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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 30/04/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“O senhor é advogado-geral da União, não advogado-geral de Dilma”

Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) ao ministro José Eduardo Cardozo, o ‘AGD’

 

Governo paga meio bi a empreiteiras do petrolão

A Lava Jato está na rua há dois anos, com a prisão de executivos de  construtoras que se associaram a políticos ligados aos governos Lula e Dilma para roubar a Petrobras, mas as empreiteiras não têm muito o que reclamar: somente em 3 meses de 2016, oito delas já receberam R$ 512 milhões do governo Dilma. Somente a Odebrecht, com seu ex-presidente preso há mais de 10 meses, faturou R$ 278 milhões.

 

Tudo como antes

Queiroz Galvão, Mendes Junior, Camargo, Engevix, Andrade Gutierrez, OAS e UTC ratearam R$ 234 milhões do governo Dilma em 3 meses.

 

Vice-campeã

Quase 90% de R$ 107 milhões embolsados pela Queiroz Galvão saíram do DNIT, que, alegando não ter dinheiro, vai paralisar 61 obras.

 

Quem explica?

A Mendes Junior faturou R$ 62 milhões este ano, antes de a CGU declará-la inidônea. A empresa não terá contratos por dois anos.

 

Escondidinho

Sob o nome de Constran, a UTC de Ricardo Pessoa, chefe do cartel de empreiteiras, levou R$ 52 milhões do governo Dilma só este ano.

 

Impeachment de Dilma pode ser jugado em julho

Nem 90 dias, como no caso Collor, nem 180 dias, prazo máximo previsto na Constituição: o julgamento da presidente Dilma Rousseff no Senado poderá ser realizado em 60 dias, por volta do dia 11 de julho, uma segunda-feira. A ideia é definir tudo antes do início do recesso parlamentar. A oposição e a turma de Michel Temer acham que quanto mais rapidamente isso for resolvido, melhor para o País.

 

LDO é prioridade

Outra alegação para julgar Dilma antes do recesso é a necessidade de aprovar o projeto de altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

 

Sem manobras

A ideia é que Michel Temer, com a LDO, tenha instrumento para promover ajustes necessários, sem a necessidade de manobras fiscais.

 

Maioria necessária

Os oposicionistas acertaram com Michel Temer a intensificação no esforço para construir os dois terços dos votos (54) do Senado.

 

Bateu o desânimo

Chamou atenção o desânimo do ministro Nelson Barbosa (Fazenda), ao defender na comissão do impeachment as pedaladas, das quais participou. Passou a impressão de que o governo entregou os pontos.

 

Ela é culpada

O senador Magno Malta (PR-ES) desafiou José Eduardo Cardozo: “Se conseguir explicar o inexplicável, eu mudarei de voto”. Cardozo não conseguiu. E Malta saiu mais convencido que nunca da culpa de Dilma.

 

Bicicleta de Dilma

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) ironiza a ladainha do advogado-geral de Dilma, José Eduardo Cardozo, de que o impeachment é golpe. “Você não faz pedalada sem bicicleta...”.

 

Claque particular

Escalada para defender Dilma, Kátia Abreu pareceu chegar de uma noite mal dormida: expressão cansada, bolsas sob os olhos. Mas levou uma amiga de infância para acompanhá-la. Foi a única que a aplaudiu.

 

Bruno inspirador

A pergunta “quem nunca saiu na mão com a mulher?”, do goleiro Bruno (Flamengo), justificando um crime, foi lembrada ontem no Senado quando a ministra Kátia Abreu, tentando defender Dilma dos crimes de “pedaladas fiscais”, sapecou: “Quem nunca atrasou prestações?...”

 

Minha boquinha, minha vida

DEM e Solidariedade não fazem a cerimônia do PSDB para assumir um ministério em eventual governo Temer. Dirigentes dos dois partidos já avisaram ao vice-presidente que querem cadeiras na Esplanada.

 

Antecipação

Dilma somente decidiu reajustar o valor do programa Bolsa Família depois que o vice Michel Temer anunciar que faria isso tão logo assumisse, se assumir. A ideia foi esvaziar o plano de Temer.

 

Nada de novo

O ministro petebista Armando Monteiro (Desenvolvimento) vai se licenciar do cargo para votar contra o impeachment da presidente Dilma. Monteiro é senador por Pernambuco.

 

Cabresto

Quem é dilmista, na comissão do impeachment, chega com um script à mão, lendo o papel para manifestar sua posição.

PODER SEM PUDOR

Nada de discurso

O governador paraibano Ernane Sátyro tinha horror a discursos e resistia à tortura de um falatório. Certa vez, foi à posse solene de um sindicato porque prometeram que não haveria discursos, mas, na hora agá, o presidente empossado sacou um calhamaço. Era o “improviso”. Num golpe rápido, Satyro tomou a papelada das mãos do sindicalista e despachou:

- Deixa que eu leio em casa.

E encerrou a solenidade.