Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 13/04/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
CLÁUDIO HUMBERTO

“Dilma está perdendo o equilíbrio

Senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre ataques irados da presidente a Michel Temer

 

Lula já admite que governo Dilma chegou ao fim

Após participar de manifestação que reuniu três mil pessoas no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, o ex-presidente Lula teve uma conversa dramática com amigos e artistas que o acompanhavam. Entre um copo e outro, chegou a avaliar que “o governo Dilma chegou ao fim”. Mas ele estava mais interessado em saborear mais um resultado de pesquisa Datafolha que o agradou, situando-o bem na disputa presidencial.

 

Calou fundo

Lula fez a avaliação sobre “o fim” do governo Dilma sob o impacto da votação da comissão do impeachment, duas horas antes.

 

Hostilidade

Quando percebeu que fracassariam entendimentos com partidos como PP e PRB, já hostis a Dilma, Lula entregou os pontos.

 

Discurso profano

“Se tivesse preocupado em reverter votos favoráveis ao impeachment, ele não estaria na parte profana”, ironiza o tucano Bruno Araújo (PE).

 

Chance única

Até a oposição considera que a melhor chance de sobrevivência de Lula e o PT é voltarem à oposição após o impeachment de Dilma.

 

PP rejeita 3 ministérios e Caixa pelo impeachment

O governo jogou pesado para manter o apoio do Partido Progressista. Em troca dos votos do PP contra o impeachment, Dilma e o “ministro sub judice” Lula ofereceram primeiro o Ministério da Saúde, depois acrescentaram o Ministério da Integração Nacional e até incluíram a presidência da Caixa Econômica Federal. Mas, em vez de empolgar, a oferta provocou revolta os deputados. Era tarde demais para eles.

 

Dilma pega mal

Dilma e Lula queriam dar a posse simultânea, nos três novos cargos do PP, primeiro na quarta (6), depois nesta quarta (13). Ninguém aceitou.

 

Não dava mais

Os deputados do PP colecionam histórias de desprezo e grosserias de Dilma, por isso as tentativas de entendimento foram inúteis.

 

Evitando a derrota

Apesar de apoiar Dilma, o presidente do PP, Ciro Nogueira, disse que “não conduziria o partido à derrota”. E acatou a vontade da bancada.

 

Objetivo final

A 28ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Vitória de Pirro deve chegar em Alagoas. A força-tarefa investiga a ligação do ex-senador Gim Argello ao financiamento de campanhas eleitorais no Estado.

 

Renan não pode protelar

O presidente do Senado, Renan Calheiros, se recusa a dar prazo para análise do impeachment, se for aprovado na Câmara. Mas, a rigor, Renan não tem o que fazer porque esta no regimento interno: ele deve instalar a comissão no dia seguinte à notificação da Câmara.

 

Saboreando a fama

Os 15 minutos de fama do presidente da Comissão do Impeachment subiram à cabeça do deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que agora circula nas ruas de Brasília sob escolta de carro com 4 seguranças.

 

Tanto por tão pouco

Deputados do PMDB ainda ministros do governo Dilma, Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) só lideram os próprios votos, dois, contra o impeachment.

 

Pixuleco pede passagem

Os partidos de oposição pediram ao governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), a autorização para carros de som e inflar bonecos como o Pixuleco e Dilma, com roupas de presidiários, no domingo.

 

A última que morre

Os ex-ministros Henrique Alves (Turismo) e Mauro Lopes (Secretaria de Aviação Civil), do PMDB, ainda aparecem como ministros no portal do Planalto. Jorge Hilton (Esporte), do Pros, já foi defenestrado do site.

 

Apenas linha auxiliar

O processo do impeachment serviu para desfazer mitos. Confirmou, por exemplo, que PSOL e Rede ainda não desencarnaram das origens, e, no Congresso, são apenas linhas auxiliares do PT de Dilma e Lula.

 

Fim da linha

“Com o desembarque do PP, acabou para o governo”, garante o deputado Paulinho da Forte (SD-SP), sobre o rompimento do PP com o governo Dilma, que deve ser anunciado nesta quarta-feira (13).

 

Pensando bem...

...“fora Cunha” não quer dizer “fica Dilma”.

 

PODER SEM PUDOR

Lição de austeridade

Quando os políticos falam em “austeridade”, nem de longe pensam em seguir o exemplo do marechal Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra de JK. Em 1955, o deputado Armando Falcão era líder do governo na Câmara e quis subir a serra para visitar familiares em Araras, mas o seu carro quebrou. Ele soube que Lott também subiria a serra e telefonou:

- Ministro, o senhor pode me dar uma carona?

- Posso, pois não. Mas só até Petrópolis. De lá o senhor aluga um táxi. A gasolina é do Exército e não posso gastá-la com ninguém de fora...