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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 15/04/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Não tomarei qualquer atitude que manche minha biografia

Renan Calheiros, presidente do Senado, orgulhoso da biografia, sobre o impeachment

 

PP deve fechar questão para proteger deputados

A bancada do Partido Progressista (PP) deve se reunir nesta sexta (15) para discutir fechamento de questão do voto favorável ao impeachment da presidente Dilma, já definido em reunião anterior. A tendência é fechar questão para conter a pressão do Planalto contra os deputados e ao mesmo tempo dar-lhes o argumento de que, agora, são obrigados obedecer o partido para não ficarem sujeitos a processo de expulsão.

 

Líder confortado

Líder do PP, Aguinaldo Ribeiro (PB) apoia o impeachment rendendo-se à maioria da bancada, mas a questão fechada o deixa mais confortável.

 

Votos preciosos

O fechamento de questão poderá provocar a mudança de posição de sete deputados do PP que ainda se declaram contra o impeachment.

 

Questão local

Quatro votos do PP contra o impeachment são de deputados baianos comprometidos com questões locais, relativas à política na Bahia.

 

Profissionais

A atitude do PP tem sido muito elogiada até pelos adversários. Seja qual for o resultado, o partido sairá mais fortalecido, no domingo.

 

Impeachment no Senado torna Dilma inelegível

Declarando-se “carta fora do baralho”, caso o impeachment passe no domingo, Dilma pode ter insinuado a possibilidade de renúncia. Mas, quando o presidente da Câmara deu seguimento ao processo, ela já ficará inelegível em caso de renúncia, segundo experiente ministro do Tribunal Superior Eleitora (TSE). Juristas acham que a inelegibilidade ficará configurada somente na abertura do processo no Senado.

 

Lei da Ficha Limpa

Há dúvida por quanto tempo ela perderia os direitos políticos. Dilma também deverá ser enquadrada na Lei da Ficha Limpa.

 

Pedido na Câmara

“Mesmo se renuncie entre a aprovação na Câmara e a instalação no Senado, Dilma pode perder direitos políticos”, aposta outro jurista.

 

Pedido é processo

Advogado eleitoralista diz que a Justiça pode ser acionada para determinar a inelegibilidade de Dilma a partir do pedido na Câmara.

 

Especialistas

Homem forte na equipe de Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco tem um favorito para o cargo de ministro da Fazenda: Gustavo Franco. Mas também são cotadíssimos Murilo Portugal e Armínio Fraga.

 

Rara boa notícia

Em meio a tantas notícias ruins, o governo comemora os resultados positivos das mudanças e inovações introduzidas nos Correios após a posse de Swedenberg Barbosa em sua vice-presidência Corporativa.

 

Filho desobediente

Ao menos publicamente, o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ) nega apoio ao impeachment. Ele não altera a posição nem quando lembram que seu pai, deputado Jorge Picciani, anunciou apoio ao afastamento.

 

Cravo e ferradura

Além do novo líder do PR, também o anterior, pró-impeachment, falará em nome do partido, no encaminhamento da votação de domingo. A decisão é do dono do partido, Valdemar Costa Neto.

 

Ameaças no PDT

Prevendo debandada de deputados para o lado pró-impeachment, o PDT se reúne nesta sexta (15) para ameaçar de expulsão quem desobedecer Carlos Lupi e votar contra Dilma.

 

Não me deixem só

Para evitar a chamada solidão do poder, Dilma convocou um batalhão de ministros para acompanhar com ela, no Alvorada, a votação do impeachment, domingo. Serão os de sempre: Cardozo, Wagner etc.

 

Clandestinidade

Funcionários a serviço da Petrobras Distribuidora têm utilizado com pousadas clandestinas, em Brasília. São motoristas e instrutores enviados para treinar frentistas de seus postos na capital.

 

Aspones nervosos

O impeachment iminente deixou insones e nervosos ocupantes de boquinhas no governo, às quais se agarraram como se fossem para toda vida, incluindo em estatais como Petrobras e BR Distribuidora.

 

Olhando bem…

…tentando se salvar do impeachment, Dilma e Lula fazem lembrar os personagens Juba e Lula, do velho seriado de TV “Armação Ilimitada”.

PODER SEM PUDOR

Quem tinha votos

Quem narrou o episódio ao então repórter Murilo Melo Filho foi o senador Dinarte Mariz, seu conterrâneo: “o presidente Castelo Branco chamou-me ao Palácio das Laranjeiras para conversar sobre  a sucessão no Rio Grande do Norte. Começou dizendo que quem realmente tinha votos lá no Estado era o meu adversário, Aluízio Alves. Ponderei-lhe:

- Vossa Excelência me perdoe. Mas, se o critério é este, quem devia estar aí no seu lugar era o Juscelino, que tem votos. Muitos, aliás.”