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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 17/05/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

Já disse a Temer. É uma questão partidária

Pauderney Avelino, líder do DEM, sobre não apoiar a recriação da CPMF

 

Mesmo à distância, Cunha continua no comando

Afastado do mandato de deputado federal e da presidência da Câmara, Eduardo Cunha está inconformado com a proibição de frequentar a Casa, mas montou um gabinete na residência oficial, no Lago Sul, onde recebe parlamentares e dispara telefonemas freneticamente, utilizando aparelhos de amigos e números de celular ao menos uma vez por dia, porque tem certeza de que está sendo monitorado pela Laja Jato.

 

Ainda influente

Sem pôr os pés na Câmara, Eduardo Cunha continua tentando manter a influência, articulando inclusive contra seu substituto interino.

 

‘Prisão’ que é um luxo

Em sua espaçosa “prisão domiciliar”, desfrutando de luxos pagos pelo contribuinte, Cunha convoca reuniões e até orienta pauta de votações.

 

Alucinado

Nas conversas, o presidente afastado da Câmara diz a aliados que voltará. Eles fingem acreditar, em homenagem aos velhos tempos.

 

Gostando do jogo

Cunha tentou enquadrar Waldir Maranhão, mas ele está adorando os salamaleques da interinidade, incluindo mordomias, seguranças etc.

 

‘Pedaladas’ podem complicar a vida de Maranhão

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), é acusado de cometer “pedaladas”, irregularidade idêntica àquela que resultou no afastamento de  Dilma. Utilizando-se de simples portaria, mesmo com a meta fiscal estourada, ele abriu crédito suplementar de R$ 16 milhões no Orçamento da União, tirando dinheiro de salários para bancar benefícios. Segundo especialistas, isso é proibido por lei.

 

Assistencialismo

Entre os benefícios que levaram Waldir Maranhão às “pedaladas” estão assistência pré-escolar e auxílio-alimentação dos servidores.

 

Boquinha generosa

Os valores dos auxílios não são exatamente modestos. Chegam a R$ 746/mês o pré-escolar e mais de R$ 835/mês o alimentação.

 

Ressalva

A assessoria da Câmara diz que, apesar do remanejamento já estar autorizado, o reajuste ainda depende de “portaria da mesa diretora”.

 

‘Camisas negras’ petistas

O ataque ao líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), sexta, ao desembarcar em Manaus, tem a mesma inspiração fascista dos “camisas negras” de Benito Mussolini e da Juventude Nazista, que perseguiam e agrediam nas ruas os que divergiam deles.

 

Oposição raquítica

O presidente Michel Temer terá oposição numericamente fraca. Na Câmara, PT (58), PDT (20), PCdoB (11), PSOL (6) e Rede (4) somam 99 deputados. No Senado, 17. Insuficientes até para criação de CPI.

 

Doce de pessoa

A presepada final da era PT foi do ex-ministro Miguel Rossetto, quando Dilma assinava a intimação para abandonar o Planalto. Nervosamente, ele tentou puxar aplausos, com um “viva à democracia!”. Dilma reagiu com seu jeito búlgaro, mandando-o calar-se sob gritos e palavrões.

 

Forte candidato

Com a parecer da Comissão de Constituição e Justiça declarando vacância da presidência da Câmara, o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) aparece com alta chance de comandar a Casa.

 

Ministério do foro

O potiguar Henrique Alves espalha no Rio Grande do Norte que “escolheu” ser ministro do Turismo, como dizia que chefiaria a Casa Civil. Mas seu lugar é aquele que lhe garante foro privilegiado.

 

Mudanças no BC

Ilan Goldfajn (Itaú) deve ser anunciado nesta terça (17) presidente do Banco Central. Mário Mesquita (Banco Brasil Plural) e Carlos Kawall (Safra) também contam com a simpatia de Henrique Meirelles.

 

Brincadeira de mau gosto

O senador Antonio Reguffe (sem partido-DF) criticou o uso de jatinho da FAB por Dilma e Eduardo Cunha, após o afastamento. “É uma brincadeira com as pessoas que pagam impostos”, diz, indo ao ponto.

 

Fatia do bolo

O deputado Paulinho da Força (SP) jura que o Solidariedade, seu partido, recebeu bandeira branca do presidente Michel Temer para indicar o chefe do Incra. Mas o partido ainda não definiu um nome.

 

Pergunta na plateia

Chama-se “Meu cargo, Minha vida” o bizarro protesto de “artistas e intelectuais” contra a extinção do Ministério da Cultura e suas boquinhas?

PODER SEM PUDOR

O boêmio e o advogado

Quando era um jovem advogado e deixou Minas para viver no Rio, José Aparecido de Oliveira ficou amigo do jornalista e boêmio carioca Antônio Maria. Até dividiram um apartamento, mas pouco se encontravam: ao chegar do trabalho, Antônio Maria já havia saído para a noite boêmia. Um dia, ao levantar-se pela manhã, encontrou um bilhete em que Antônio Maria mostrava seu enorme talento de brincar com as palavras:

- Se eu estiver dormindo, deixe, mas se eu estiver morto, por favor me acorde.