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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 05/06/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“As gravações [de Sérgio Machado] não interferem nos trabalhos”

Presidente da comissão especial do impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB)

 

Delator procurou PGR já de posse de gravações

O ex-senador Sérgio Machado usou de sua experiência de negociador, no mundo empresarial e no submundo da corrupção, para obter da Procuradoria Geral da República (PGR) o seu acordo de delação premiada. Para valorizar a proposta, com a qual espera obter perdão judicial ou pelo menos uma redução de pena, ele procurou a PGR já de posse das gravações comprometedoras dos seus aliados.

 

Sonho realizado

Machado entendeu que entregar aliados como Renan Calheiros, seu padrinho, ou Romero Jucá, era tudo o que a PGR sonhava.

 

Tirando o corpo

Com gravações tornadas públicas, amigos que ainda restam difundiram a versão de que Sérgio Machado foi pressionado pela PGR a delatar.

 

Sérgio Juruna

Fontes do Ministério Público Federal confirmam que a iniciativa de gravar os aliados foi do ex-senador e ex-presidente da Transpetro.

 

Dupla delação

Com a delação, Sérgio Machado queria blindar o filho Expedido, “Did”, mas acabou por torná-lo alvo. E o filho também fez acordo de delação. 

 

PT se agarra na teta da ‘quarentena remunerada’

Já são dezenas os pedidos de “quarentena remunerada” à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, cujos integrantes foram nomeados por Dilma Rousseff. Espertos, ex-ocupantes de boquinhas no governo petista querem continuar recebendo seus salários integrais alegando “dificuldade de encontrar trabalho”. A malandragem petista foi usada antes por Antônio Palocci, ex-ministro da Casa Civil de Dilma.

 

Ex-ministros

Ao menos seis ex-ministros de Dilma receberão R$31 mil por mês, sem trabalhar, alegando “conflito de interesses” com a iniciativa privada.

 

Malandragem

Entre os que continuarão pendurados nas tetas do governo, recebendo salários integrais de ministro, estão Jaques Wagner e Miguel Rossetto.

 

Boquinhas de 6 meses

Até sexta-feira, a Comissão de Ética da Presidência concedeu 29 quarentenas a ocupantes de diversos cargos no governo Dilma.

 

Pé na tábua

O governo interino tem pressa em finalizar os trabalhos da comissão do impeachment. Não quer que o processo entre em agosto, mês que terá início as Olimpíadas. Seu objetivo é resolver o caso até o fim de julho.

 

Quem manda

O Planalto nem considerou a proposta de pelegos do Ministério da Transparência de apresentar lista tríplice para o comando da pasta. A orientação no governo é não se render ao corporativismo.

 

Eleição no ninho

Atual líder da bancada tucana, o senador Cássio Cunha Lima (PB) é cotado como candidato a presidente do partido, em 2017. Conta com apoio do senador Aécio Neves (MG) e do ministro José Serra.

 

A batata assa

A delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró pegou em cheio lideranças petistas, e pode piorar. Dilma e Lula estão preocupados mesmo é com as delações da OAS, Andrade Gutierrez e Odebrecht.

 

Pobre contribuinte

“É inaceitável o que foi aprovado esta semana: além dos aumentos, a gigantesca criação de cargos”, diz Jerônimo Goergen (PP-RS), sobre a criação de 14 mil cargos públicos federais em tempos de crise.

 

Gestora incompetente

Para o deputado Paulo Foletto (PSB-ES), Dilma Rousseff não tem competência para governar o Brasil. Ele considera “remota” a possibilidade de retorno da petista.

 

Contas irregulares

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) acreditam que as irregularidades encontradas pela área técnica nas contas de 2015 do governo Dilma podem complicar definitivamente a presidente afastada. “Relatórios técnicos deixam-na numa situação delicada”, diz um deles.

 

Não sobreviverá

No Congresso, deputados do grupo que defende novas eleições dizem não acreditar que o ex-presidente Lula seria eleito. Dizem que dificilmente ele sobreviveria dois meses sem ser preso pela Lava Jato.

 

Vício

A corrupção fez barba, cabelo e bigode na era PT. A Lava Jato acha que até o cabeleireiro de Dilma, Celso Kamura, era pago no “caixa 2”.

PODER SEM PUDOR

Coitada da mulher de César

Em 1989, os vereadores de Manaus discutiam a Lei Orgânica do Município. Um deles, exaltado, dirigiu-se ao então presidente da Casa, César Bomfim, repetindo uma velha frase:

- Não basta à mulher de César ser honesta. Tem que parecer honesta!

Rápida no gatilho, a vereadora Lurdes Lopes não perdoou, em aparte:

- Alto lá! O nobre colega não tem o direito de falar assim! O que o senhor tem contra a mulher do presidente desta Casa?