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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 24/04/2016
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Cláudio Humberto

“A presidente cometeu crime de responsabilidade”

Rubens Bueno, líder do PPS, explica porque o impeachment é constitucional

 

PMDB não entende o apego de Renan a Dilma

Políticos do PMDB, inclusive aqueles mais leais ao presidente do Senado, não conseguem entender o apego de Renan Calheiros a Dilma Rousseff. Esses amigos têm advertido, de maneira crua, que a presidente “já morreu” politicamente, e que a saída dela é inevitável. Mas Renan parece apostar em uma sorte lotérica: afinal, caso consiga “salvar Dilma”, como tem dito a amigos, será dele o bilhete premiado.

 

Abraço de afogados

Um dos mais leais “renanzistas” do Senado, Romero Jucá (RR) também não entende o “abraço de afogados” de Renan em Dilma.

 

Alagoas não é

“Há quem ache Renan grato à ‘ajuda’ de Dilma ao governo do filho”, diz Romero Jucá, “mas ela jamais liberou um só tostão para Alagoas”.

 

Xô, Dilma

A posição dos eleitores não explica a extremada lealdade de Renan: pesquisas em Alagoas revelam rejeição a Dilma superior a 80%.

 

Gostar, não gosta

Renan tem dito que gosta de Dilma. Quem a conhece não gosta dela, como mostraram os votos de ex-ministros favoráveis ao impeachment.

 

Dilma é a mais rejeitada em petições na internet

A presidente Dilma lidera o ranking de petições do site Avaaz que pedem cassação de mandato. Assinaturas pró-destituição da petista já ultrapassam a marca de 1,915 milhão. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aparece em seguida: mais de 1,5 milhão de assinaturas. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-AL), é o terceiro: mais de 1,291 milhão querem cassar o seu mandato.

 

Para todos os gostos

São vários os motivos alegados para abaixo-assinado contra políticos: corrupção (Dilma), “Senado limpo” (Renan) e falta de decoro (Cunha).

 

Quebra de decoro

Quase 71 mil já pedem a cassação de Jean Wyllys (Psol-RJ) por quebra de decoro, após cuspir no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

 

Torturador rejeitado

Quase 149 mil pedem a cassação de Bolsonaro, que homenageou um coronel acusado de tortura, ao votar pelo impeachment de Dilma.

 

Votos caros

O Planalto avalia que a lealdade dos ministros Celso Pansera (Ciência) e Marcelo Castro (Saúde) custou caro demais ao governo: só deram os próprios votos. No PMDB, o placar contra Dilma foi 59x7. Acachapante.

 

Dá cá, toma lá

Ministros do núcleo duro do governo orientam Dilma a destravar as nomeações para ganhar os votos do Senado. Mas a presidente quer nomear indicados somente após a votação.

 

Órfão de candidato

Há dirigentes petistas procurando um nome competitivo para disputar a Presidência da República, em 2018. Petistas acreditam que o ex-presidente Lula será abatido em pleno voo pela Operação Lava Jato.

 

Cabo de guerra

O deputado tucano Daniel Coelho (PE) pretende disputar a prefeitura do Recife, mas, mais preocupado com o projeto nacional, Aécio Neves deseja afagar o PSB, apoiando a reeleição do prefeito Geraldo Júlio.

 

Mentirinha eleitoral

Durante a campanha, Dilma afirmou que faria “um governo muito melhor, principalmente controlando a inflação”. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação oficial é de 9,34%. Quase dois dígitos.

 

Fim de governo

“Acabou o governo. Insistir em golpe é um desserviço ao Brasil”, afirma o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), sobre o discurso petista de golpe. O Supremo já avisou que o impeachment é constitucional.

 

Deputado gastão

A ONG Operação Política Supervisionada (OPS) aponta: o deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR) foi o que mais gastou, em 2015, com a cota parlamentar, na categoria “geral”. Ele torrou R$ 516.015,31.

 

Dias melhores

O Itamaraty, tão castigado na gestão petista que rendeu ao Brasil a condição de “anão diplomático”, deve ficar longe das negociações em um governo Michel Temer. Ele deve escolher diplomata de carreira.

 

Número da sorte

Tem tucano proclamando que 13 é o número da sorte do Brasil, porque o PT poderá ter encerrado seu projeto de poder 13 anos depois.

PODER SEM PUDOR

Lados sempre a favor

A jornalista mineira Ângela Carrato conversava com Hélio Garcia, então prefeito de Belo Horizonte e governador indicado por Tancredo Neves. Na época, Tancredo articulava sua candidatura a presidente, no colégio eleitoral, e pregava o “entendimento”, claro. Estava na moda a frase politicamente correta “ver as coisas sempre pelos dois lados”. Garcia garantiu, solene:

- Eu sempre vejo as coisas pelos dois lados: o meu e o dos meus amigos.