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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 23/06/2016
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Cláudio Humberto

“Só vai sobrar recém-nascido”

Deputado José Priante (PMDB-PA) sobre as investigações da operação Lava Jato

 

MA: Odebrecht ganha muito entregando pouco

Investigadores da Lava Jato estão de olho num rentável negócio da empreiteira que mais se beneficiou da roubalheira no governo federal: a Odebrecht Ambiental, subsidiária de saneamento, cuja especialidade parece ser a de entregar pouco por muitos milhões. A empresa cobra quase meio bilhão de reais para tratar e distribuir água em dois pobres municípios do Maranhão, mas só consegue atendê-los parcialmente.

 

Tanto por quase nada

A Odebrecht Ambiental leva R$450 milhões, mas contempla só 18,9% da população de Paço do Lumiar e 41% de São José de Ribamar.

 

Rebordosa

Após a deflagração da Lava Jato, há dois anos, a Odebrecht Ambiental foi uma empresas proibidas de fechar contratos com Petrobras.

 

Ousadia

Têm duração de seis anos os dois contratos da Odebrecht Ambiental no Maranhão, fechados em janeiro de 2015, com a Lava Jato na rua.

 

À venda

Após as revelações da Lava Jato, a Odebrecht colocou à venda sua subsidiária ambiental. Espera arrecadar R$ 5 bilhões.

 

Assessor de Dilma mantém indicados no governo

Denunciado na Operação Acrônimo pela decisão de pagar dívidas da campanha de Dilma com dinheiro público, Giles Azevedo tinha prerrogativas de parlamentar do PT, fazendo indicações para cargos comissionados em órgãos como a CPRM, a Cia de Pesquisa de Recursos Minerais, do Ministério de Minas e Energia. E o pior é que seus protegidos ainda estão lá, mas nem aparecem para trabalhar.

 

Feudo de aspone

Espécie de porta-celular de Dilma, Giles Azevedo tem predileção pela CPRM porque atuou na Secretaria de Geologia e Mineração.

 

No olho da rua

A Justiça do Trabalho mandou a CPRM demitir comissionados, em 2015, e fazer concurso. Mas o órgão federal ignorou a ordem judicial.

 

Fantasma em forma

Servidores dizem que protegidos de Giles Azevedo, pendurados nas “tetas” da CPRM, fazem ginástica em academia no horário de trabalho.

 

Novo ‘bolão’

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) tornar Eduardo Cunha réu em mais um processo, desta vez pelas contas na Suíça, deputados já organizam um “bolão” sobre quanto tempo ele permanecerá solto.

 

CNT recupera o otimismo

O presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade, está muito otimista com o Brasil. Avalia que o governo Michel Temer já conseguiu parar a trajetória de queda da atividade econômica e fez o País retomar a confiança na retomada do crescimento em 2018.

 

Culpando Geddel

Aliados do presidente Michel Temer agora responsabilizam o ministro Geddel Vieira Lima (Governo) pela demora na nomeação dos seus indicados para cargos na administração Michel Temer.

 

Boicote araponga

Petistas estão agarrados aos cargos, segundo denunciam aliados de Michel Temer, também porque a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ainda sob controle do PT, faria corpo mole na checagem dos indicados, demorando a liberar seus nomes para nomeação.

 

Seu nome é bomba

O PMDB da Câmara anda apreensivo com as ameaças de delação de Eduardo Cunha, apesar de negadas pelo dito cujo. O partido avalia que o presidente afastado tem o potencial de “implodir o Congresso”.

 

Deu chilique

O deputado Victório Galli (PSC-MT) demitiu todos os assessores. A exoneração coletiva foi digna de cinema, com direito a gritos e xingamentos. A Polícia Legislativa precisou intervir.

 

Abandonado 

Eduardo Cunha procurava aliados para salvá-lo na Comissão de Constituição e Justiça, na apreciação do seu recurso contra o processo de cassação. Ele percebeu que nada poderá ser feito.

 

Fora do perfil

O deputado Ricardo Izar (PSD-SP) tenta a relatoria do projeto de combate à corrupção, mas sofre resistência por ser considerado “muito ético”. Os políticos querem alívio em relação à proposta.

 

Pensando bem...

...se até o advogado de Dilma foi flagrado dormindo, enquanto testemunhas petistas repetiam lorotas, imaginem o telespectador.

PODER SEM PUDOR

Tamanho é documento

Em 1995, o deputado Nilson Gibson (PE) fez um vigoroso discurso contra a intervenção no Banco Mercantil de Pernambuco, em sessão da Câmara presidida pelo deputado tucano Wilson Campos, pai de Carlos Wilson, que disputara uma eleição muito dura contra Armando Monteiro, dono do banco. Gibson exigiu a reprodução do seu discurso na íntegra, na “Voz do Brasil”, queixando-se dos 30 segundos de praxe. Wilson Campos respondeu:

- A publicação será do tamanho de Vossa Excelência...

O plenário caiu na gargalhada: Gibson tinha 1,60m de altura.