Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 16/04/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“[O Brasil] está na lona”

Miguel Reale Jr., um dos juristas que assinaram o pedido de impeachment de Dilma

 

 

Surgimento de factóides

É impressionante o surgimento de factóides, mediocremente plantados, numa guerra política inaceitável. A luta por espaço é democrática e salutar, mas ações rasteiras, isto é inadmissível. Até na eleição da ABCZ isto estaria acontecendo. Mexe e vira tem surgido alguma fofoca envolvendo a candidatura de Arnaldo Machado Borges, o Arnaldinho. Nenhuma se confirmou.  Por último andaram dizendo que ele não poderia ser candidato. Pessoa próxima a ele lembra que não houve alteração estatutária recente e que Arnaldo é vice-presidente atual, eleito há três anos. Outro associado acredita que este novo boato seja uma tentativa de ofuscar a polêmica prestação de contas da atual gestão que apóia o concorrente. O próprio candidato tratou de serenar os ânimos e tranqüilizar o eleitorado. Em sua Rede postou: “Desde terça-feira algumas pessoas em desespero pelo crescimento e contínua adesão dos associados à nossa campanha limpa, transparente e ética, tem divulgado suposta impugnação da nossa candidatura. Por isso, esclarecemos aos amigos e apoiadores o seguinte: O direito de ser votado, seja para a diretoria ou presidência, me é assegurado desde o estatuto de q986 e mantido pelos estatutos de 1991 e atual”.

 

 

Oposição teme tentativa de golpe usando o STF

Líderes de oposição estão apreensivos com manobras do governo, com ajuda do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para “melar” a votação do impeachment. “Esse governo é capaz de tudo”, advertiu um senador, procurando confirmar se Lewandowski estaria em Brasília domingo. “Se ele estiver na cidade, é mau sinal”, disse. Teme uma liminar-surpresa impedindo a votação.

 

Simpatia

O temor da oposição decorre das relações de amizade e simpatia que unem o ministro Lewandowski e o ex-presidente Lula, que o nomeou.

 

Presença na capital

Fora de Brasília no domingo, Lewandowski, não poderá decidir nada oficialmente, e sim a vice-presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

 

Voto vencido

Nos julgamentos de quinta (14), Lewandowski poderia não votar, como presidente, mas fez questão de registrar voto favorável ao governo.

 

Poder supremo

Lewandowski “plantou” pulga atrás da orelha da oposição ao dizer, no final do julgamento, que caberia recurso do impeachment ao STF.

 

Dilma queria comício no Planalto com cubanos

Assessores mais próximos desconfiavam que presidente Dilma anda fora da casinha, mas esta semana tiveram a certeza. Só a muito custo eles conseguiram fazê-la desistir da ideia de jerico de encher o Palácio do Planalto de cubanos, nesta sexta-feira (15), em mais um “comício”, tipo provocação, para vociferar contra o “golpe” blablablá. Exigia a solidariedade pública do pessoal do programa “Mais Médicos”.

 

Claque profissional

O Ministério da Saúde recebeu ordens para arrumar 500 pessoas, a maioria cubanos, para o “comício” pretendido por Dilma no Planalto.

 

Esqueça, madame

Dilma desistiu da “manifestação espontânea” do Mais Médicos  ao ser informada não ser possível “laçar” tanta gente em poucas horas.

 

Mais do mesmo

Comício do “Mais Médicos”, no Planalto, não surpreenderia cubanos, habituados a eventos bajuladores da ditadura dos irmãos Castro.

 

Risco reduzido

Foi a própria Dilma quem insistiu no evento com os “mortadelas” do MST, na manhã deste sábado. Toda aquela gente é paga para formar a claque, ela não corre riscos, mas sua segurança a desaconselhou.

 

Vai que é tua, Galinha

O deputado Abel Galinha (DEM-RR), também conhecido por Abel Mesquita Jr., será o primeiro a declarar o voto, neste domingo, na Câmara. Será o primeiro voto pelo impeachment de Dilma.

 

Mortadelas custam caro

Três dias depois de ganhar mais um patrocínio de R$ 30 milhões da Caixa, o Corinthians mobilizou um grupo de torcedores para protestar contra o impeachment de Dilma. Os mais caros “mortadelas” do País.

 

Dilma em catatonia

O governo Dilma está em estado de catatonia. Sem nomear ministros interinos importantes como da Saúde, deixou os órgãos acéfalos, com secretários-executivos sem autorização de assinar coisa alguma.

 

Treta tucana

As facções tucanas que apoiam os presidenciáveis Geraldo Alckmin e Aécio Neves não veem com bons olhos o nome de José Serra em eventual governo Temer. Temem que Serra ganhe competitividade.

 

Intensas negociações

O ex-presidente Lula passou toda a sexta-feira negociando cargos e apoio para tentar salvar Dilma. Até ficou rouco. O movimento no seu hotel só perdia para o movimento na casa do vice Michel Temer.

 

Abrindo as burras

Dilma deve anunciar nesta segunda-feira (18) novas medidas econômicas com ares de “pacotão do acordão”. Na lista, mais facilidades no BNDES. Não quer nem saber o tamanho da conta.

 

Belgas exóticos

A ministra belga dos Transportes se demitiu nesta sexta (15) por ter sido colocada sob suspeita de mentir. No Brasil, se a moda pega, certamente não sobrariam muitos no governo e no parlamento.

 

Pensando bem...

...Dilma pode ser a primeira presidente triatleta: corre, pedala e... nada.

PODER SEM PUDOR

Solução genial

Certa vez, Adhemar de Barros lotou o avião do governo com a comitiva e jornalistas para ir um evento em Ourinhos. Na hora de retornar, enquanto ele se despedia, políticos penetraram no avião, deixando de fora quatro jornalistas e um assessor. Ele verificou que não poderia expulsar os penetras sem criar problema.

- Desçamos todos! Primeiro sobem os jornalistas, depois a comitiva.

Com os lugares ocupados, voltou-se para os penetras e lamentou:

- Que pena, lotou. Passem bem, até a próxima.

E foi embora.