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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 03/04/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Trata-se de ocupar os espaços vazios com novos partidos”

Jaques Wagner tenta, sem sucesso, explicar que varejo de cargos não é compra de votos

 

‘Comícios’ no Planalto podem configurar crime

Os comícios de apoio a Dilma realizados no Palácio do Planalto sob o pretexto de lançar programa social ou empossar ministros podem configurar crime de improbidade administrativa. A Lei veda “vantagens indevidas” a agentes públicos, como o presidente da República, utilizando-se de próprios públicos, como o Palácio do Planalto, e até do trabalho de servidores, comissionados ou até mesmo terceirizados.

 

Base jurídica

Os crimes dos quais Dilma pode ser acusada estão previstos nos artigos 9°, 10 e 11 da Lei de Improbidade Administrativa, nº 8.429/92.

 

Pena máxima

Segundo a lei, o uso indevido da estrutura pública pode gerar a cassação dos direitos políticos e o impeachment da presidente Dilma.

 

Casa da mãe Joana

Em uma semana, o Palácio sediou três eventos que se transformaram em ruidoso comícios contra o impeachment, até com militantes pró-PT.

 

Cem vezes o salário

Caso se configure a improbidade administrativa, uma das penas às quais Dilma está sujeita é pagar multa de até 100 vezes seu salário.

 

Planalto não bota muita fé na lealdade de Renan

O Palácio do Planalto não aposta um tostão furado na sinceridade das declarações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), insinuando que não apoia o impeachment. Assessores desconfiados,  com acesso aos ouvidos de Dilma Rousseff, acham que Renan combinou o script com o vice Michel Temer, para, na hora agá, dar as costas à presidente alegando o seu “dever de lealdade” ao partido.

 

 

 

Jogando para plateia

“Dependendo do interlocutor”, diz um aspone com sala no 3º andar do Planalto, Renan anima ou desaponta quem é a favor ou contra Dilma.

 

Versão pró

Após receber a oposição, dias atrás, Renan afirmou que o Senado não mudaria eventual decisão dos deputados aprovando o impeachment.

 

Versão contra

Ao sair de encontro com Lula, o mesmo Renan desdenhou do impeachment e disse esperar que o tema não chegue ao Senado.

 

Anulação como saída

Sem esperança de escapar da mão pesada da Justiça, governistas enrolados na gatunagem do petrolão espalham a “estratégia” de tentar anular a Operação Lava Jato, como aconteceu com a Op. Satiagraha.

 

Michel pede calma

Partidos aliados de Dilma, como PP, PR e PSD, reclamam da falta de conversa com o vice Michel Temer. Querem tratar de impeachment, mas Temer pede calma. Prefere aguardar os acontecimentos.

 

Conversar é preciso

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), que chegou a ser citado como eventual ministro da Saúde, acha que o vice-presidente precisa conversar com os partidos: “A presidência não cairá no colo dele”.

 

Ministro carrapato

O Planalto não vê a hora de se livrar do ministro Marcelo Castro (Saúde) para negociar oficialmente a pasta. Ele não quer largar o osso, e alega o combate ao zika vírus para justificar sua permanência.

 

Tá feia a coisa

Desesperado para tentar barrar o processo de impeachment, o Planalto chegou a oferecer dois ministérios para o nanico PTN. A história vazou e a deputada Renata Abreu (SP), dona do partido, desconversou.

 

Abraço dos afogados

Deputados peemedebistas acreditam que o rompimento com o governo é uma questão de sobrevivência. “Se ficarmos com o governo, morreremos abraçados”, diz o deputado Osmar Terra (PMDB-RS).

 

Conspiração

Michel Temer está irado com o senador José Serra (PSDB-SP). Não perdoa o tucano por ter revelado que os dois confabulavam sobre um possível governo do vice. Temer não quer ser taxado de traidor.

 

Tudo novo

O PMDB anda tão seguro do impeachment de Dilma que já reforma a parte econômica do “Plano Temer”. O novo pacote está sendo forjado pela fundação Ulysses Guimarães, com digitais do PSDB.

Pensando bem…

…na Esplanada, amigos, amigos, rompimentos à parte.

PODER SEM PUDOR

Deus e o Diabo na terra do sol

Do tipo que perde o amigo, mas não a piada, FHC gostava de contar uma piadinha envolvendo Antônio Carlos Magalhães. A história começava com a morte de ACM, após 120 anos de poder.

- Toninho Malvadeza? Ele é meu! – reivindicou o diabo.

- Também era chamado de Toninho Ternura – lembra Deus, sem êxito.

No dia seguinte tocou o celular de Deus. Era o Diabo:

- Não aguento mais. O ACM dá palpite em tudo, quer saber as maldades, sugere aperfeiçoamentos. Não dá. Leve ele aí pra cima.

No dia seguinte, o Diabo telefonou para o Céu:

- Deus? – perguntou a quem atendeu.

- Qual dos dois? – responderam do outro lado da linha.