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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/06/2016
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Cláudio Humberto

Ele é um doente e acredita naquilo que está falando. Está liquidado

Deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) comentando a coletiva de Eduardo Cunha

 

Cunha já é comparado a um ‘cadáver insepulto’

Sem o poder de antes e com sua influência derretendo a cada dia na Câmara, o deputado Eduardo Cunha fez uma escolha significativa do local de sua entrevista coletiva, nesta terça (21): o decadente Hotel Nacional, em Brasília, que já investigado por exigir da clientela pagamentos em dinheiro. Na coletiva, Cunha lembrou um cadáver insepulto, na avaliação de parlamentares que o consideram liquidado.

 

Fera com medo

Do tipo capaz de “atropelar” quem se colocasse à sua frente, agora Eduardo Cunha já não intimida os adversários. Ele parece ter medo.

 

Fatura liquidada

"Ele é um doente e acredita naquilo que está falando. Ele está liquidado", afirma o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

 

Voto aberto, o terror

A maior preocupação de Cunha é que sua cassação será decidida em votação aberta na Câmara. Em ano eleitoral, traições serão inevitáveis.

 

Conta outra...

Para tranquilizar parceiros de sua peraltices, Cunha passou o recado que o interessava: ele diz não ter o que delatar. Ninguém acreditou.

 

Padilha diz que inquérito contra ele foi arquivado

Eliseu Padilha (Casa Civil) garante, convicto, que o inquérito nº 2741, do Supremo Tribunal Federal, em que figura como investigado, já foi arquivado há muito tempo pelo próprio ministro Marco Aurélio, que no dia 17 retirou seu caráter sigiloso e determinou que os réus, incluindo o ministro, sejam identificados pelo seus nomes completos. Tratava-se de um dos “inquéritos ocultos” extintos pelos ministros do STF.

 

Arquivamento

Padilha explicou que, após diligências, o inquérito 2741 do STF ganhou novo número (3305) e foi arquivado pelo ministro Marco Aurélio.

 

Suposta fraude

O inquérito 2741 foi aberto contra Eliseu Padilha, na época deputado federal, e diversos parlamentares, por suposta fraude em licitação.

 

Sem segredo

Em sua decisão de 17 de junho último, o ministro Marco Aurélio retirou o segredo de Justiça envolvendo a investigação contra Padilha.

 

Ele ainda influi

Eduardo Cunha ainda manda na Câmara. Isso ficou claro quando a TV Câmara transmitiu sua coletiva, que não tinha a menor relevância. Mas a transmissão provocou a revolta de inúmeros deputados.

 

Vítima inocente

A ordem para a TV Câmara transmitir a coletiva de Eduardo Cunha foi do presidente interino, Waldir Maranhão, mas sobrou para o diretor-executivo da Comunicação da Câmara, Cláudio Lessa: ele retornava das férias e de nada sabia, mas foi demitido.

 

Quem paga as contas?

As denúncias sobre a caríssima produção do “documentário do golpe” deixaram seus responsáveis nervosos, ameaçadores. Mas continuam escondendo o jogo, sem revelar, afinal, quem os financia.

 

Conexões

Familiares do marqueteiro João Santana foram acionados para negar ligação dele ao “documentário do golpe”. A oposição suspeita que o objetivo da milionária produção é tentar desmoralizar as investigações contra Dilma, na comissão do impeachment.

 

Acordo comercial

O ministro Blairo Maggi (Agricultura) viajará para Washington, em 28 de julho, para fechar acordo de venda de carnes para os Estados Unidos. Dilma preferia privilegiar relações comerciais com falida Venezuela. 

Terra arrasada

“A situação está muito ruim. O governo do PT deixou o ministério arrasado”, afirmou o ministro Bruno Araújo (Cidades) sobre a real situação do ministério, sucateado pelo PT.

 

Boa impressão

Causou boa impressão a visita, ontem, do ministro Alexandre de Moraes (Justiça), com diretor-geral da PF, Leandro Daiello, ao juiz Sérgio Moro a procuradores da República da Lava Jato.

  

Foto é que importa

O novo presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Luiz Lauro Filho (PSB-SP), tirava selfies e vídeo-seflies durante reunião do colegiado que o elegeu para o cargo. Falar de meio ambiente, nada.

 

Alavantú

Esta semana a Câmara parou por causa do São João. Pela primeira vez no ano, quadrilha não será motivo de insônia e sim de alegria.

PODER SEM PUDOR

Pena estatizante

O Congresso discutia a pena de morte, em 1990, quando o senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) revelou ao amigo e colega Guilherme Palmeira (PFL-AL) que votaria favorável à pena de morte para assassinos:
- Mas como, Jorge? Vai trair os seus ideais? – brincou Palmeira.
- Que ideais? Religiosos?
- Não, os liberais – disse Palmeira, completando a gozação – Você quer estatizar uma das poucas instituições privadas no Nordeste?