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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/04/2016
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Cláudio Humberto

“Nada é mais importante do que o afastamento de Dilma

Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre manobras protelatórios dos governistas

 

Oposição quer 54 votos já na votação do relatório

São necessários apenas 41 dos 81 votos para o Senado, por maioria simples, aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas a oposição acha que não haverá dificuldades de obter os votos de ao menos dois terços (ou 54) dos senadores. Esse número de votos corresponde ao mínimo necessário para cassar Dilma Rousseff em definitivo, no dia do julgamento.

 

Maioria folgada

Entre 46 e 50 senadores já se manifestam favoráveis à admissibilidade do impeachment e, portanto, do afastamento imediato da presidente.

 

PMDB presente

O líder Eunício Oliveira não tomou conhecimento da opinião de Romero Jucá, o presidente: o PMDB presidirá a comissão do impeachment.

 

Relator Anastasia

Ao bloco liderado pelo PSDB, segundo mais numeroso do Senado, caberá indicar o relator da comissão. Será Antonio Anastasia (MG).

 

Data de votação

Eunício avalia que o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) será votado após 12 de maio. O PT tenta protelar a votação até o dia 17.

 

PSDB não aceita ex-ministro no governo Temer

O PSDB ficou horrorizado quando soube que Michel Temer cogitaria para a pasta da Comunicação o jornalista Thomas Traumann, a quem Edinho Silva substituiu no mesmo cargo, no governo Dilma. Os tucanos ameaçaram repensar o apoio ao futuro governo. “Assim, é melhor Temer procurar o PT para fazer aliança, porque o PSDB não participará disso”, alfinetou o líder tucano no Senado, Cássio Cunha Lima (PB).

 

Abuso de poder

Traumann foi acusado de usar “robôs virtuais” e pagar a blogueiros, crackers ou hackers contra a oposição e em favor do governo.

 

Pai da ideia

Também ex-ministro de Dilma, Moreira Franco seria o autor da ideia de nomear seu ex-colega de governo para a comunicação de Temer.

 

Sem chances

Michel Temer não tem feito convites, mas seu staff próximo garante: Thomas Traumann não será ministro do seu eventual governo.

 

São uns malas...

Se vingar a espertíssima proposta de “eleições gerais”, detentores de novos mandatos, como Lula e parlamentares, não serão punidos pela gatunagem ocorrida na Petrobras por ser “fato ocorrido no mandato anterior”, como reza a jurisprudência da malandragem do Congresso.

 

Ordem de Lula

Embora continuem defendendo Dilma, os petistas já planejam o retorno à oposição. Ontem, após ouvir a orientação de Lula, o PT advertiu que vai às ruas para tentar desestabilizar o eventual governo Michel Temer.

 

Um líder de massas

Apesar dos insultos de Dilma, o vice Michel Temer até tem razões para se sentir envaidecido com a “acusação” haver liderado o impeachment. Afinal, foram 367 em 513 votos na Câmara atendendo à vontade de mais de 70% da população, que desejam o impedimento da presidente.

 

Caindo fora

O ministro Helder Barbalho (Portos) avalia entregar o cargo. Inclusive, seu pai, senador Jader, do PMDB histórico, sente-se desconfortável distanciado de antigos companheiros, hoje na oposição a Dilma.

 

Virou guerra

Organizações vinculadas ao PT e cevadas com dinheiro do governo atacam deputados favoráveis ao impeachment de Dilma. O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) foi hostilizado no aeroporto do Recife.

 

Salvo conduto no STF

O Supremo Tribunal Federal deve decidir nesta quarta (20) sobre a posse de Lula na Casa Civil. A Procuradoria Geral da República pediu a anulação da nomeação, transformada em “salvo conduto” por Dilma.

 

Direito eleitoral

O advogado Erick Wilson Pereira, 45, foi designado para presidir a Comissão Especial de Direito Eleitoral do conselho federal da OAB. Professor de Direito Constitucional, é mestre, doutor e autor de 8 livros.

 

Caindo a ficha

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) anda meio apavorado. Quando Renan Calheiros anunciou segunda (18) que o impeachment de Dilma seria lido na terça, ficou muito pálido. Foi socorrido com copo d’água.

 

Pensando bem...

...se para os políticos o Senado é “quase o céu”, como eles dizem, para Dilma virou o inferno do impeachment.

PODER SEM PUDOR

Conversa indesejável

Governador da Paraíba nos anos 70 e aliado do regime militar, Ernane Satyro não era dado a amabilidades. Certa vez, num vôo para Brasília, instalou-se na primeira fila e enterrou o rosto num livro aberto, para evitar conversas indesejáveis. Um passageiro sentou-se ao seu lado.

- Eis uma ótima chance para conversar com o senhor, governador!

Satyro fechou o livro, levantou-se, olhou o homem e despachou:

- Boa oportunidade para o senhor, não para mim.

E foi procurar outro lugar.