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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 21/06/2016
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Cláudio Humberto

“Não é testemunha, é mais um advogado, auxiliar da defesa

Jurista Miguel Reale Jr, sobre as ‘testemunhas de defesa’ de Dilma no impeachment

 

‘Inquérito oculto’ no STF tem Padilha como alvo

Ao abrir a caixa preta com inquéritos ocultos, onde os réus nem sequer apareciam como investigados, o Supremo Tribunal Federal encontrou um inquérito (nº 2741) aberto contra o então deputado e atual ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), e outros deputados federais e estaduais, sobre supostas fraudes em licitação. O ministro Marco Aurélio ordenou que o nome do ministro, e não apenas suas iniciais, constem da ação.

 

PGR solicitou

O inquérito que tornou Eliseu Padilha investigado por “indícios de crimes” foi solicitado pelo Procurador-Geral da República.

 

Tem gravações

Entre as provas contra Padilha, anexadas ao inquérito, há uma lista de DVDs cujo conteúdo permanece restrito à defesa e a procuradores.

 

PF faz diligências

Atualmente, o inquérito contra o ministro Eliseu Padilha & outros está na Superintendência de Polícia Federal do Rio Grande do Sul.

 

Longa reunião

Esta coluna aguardou a defesa de Eliseu Padilha até o fechamento desta edição, mas ele se manteve todo o tempo “em reunião”.

 

Manobras protelatórias de Dilma surtem efeito

O senador relator Antônio Anastasia (PSDB-MG) já admite atraso maior que o esperado no julgamento do impeachment, favorecendo a estratégia dilmista de postergar o caso. Ainda serão ouvidas 29 testemunhas do PT, com a habitual embromação assegurada por decisões do ministro Ricardo Lewandowski, do STF. Anastasia achava que o caso estaria concluído até 2 de agosto, mas, com as manobras, isso só deve ocorrer entre os dias 9 e 10. Com isso, a decisão final do plenário pode ficar para setembro.

 

Atraso é defesa

Se forem realizados quatro depoimentos por dia, somente em 28 (e não 17) de junho terão sido ouvidas todas as “testemunhas de Defesa”.

 

Prazo definido

Apesar de favorecer Dilma, Lewandowski quer presidir o julgamento. Mas o mandato dele na presidência do STF termina em 10 de setembro.

 

Contra o tempo

O PT quer usar novas manobras regimentais para tentar retardar ainda mais a conclusão do processo. Já o governo Temer corre contra o relógio.

 

Pior que está, fica

O PT ficou apavorado com a ameaça do ex-tesoureiro preso João Vaccari Neto de fazer delação, entregando o que sabe sobre o partido, Lula etc. “O que está feio, pode piorar”, diz dirigente petista com voz trêmula.

 

Combate à corrupção

O governo definiu como prioridade o projeto que cria novas regras para escolha e atuação de diretores-executivos e conselheiros de fundos de pensão. “A proposta inibe a corrupção”, diz André Moura (PSC-SE).

 

Pavão misterioso

Continua o mistério: ninguém sabe quem financia a caríssima produção do “documentário do golpe”, mobilizando cerca de quinze “profissionais” que se comportam como militantes do PT, na comissão do impeachment.

 

Overdose de cafeína

Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), investigados na Lava Jato, dizem que só recebem para “café e água” os militantes petistas de João Santana, que produzem um “documentário do golpe”, no Senado.

 

Pé na estrada

O governo prepara um cronograma de viagens para o presidente Michel Temer. A ideia é iniciar no Nordeste após as festas de São João. Temer já teve de cancelar recentes viagens a Alagoas e Pernambuco.

 

Marcando posição

Segundo o deputado Glauber Braga (RJ), seu partido, o PSOL, vai lançar candidatura própria na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Mas nem eles acreditam minimamente em vitória.

 

Pedido aceito

O presidente Michel Temer vai aumentar a presença das Forças Armadas na segurança das Olimpíadas, antes em 85 mil. O pedido é do governador Francisco Dornelles (PP), após ameaça de terrorista do “Estado Islâmico”.

 

O Lewandowski é outro

O Lewandowski que foi demitido da campanha de Donald Trump é outro: Corey Lewandowski não é parente do presidente do Supremo Tribunal Federal, nem do atacante do Bayern de Munique, Robert.

 

Pensando bem...

...após recuar de documentos que assina, o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão, desmoralizou até o dito popular segundo o qual “vale o escrito”.

PODER SEM PUDOR

O tempero melhorou

Fundador do PDT e editor da revista “Cadernos do Terceiro Mundo”, o falecido ex-deputado Neiva Moreira foi convidado para o semináro organizado pela Escola Superior de Guerra, na Fortaleza de São João, no Rio.

A idéia era discutir a relação entre militares e imprensa. No almoço, servido ali mesmo, o comandante da ESG, tenente-brigadeiro Sérgio Ferolla, pediu desculpas pela comida. Moreira comentou:

- A comida está ótima, pelo menos é muito melhor do que a última vez que almocei aqui.

- E quando foi isso? - interessou-se Ferolla, que ouviu:

- Na década de 60. Estava preso aqui e almoçava vigiado por um soldado. Agora, pelo menos, estou acompanhado do comandante.