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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 05/05/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“O Supremo deveria tirá-lo da Câmara pela gola

Deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) sobre o presidente da Casa, Eduardo Cunha

 

STF deve decidir pelo afastamento de Cunha

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizam que devem acolher, na sessão desta quinta-feira (5), a ADPF 402 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental). Movida pelo partido Rede, a ação pede o afastamento provisório de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, até que seja julgado seu mérito, e o veto a que réus no STF entrem na linha sucessória da presidência da República. A iniciativa do Rede, assinada por seus advogados, tem 22 páginas.

 

Renan na roda

Confirmada, a decisão atinge diretamente Cunha e o presidente do Senado, Renan Calheiros, que são alvos de 18 denúncias no STF.

 

Cunha primeiro

Eduardo Cunha será afetado já, porque já é réu em vários processos. Mas Renan é apenas investigado, ainda não se tornou réu.

 

Impasse institucional

A decisão de afastar Cunha ainda terá de ser referendada pelo plenário da Câmara, conforme regra criada pelo seu antecessor Henrique Alves.

 

STF no comando

Afastados Cunha e Renan da linha sucessória, o presidente do STF assumirá a presidência da República, nos impedimentos do titular.

 

Dilma gastou no PAC só 7,4% do que prometeu

A presidente Dilma Rousseff conseguiu a proeza de descumprir um dos seus mais badalados compromissos de campanha: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Levantamento com base em dados coletados junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), revela que o governo federal gastou até abril só R$2,34 bilhões (7,4%) dos R$ 31,62 bilhões destinados para o programa, este ano.

 

Madrasta

Eleita em 2010 com a promessa de ser uma “grande gestora”, Dilma virou uma espécie de madrasta malvada para o PAC.

 

Empacou

Em 2015, o governo gastou R$35,99 bilhões dos R$67,30 bilhões previstos no Orçamento. Ou seja, aplicou 53,5% do total previsto.

 

Em campanha

Em 2013, ano que antecedeu a eleição presidencial, o governo gastou 91% dos R$ 53,12 bilhões previstos, ou seja, R$ 48,35 bilhões.

 

Zuzo bem aí, madame?

A Receita Federal alega “sigilo fiscal” para recusar informações sobre o sumiço de centenas de garrafas de vinho da Granja do Torto. Inventário constatou que sobram só 15 das 400 garrafas, que, apreendidas e para não estragar, foram guardadas na adega da residência oficial de Dilma.

 

Não dá ideia...

A piada em Brasília é que se Michel Temer insistir para Renan Calheiros escolher o ministro de Minas e Energia, o senador acabará indicando o aliado Sérgio Machado, enroladíssimo na Lava Jato.

 

Teatrinho do poder

A turma de Dilma jogou a toalha, mas finge que está no comando. O Cerimonial da Presidência solicitou ao Comitê Organizador da Rio 2016 a reserva de 35 acomodações para abertura dos Jogos Olímpicos. Nessa ocasião, em 5 de agosto, ela será ex-presidente há 93 dias.

 

Carteirada inútil

Assessores da Advocacia Geral da União apelaram à carteirada, no plenário da Câmara, mas foram barrados. Irritadinhos, prometeram se queixar a José Eduardo Cardozo, o advogado geral de Dilma.

 

Delcídio vota sim

Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) revelou que, se tiver mandato até a votação do impeachment, opta “tranquilamente” pela deposição da presidente Dilma. Delcídio é ex-líder do governo petista no Senado.

 

De volta à oposição

“O PT nunca deixou de fazer oposição tensa ao Brasil”, afirma o deputado Roberto Freire (PPS-SP). Segundo ele, o governo petista não está preocupado com o país, mas com interesses privados.

 

Lei da piada pronta

Suzane von Richthofen será um dos muitos bandidos beneficiados pelo inacreditável “saidão” deste fim de semana para o Dia das Mães. Que mãe? Aquela que Suzana matou covardemente, enquanto dormia.

 

Tchau, querida

O deputado Paulinho da Força (SD-SP) mandou um caminhão de mudanças para a porta do Planalto. Estampado na lateral do carro o “destino” do veículo: sítio de Atibaia.

 

Pensando bem...

...no meio da confusão, uma boa notícia: hoje pode ser a penúltima vez que a verborragia do Advogado Geral da Dilma será ouvida.

PODER SEM PUDOR

A apelação de Jânio

Quando se viu sem dinheiro em 1988, na campanha para prefeito de São Paulo, Jânio Quadros resolveu advertir empresários conservadores para a “ameaça comunista” dos adversários Eduardo Suplicy (PT) e, imaginem, de Fernando Henrique Cardoso, na época filiado ao PMDB. Reuniu potenciais financiadores que não pareciam impressionados com a apelação. Jânio explodiu:

- Os senhores são tão miseráveis que quando veem um pobre lhe pedem as horas!

Acabou conseguindo todos os recursos de que necessitava.