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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/05/2013
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“É impossível travar diálogo inteligente com Joaquim Barbosa”
Juliano Breda, pres. da OAB-PR, que duvida do saber jurídico do presidente do STF

Gênio difícil de Dilma aterroriza seus auxiliares 
Trabalhar com Dilma está cada vez mais difícil, e se tornou insuportável nos dias tensos da votação da MP dos Portos. Seu temperamento explosivo atinge primeiro auxiliares mais próximos, que, pela formação profissional ou por serem humildes, não reagem aos esculachos – como seguranças, diplomatas e ajudantes de ordem. Agora, também os médicos da Presidência estão à beira de um ataque de nervos.

Ataque nervoso
Médicos do Planalto ficam apavorados quando precisam acompanhar Dilma em viagens. Há caso de colapso nervoso entre esses servidores.

Inclua-me fora
O Planalto teve dificuldades até para encontrar oficial do Exército que aceitasse assumir o outrora ambicionado posto de chefe da segurança.

Assim não dá
Em 2011, a ajudante de ordens E.H., capitã de fragata admirada na Marinha, quase desistiu da carreira só para se livrar das humilhações.

Ninguém merece
Assim como não havia quem quisesse chefiar a segurança de Dilma ou  virar ajudante de ordens, médicos se recusam a atuar no Planalto.

Atitude de governador provoca reação de Dilma
A pré-candidatura presidencial tem revelado uma face desconhecida no governador Eduardo Campos (PSB). Simpático e bem humorado fora do Estado, mostra-se intolerante diante das críticas e na divergência política. Ontem, na inauguração da Arena Pernambuco, se esforçou de forma tão clara para ignorar o ministro Fernando Bezerra (Integração), que a presidenta Dilma decidiu dar o troco, na mesma moeda. 

Criou asas
Muito embora tenha sido indicado por Eduardo Campos, Fernando Bezerra ganhou brilho próprio e continua ministro por decisão de Dilma. 

Assédio político
Cortejado pelo PT, Fernando Bezerra é também assediado pelo PSD para disputar o governo de Pernambuco, em 2014.

Pressa
O Planalto pressiona deputados a apreciar esta semana três das cinco medidas provisórias da pauta. Elas caducam no início de junho. 

Bolsa-desperdício
A importação de médico fica cada vez mais cara. Agora, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) planeja ofertar dois anos de bolsa a residentes de medicina no interior do País, para monitorar os de fora.
 
Longe da confusão
Após maratona de negociações para votar a Medida Provisória dos Portos, o  presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), viajou esta semana em missão oficial para Washington e Nova York. 

Elogio ao atraso
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado torra nossa grana, quarta, em evento de culto à personalidade que é um elogio ao atraso político: a posição do retrato de Jayme Campos (DEM-MT) na galeria de ex-presidentes. Parece que a República não foi proclamada no Senado.

Traição garantida
O PP justifica os flertes com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) alegando que será difícil ter apoio do PT nos seis estados onde tem mais chance de eleger governadores, prioridade da sigla em 2014.

Troco federal
Em 2012, o Amazonas recebeu só R$ 2,3 bilhões em transferências federais, e depositou R$ 6,4 bilhões nos cofres da União, segundo Wilson Périco, líder empresarial que defende a Zona Franca.

Tô fora
Brasilienses gente boa como o empresário Jorge Ferreira (Bar Brasília), o jornalista Luizinho Mendonça e o advogado João Roller, estavam na Capadócia, mas têm juízo e evitaram o passeio de balão.

Celebridade
Virou celebridade o padre Moacir Anastácio, muito paparicado por levar 700 mil fiéis por dia a Taguatinga (DF) na festa de Pentecostes. Chegava à festa sempre em grande estilo, em possante sedã 300C, da Chrysler, com motorista, seguido de um carro lotado de seguranças.

Nem vem
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) está cada dia mais distante da vida partidária. Com popularidade baixa e dificuldade de fechar as contas no Estado, não quer colar sua imagem à de opositora de Dilma. 

Pra lá de Bagdá
Deputados na sessão da MP dos Portos que varou a madrugada, garantem: com bafômetro na entrada do plenário, não haveria quórum. 

PODER SEM PUDOR
Sinceridade indesejada

Paulo Maluf deixava o governo paulista, em 1982, e tentava emplacar Reynaldo de Barros à sua sucessão, levando-o a inaugurações de obras. Numa delas, na periferia, foi abordado por um morador, que se queixava da vida, da sorte e, sobretudo, de sua casinha perigosamente localizada à beira de um barranco. Maluf achou encanto na tragédia:
- Veja que linda vista o senhor tem! E perto do novo cartão postal da cidade!
Chamou Reynaldo, que estava a alguns metros, para ganhar aquele voto. Mas o candidato de Maluf observou, com estonteante sinceridade:
- É, realmente o senhor mora num lugarzinho bem ruim...
Maluf jamais o perdoou.
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
www.claudiohumberto.com.br