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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 04/05/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Se constatou que atuaram na compra do silêncio de Cerveró

PGR Rodrigo Janot, no pedido de investigação de Lula e José Carlos Bumlai ao STF

 

Chefes militares já bateram continência a Temer

Os três comandantes militares já bateram continência para o vice-presidente Michel Temer, até para reiterar o compromisso das Forças Armadas com a normalidade democrática e o respeito à Constituição. Para o staff de Temer, as reuniões foram importantes para sinalizar que as Forças Armadas jamais se deixariam utilizar pelo projeto de poder petista, como alguns próceres do governo Dilma Rousseff pretendiam.

 

Lula denunciado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, incluiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai numa denúncia apresentada contra o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e o banqueiro André Esteves. Janot disse que o ex-presidente manteve controle sobre as decisões do esquema operado na Petrobras. Lula tentou ainda influenciar o andamento da Lava Jato, segundo o procurador-geral.

 

Lula denunciado II

 

“Embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne as articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava Jato, a sua nomeação ao primeiro escalão, à articulação do PT com o PMDB, o que perpassa o próprio relacionamento mantido entre os membros destes partidos no concerta do funcionamento da organização criminosa ora investigada”, disse Janot na peça apresentada ao STF. “Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse”, afirmou o procurador-geral.

 

 

 

Antessala

Contaram ao ministro Aldo Rebelo (Defesa) que os comandantes militares foram recebidos por assessor de Michel Temer. Ele acreditou.

 

Bem, não, sim...

Os comandos da Aeronáutica e Marinha negam o encontro com Temer; o do Exército admite ter ido ao Jaburu apenas entregar um convite.

 

Ato de desespero

Dilma avaliou assinar decreto Estado de Defesa, no auge dos protestos que levaram entre 4 e 6 milhões às ruas, em favor do impeachment.

 

Inclua-nos fora

Consultados, comandantes militares recusaram apoio ao “Estado de Defesa”, que suprimiria sigilo até de telefonia e o direitos de reunião.

 

PF investigaria ataque a computador de Temer

Provocou certo desconforto na Polícia Federal o fato de o vice Michel Temer ter recorrido à Polícia Civil de São Paulo para investigar a invasão do computador de sua  mulher, Marcela Temer, do qual foram roubadas mensagens e fotografias. Há o entendimento de que crimes cometidos contra familiares de autoridades federais, como é o caso do vice-presidente da República, devem sempre ser conduzidas pela PF.

 

Expertise

Assessores explicam que Temer confiou o caso à PC paulista por sua expertise em investigações do gênero e por suspeitar de crime comum.

 

Tudo é possível

Podem estar a serviço de adversários os invasores do computador de Marcela Temer, mas não estão descartados criminosos comuns.

 

Chantagistas

A família de Michel Temer só soube da invasão após o início da chantagem exigindo dinheiro para não usar o conteúdo roubado.

 

Mico em rede nacional

A participação do advogado Marcelo Lavenère, ontem, na comissão do impeachment, não foi constrangedora apenas porque fez parecer que seu papel (aliás, tardio) no impeachment Fernando Collor foi a única coisa que fez na vida. Mas por acreditar nas fantasias que expôs.

 

Tchau, querida

Os “defensores” governistas foram ao Senado desqualificar a oposição, falar sobre economia, fantasiar sobre “imperialismo ianque” e dar aulas de “democracia representativa” aos senadores. Já defender Dilma...

 

Pânico nos ‘aparelhos’

A proximidade do fim está levando pânico ao chamado “circuito Helena Rubinstein” do Itamaraty, ou sejam, embaixadas e consulados em locais como Paris, Madri e Nova York, “aparelhadas” pelo PT.

 

O vice funciona

Durante abusivo veto ao WhatsApp circulou a piada que tudo foi obra da presidente Dilma, para se vingar do impeachment inevitável. Se foi isso mesmo, o vice (aplicativo Telegram) funcionou direitinho.

 

Bastidores

O senador Ciro Nogueira e Guilherme Mussi, presidentes nacional e do PP-SP, tentam emplacar no ministério de Michel Temer o deputado Fausto Pinato, ex-relator do caso Eduardo Cunha no conselho de ética.

 

Espetinho da Dilma

Logo após os discursos em que políticos tentaram faturar com a chegada da chama olímpica, Dilma recebeu a tocha a rolando na pira um tempinho, como se estivesse assando espeto em churrasqueira.

 

Batata quente

O líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), afinou o discurso com Aécio Neves sobre participação no eventual governo Temer. “Depende do presidente, a quem cabe indicar ministros”, desconversa.

 

Pura demagogia

O deputado Danilo Fortes (PSB-CE) criticou o aumento de benefícios de Dilma no apagar das luzes do governo: “É demagogia pura”. Ele lembra que o governo sempre foi irresponsável com gastos públicos.

 

E pensar que…

...ainda faltam oito dias para a votação que deve afastar Dilma da Presidência da República.

PODER SEM PUDOR

Decisões fundamentais

A reunião do colégio de vice-líderes do PT na Câmara dos Deputados, em 2003, tomou duas decisões da maior relevância. Primeiro, ficou acertado que o então líder Nelson Pelegrino (BA) iria oferecer um almoço à bancada, na residência do presidente da Câmara, e o prato principal seria o baianíssimo caruru. Também foi deliberado articular um time de futebol de deputados do PT para enfrentar o selecionado do presidente Lula. Mas Pelegrino avisou:

- É para perder, hein? Se a gente ganha, o pessoal vai dizer que a bancada do PT impôs uma derrota ao governo e isso não pode de jeito nenhum!