Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 29/04/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Impeachment é ‘golpe’ tanto quanto o Brasil é ‘pátria educadora’

Senador Cristovam Buarque (PPS-DF) comparando duas grande mentiras nacionais

 

Planalto quer o erário bancando ‘governo paralelo’

Plano secreto do Planalto, ao qual esta coluna teve acesso, prevê uma manobra que obrigaria os cofres públicos a bancar o “governo paralelo” anunciado por Dilma após seu afastamento. A ideia é nomear ainda no governo atual, antes do dia 11 (data de votação do impeachment), os membros do futuro “governo paralelo”. Ao serem demitidos pelo novo governo, pedirão o “direito a quarentena remunerada” por 4 meses.

 

Olha a ‘ética pública’

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República teria papel essencial para fazer os cofres públicos bancarem o “governo paralelo”.

 

Quarentena remunerada

O esquema prevê aprovação da “quarentena” pela Comissão de Ética Pública, alegando “inviabilidade” de os demitidos obterem empregos.

 

Suficientes

Quatro meses de “quarentena remunerada” serão suficientes para bancar o “governo paralelo”, avalia a cúpula do PT no Planalto.

 

Precedente

Suspeito de corrupção no governo, ex-ministro Antonio Palocci obteve “quarentena remunerada” avalizada pela Comissão de Ética Pública.

 

Governo Dilma parado: DNIT interrompe 61 obras

Com a presidente Dilma dedicada exclusivamente a tentar salvar a própria pele, seu governo dá sinais de falência múltipla de órgãos: o próprio diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT), Valter Silveira, assina um documento em que propõe a paralisia de 61 importantes obras de construção rodoviária, além da suspensão de 40 contratos de supervisão. Tudo por falta de dinheiro.

 

O dinheiro acabou

O documento ‘Relato 123/2016’, do DNIT, mostra ser impossível pagar R$19 bilhões do custo das obras: dispõe apenas de R$6 bilhões.

 

Quem manda, sabe

A proposta de paralisação das 61 obras, obtida pela coluna, é assinada pelo diretor-geral e Luiz Ehret Garcia, diretor de Infraestrutura do DNIT.

 

Palavra final

Ao DNIT coube propor a paralisia das obras e dos contratos, mas a palavra final será do Ministério dos Transportes.

 

Não, sim, talvez

Renan Calheiros contou a interlocutores que nada prometeu a Lula, ao ouvir o pedido para “virar votos” de senadores no impeachment. “Dilma conta comigo, mas sabe que há coisas que não posso fazer”, disse ele.

 

A volta de Carlão?

Com Dilma em baixa, já há apostas na sua reaproximação com o ex-namorado Carlos Nogueira, secretário nacional de Geologia. Ele rompeu uma semana antes de Dilma ser escolhida por Lula candidata a presidente, em 2010, ganhando o epíteto “Carlão, homem sem visão”.

 

Manda quem pode

É jovem o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, mas entende dos sinais do poder. Mostrou que mandava mesmo no ex-ministro da Saúde Marcelo Castro. Mandou inclusive que ele pedisse demissão.

 

Mulher coragem

Corajosa, como sempre, a jurista Janaína Pachoal usou de fina ironia para colocar a tropa de choque do PT no seu devido lugar: “A oposição fala que a nossa denúncia é golpe...”. A futura oposição, faltou dizer.

 

Proteção do foro

Rumores sobre a iminente prisão de Carolina, na Operação Acrônimo, teriam levado o governador mineiro Fernando Pimentel (PT) a nomear sua mulher secretária de Estado. O ato não se sustenta, por configurar nepotismo, mas foi uma emergência para garantir-lhe foro privilegiado.

 

Cidades para o PP

O PSD pediu a Michel Temer o Ministério das Cidades, mas o vice-presidente prefere o PP, cuja bancada na Câmara tem 47 deputados. Mas o partido de Gilberto Kassab, que tem 36, será contemplada.

 

CPI da Anatel

Hélio José (PMDB-DF) recolhe assinaturas para criação, no Senado, da CPI da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações sempre boazinha com as empresas que deveria fiscalizar. Já tem 45 adesões.

 

Antigo cacoete

Na comissão do impeachment, a “tropa de choque” governista repete a velha estratégia petista: em vez de discutir a denúncia de que é alvo, por mais grave que seja, prefere desqualificar e atacar o denunciante.

 

Credibilidade para quê?

Só no Brasil o presidente de um banco retoma o comando da instituição financeira após passar uma temporada na cadeia...

PODER SEM PUDOR

Cachorro não vota

Cena contada por Simão Pessoa, no seu “Folclore Político do Amazonas”: um homem chega para votar em Iranduba, na eleição de 2000, seguido por um cão. “Vai embora, Faísca!”, ordena. Mas o cachorro o ignora.

- Deixa de ser intrometido, Faísca! – insiste.

Como o animal não arredava patas, tomou um chute nas costelas. O pobrezinho saiu em disparada, ganindo. O homem explicou suas razões aos demais eleitores, indignados com a agressão:

- Bicho besta, esse Faísca. Eu já disse que aqui a gente pode votar em cachorro, mas cachorro ainda não pode votar...