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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 07/05/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Para mim, é impossível a essa altura fazer qualquer previsão

Senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do impeachment na comissão especial

 

Oposição estima 57 votos pelo impeachment

A oposição no Senado estima que o impeachment de Dilma terá 57 votos favoráveis à admissibilidade do processo, na próxima quarta-feira (11). Esse número é bem superior ao mínimo de 41 votos necessários. Aprovado o relatório, a presidente será afastada do cargo para preparar defesa dos crimes que pesam contra ela. No julgamento do mérito, em até 180 dias, a previsão dos opositores é ainda mais otimista: 60 votos.

 

Otimismo

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) acha que, na próxima quarta, serão no mínimo 54 votos pró impeachment. Ou “daí para cima”.

 

Proporção

Ronaldo Caiado (DEM-GO) aposta que a admissibilidade manterá a proporção do impeachment na comissão do Senado: 75% a favor.

 

Mínimo de 52

Mais cauteloso, o líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), prevê um mínimo de 52 votos pelo impeachment já na próxima quarta.

 

Com folga

No julgamento do mérito do impeachment, Cássio Cunha Lima acha que o número mínimo de 54 votos será ultrapassado com folga.

 

Andrighi desiste e Laurita Vaz presidirá o STJ

A ministra Nancy Andrighi, uma das mais admiradas magistradas do País, desistiu da presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em substituição ao ministro Francisco Falcão. Ela enviou carta aos demais 32 ministros comunicando a decisão. Ela deseja se dedicar mais a julgar do que a administrar. Com isso, será a vez de a competente ministra Laurita Vaz assumir a presidência do STJ, a partir de junho.

 

Vice e corregedor definidos

Os ministros João Otavio Noronha e Humberto Martins serão eleitos vice-presidente do STJ e corregedor nacional, ou vice-versa.

 

É a primeira vez

É a primeira vez na história que integrante do STJ desiste de presidir o tribunal ao chegar sua vez, no habitual critério de revezamento.

 

A primeira presidente

Goiana de Anicuns, Laurita Vaz tem 67 anos. Será a primeira mulher a presidir o Superior Tribunal de Justiça, onde chegou em 2011.

 

Agora é depressão

O desespero do ex-presidente Lula, com a abertura de inquérito para investigá-lo por corrupção, cedeu lugar à depressão. Ele agora vive murmurando que, cedo ou tarde, não escapará do juiz Sérgio Moro.

 

Bola de ferro no pé

A confirmação do senador José Serra como ministro das Relações Exteriores pode representar uma libertação do Mercosul, que tem sido para o Brasil uma espécie de bola de ferro no tornozelo.

 

Balcão de negócios

O senador Alvaro Dias (PV-PR) rejeita a participação do Partido Verde no eventual governo Michel Temer. “O balcão de negócios não foi desmontado. O loteamento dos cargos é a realidade exposta”, afirma.

 

Herança maldita

Com o impeachment batendo à porta, Dilma estimula o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), a colocar em votação projetos que aumentam gastos. Tudo para deixar “bombas” para Michel Temer.

 

Dúvida cruel

O Solidariedade desistiu do Ministério do Trabalho e agora mira o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que teria recursos mais abundantes. Mas Michel Temer planeja esvaziar o MDA.

 

Ministério republicano

“Temos que analisar se a definição dos ministros ocorre de maneira republicana e transparente”, afirma o deputado Roberto Freire (PPS-SP), sobre a escolha do ministério do eventual governo Michel Temer.

 

Samu curioso

Dois médicos do Senado apareceram na comissão especial do impeachment. Todos ficaram espantados, querendo saber quem precisava de ajuda deles. Disseram que estavam lá “só de curiosos”.

 

Governo acéfalo

“O governo está acéfalo. Está tudo parado”, afirma o deputado Danilo Fortes (PSB-CE). Segundo ele, o Congresso precisa rever o trâmite do rito do impeachment para não deixar o governo federal paralisado.

 

Pensando bem...

...Dilma tem razão: ela não vai “para debaixo do tapete”, como afirmou, mas tem tudo para rolar rampa abaixo, no Palácio do Planalto.

PODER SEM PUDOR

Homem do diálogo

Ao conversar com amigos, certa vez, o então governador paranaense Roberto Requião rejeitava a crítica de que não conversava muito com os próprios secretários. Ele fez sua melhor expressão de seriedade e explicou:

- Antes de tomar qualquer decisão, por exemplo, eu converso com o meu secretário de Segurança Pública...

O governador Requião também era secretário de Segurança do Paraná.