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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 29/05/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Há tentativa de retorno ao status quo da impunidade”

Juiz federal Sérgio Moro, após críticas de políticos a acordos de delação premiada

 

Em gravação, Renan afirma: Dilma ‘é corrupta’

Citada como “inaudível” na transcrição do inquérito vazada à imprensa, na gravação é clara a expressão que Renan Calheiros utiliza para se referir a Dilma Rousseff, na conversa com o ex-senador Sérgio Machado. Diz claramente “a mulher é corrupta”, sobre a presidente afastada, tão logo Machado afirma que o presidente do Senado sabe que a delação de executivos da Odebrecht “taca tiro no peito” de Dilma.

 

Odebrecht e Dilma

A gravação tem sons que dificultam a compreensão, mas Renan é claro: confirmada delação de Odebrecht, “não tem jeito” para Dilma.

 

Delação dá medo

Sérgio Machado também se mostra demasiadamente preocupado com a delação de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira.

 

Troca-troca

A frase “a mulher é corrupta”, que atropela uma fala anterior, atribuída a Renan na transcrição oficial, pode ser também de Sérgio Machado.

 

No processo

A transcrição do áudio obtido pela imprensa junto ao processo da Lava Jato atribui a frase sobre a corrupção de Dilma a Renan.

 

Justiça teme retaliação da cúpula do Congresso

As gravações envolvendo políticos importantes, como o presidente do Senado, e o ato do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, acabando com a “tramitação oculta” de processos, levou setores da magistratura a temer retaliações do Congresso à Justiça, na Lava Jato, como a aprovação de projetos que sinalizam a impunidade, a exemplo da proibição de delação premiada para suspeitos presos.

 

Exemplo a ser evitado

O temor na Justiça é a repetição do que ocorreu na Itália pós-operação Mãos Limpas: leis limitando investigação contra políticos corruptos.

 

Terra arrasada

De acordo com um ministro do STF, há político agora que não esconde a intenção de ir à forra contra as iniciativas do Judiciário.

 

Apertando no bolso

A frase “ditadura da Justiça no Brasil” não é só de José Sarney. Parece ser um consenso da maioria do Congresso, que teme a Lava Jato.

 

PMDB na engorda

Após o encontro do presidente Michel Temer com a bancada feminina da Câmara, a ex-deputada Fátima Pelaes ganhou força para assumir a Secretaria das Mulheres. É mais um cargo que vai para o PMDB.

 

Fronteiras fiscalizadas

O governo pretende reforçar o controle das fronteiras terrestres. Segundo o cálculo do ministro José Serra (Relações Exteriores), o Brasil perde R$ 20 bilhões/ano com o contrabando de mercadorias.

 

Hora errada

Quando se fala em reforma da Previdência, Michel Temer enfrenta no Congresso a mesma resistência dos tempos de Dilma. Ninguém quer se comprometer com a medida em ano eleitoral.

 

Diferença crucial

O deputado Danilo Fortes (PSB-CE) aponta a diferença básica entre Michel Temer e Dilma Rousseff: “Temer busca o diálogo, discutindo as propostas com o Congresso, sem arrogância. Já no PT...”, garante.

 

Pauta bomba

O PT tenta colocar em votação projetos que aumentam salários e os custos do governo. Michel Temer está sabendo da estratégia petista, mas não acredita no que chama de “irresponsabilidade do Congresso”.

 

Muita calma

O governo não esconde a preocupação com os desdobramentos da Operação Lava Jato, com delações que podem implicar a cúpula do PMDB. Mas a ordem é manter a calma e a cautela.

 

 

Sinal vermelho

O Ministério Público está de olho em Furnas, após Delcídio do Amaral decidir elogiar o presidente da estatal energética. Aliados de Dilma ficaram furiosos com Delcídio, que chamou atenção para Furnas.

 

Passando a bola

O governo não acredita em mudanças no Congresso após gravações da Lava Jato, que complicam políticos de diversos partidos. “No momento da necessidade, o Congresso ajuda o Brasil”, diz um ministro.

 

Pensando bem...

...só vencedores da loteria da Caixa têm o mesmo tipo de sigilo concedido aos 33 estupradores da jovem no Rio de Janeiro.

PODER SEM PUDOR

O sono do tédio

Eleita prefeita de São Paulo, Luíza Erundina foi a uma reunião com o prefeito Jânio Quadros, que logo caiu num sono profundo. A reunião durou duas horas, todos sussurrando para não incomodar Jânio. Sem jeito, Erundina não sabia o que fazer: despedia-se do prefeito? Ia embora? O secretário de Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo, cutucou o dorminhoco:

- Presidente, já terminamos.

Jânio acordou, já com olhos arregalados, ajeitando-se na cadeira:

- Sim? E o que decidiram por mim? Onde assino?