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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 02/04/2016
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Cláudio Humberto

Dia da Mentira deveria ser chamado de Dia de Dilma e de Lula

Deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) em pronunciamento do dia 1º de abril

 

27ª fase liga escândalos do mensalão e petrolão

A 27ª fase da Lava Jato, batizada de Carbono 14, confirmou o elo entre o mensalão no governo Lula, revelado em 2005, e o petrolão que a Polícia Federal desbaratou em 2014. Se o mensalão mostrou boa parte dos políticos corruptos que recebiam suborno para apoiar o governo, o petrolão afinal revelou a origem do dinheiro: a gatunagem de negócios superfaturados que roubou mais de R$ 21 bilhões da Petrobras.

 

Eram só intermediários

Agências de propaganda e bancos foram condenados por subornar políticos governistas. Mas essas empresas faziam só a intermediação.

 

Fonte inesgotável

Com a operação Lava Jato, foi possível provar que o dinheiro roubado da Petrobras abastecia o esquema corrupto nos governos do PT.

 

Mesmo saco

O petrolão é anterior ao mensalão e iniciou em 2004, após Lula nomear os diretores que roubavam a Petrobras para alimentar o propinoduto.

 

É só o começo

A 27ª fase da Lava Jato ainda produzirá muitos “frutos”, e deve implicar ainda mais o ex-presidente Lula em todo o esquema.

 

PF investiga ‘encomenda’ em incêndio suspeito

Autoridades trabalham com a suspeita de que foi “encomendado” o incêndio no escritório da contadora Meire Poza, que trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato. Foi Meire quem entregou à Polícia Federal a primeira prova material com o nome de Dilma: um bilhete com o nome da presidente abaixo da marcação “1.000.000,00 BSB” e ao lado de “17 Viagem”.

 

Novo embaixador

Também consta no bilhete oferecido pela secretária do megadoleiro, próximo ao nome de Dilma, a anotação de “Novo Embaixador”.

 

Motivos de sobra

Um papel apreendido no escritório de Meire Poza, contrato de empréstimo, motivou a Operação Carbono 14, 27ª fase da Lava Jato.

 

Elo com mensalão

Marcos Valério, operador do mensalão, hoje cumprindo pena, foi quem denunciou a maracutaia do PT com Ronan Maria Pinto.

 

A maior decepção

Dilma lidera com folga o ranking da revista Fortune (EUA) dos líderes que mais decepcionaram. A presidente já passou dos 56 mil votos. Em segundo está Rick Snyder, governador de Michigan (EUA), com 6 mil.

 

E Dilma?

No protesto contra o impeachment sobrou até para Solange Guedes, gerente da Petrobras. Dizia uma faixa: “Fim da exploração de petróleo no Nordeste e no Espírito Santo. A culpa é de Solange Guedes.”

 

Enganação

Além da lorota do “golpe”, outra mentira na manifestação petista em Brasília estava em uma faixa denunciando uma suposta “privatização da Petrobras”. Não há proposta (e nem ameaça) nesse sentido.

 

Rico é assim mesmo

Impedido judicialmente de despachar no Planalto, por não ter assumido a Casa Civil, o ex-presidente Lula montou gabinete no luxuoso Golden Tulip, perto do Alvorada. A diária, ali, pode chegar a milhares de reais.

 

Pé na rua

O deputado Jerônimo Goergen (RS) não duvida do desembarque do Partido Progressista (PP) do governo. Calcula que os insatisfeitos já são mais de trinta na bancada de 49 deputados.

 

Conversa mole

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a “conversa mole de golpe” do governo Dilma. Ela pergunta se seriam “golpistas” os ministros do STF que afirmaram enfaticamente que “impeachment não é golpe”.

 

Canto da sereia

O PRB ainda nega intenção de voltar à base aliada. O Palácio do Planalto intensificou o assédio à bancada. Tenta seduzi-los por meio do senador Marcelo Crivella (RJ). Mas os deputados parecem irredutíveis.

 

Desespero

A oposição reage à tentativa do governo de negociar dinheiro e cargos para deputados votarem contra o impeachment. “O governo montou um balcão de negócios na Câmara”, diz Mendonça Filho (DEM-PE).

 

Pensando bem…

…a 27ª fase da Lava Jato bem que poderia ter sido batizada de “O começo e o fim de tudo”.

PODER SEM PUDOR

Candidato sem-vergonha

Nelson Jobim, quando era político no Rio Grande do Sul, foi em 1988 a comício do candidato do PMDB à prefeitura de Tupanciretã. Na região, os candidatos visitavam os palanques dos adversários, dando um tom civilizado às campanhas. Naquele comício, Jobim percebeu a presença no palanque dr. Marcel, candidato do PDS local, e resolveu refletir sobre aquele gesto:

- Por que será que o dr. Marcel está no nosso comício?...

Fez-se silêncio. Sempre com ar reflexivo, repetiu:

- Por que será que o dr. Marcel está no nosso comício?...

Quando se preparava para oferecer a resposta, um bêbado gritou:

- Ora, porque é sem-vergonha, tchê!