro (Saúde) para brincar com sua aflição. “Não se preocupe, o PP não quer seu ministério. Quem não quer você é o governo”, brincou.

 

Barbosa como alvo

Na manifestação contra o impeachment, em Brasília, entidades como CUT, CTB e MST exibiram faixas exigindo a cabeça do ministro petista Nelson Barbosa (Fazenda) contra o ajuste fiscal.

 

Eles não sabem

Manifestantes pró-Dilma pararam no tempo. Boa parte das faixas na manifestação de ontem, em pleno 2016, pedia o “fim da ditadura”. Não pareciam saber que a ditadura acabou em 1984, nas eleições de 1989.

 

Ei, você aí

O Planalto mandou sondar a direção do PRB para saber se admitiria retornar ao governo, mesmo após anunciar rompimento com Dilma, garantindo que seus 21 deputados votariam contra o impeachment.

 

Excesso de crime

Foi uma aula a apresentação, na Câmara, de Janaína Paschoal, autora do impeachment. “Dizem que impeachment sem crime é golpe, mas temos aqui excesso de crime”, disse, para delírio da oposição.

 

Pensando bem...

...Dilma passou o dia ao telefone oferecendo mundos, fundos e cargos, para tentar escapar do impeachment. Só faltou oferecer o seu.

PODER SEM PUDOR

As batatas do presidente

Perseguido pelo regime militar, Juscelino Kubitschek dedicou-se a uma pequena fazenda nas proximidades de Brasília. Certo dia ele irrompeu no escritório de um amigo, Sérgio Rossi, vestido a caráter e calçando botas:

- Sérgio, estou aí fora com um caminhão carregado com as batatas que eu plantei. Como faço agora para vender isso?

Incrédulo, Rossi o acompanhou até a rua e, de fato, lá estava um caminhão carregado de batatas:

- O senhor plantou isso tudo, presidente?

- Claro. Mandaram-me plantar batatas e eu as plantei. Agora, é tratar de vendê-las.