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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 24/06/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“O País está enfermo”

Ministro Teori Zavascki (STF) sobre as crises econômica, política e ética

 

Gravações tratavam até sobre ‘puladas de cerca’

As gravações do ex-senador Sérgio Machado, que implicaram próceres do PMDB, inclui confissões sobre questões pessoais e familiares e, até, aventuras extraconjugais, desprezadas na investigação. Para ganhar a confiança dos interlocutores cujas conversas gravaria, o ex-presidente da Transpetro, que fez acordo de delação premiada, mostrou-lhes uma “pasta israelense” que serviria para bloquear telefones celulares.

 

Alô, gravando

Com seu celular sobre a “pasta israelense”, Sérgio Machado deitou e rolou, gravando conversas para escapar da cadeia.

 

Partilha do roubo

Como os pecados pessoais não interessavam à investigação, priorizou-se a partilha do dinheiro surrupiado por Machado da Transpetro.

 

Opção errada

Na tentativa de repetir o caso Delcídio, Sérgio Machado orientou suas conversas gravadas na suposta conspiração para obstruir a Justiça.

 

Pergunta na Lava Jato

Se de fato pagou R$70 milhões a Renan, Sarney, Jucá e Lobão, por que Machado não provocou esse assunto, nas conversas gravadas?

 

Petistas temem que Paulo Bernardo faça delação

A prisão de Paulo Bernardo, que foi ministro dos governos Lula e Dilma, deixou correligionários à beira de ataque de nervos. Eles temem que o investigado não suporte a prisão e logo feche acordo de delação premiada, até porque vinha se queixando de “abandono” de Lula & Cia. Ao contrário da mulher, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ele não tem foro privilegiado e pode passar uma longa temporada na cadeia.

 

Cana longa

Ainda que tente fazer delação, Paulo Bernardo ficará longa temporada preso, segundo avaliam experientes investigadores.

 

Vem mais por aí

João Vaccari Neto, que ontem foi alvo de novo mandado de prisão, também se queixa de abandono do PT e negocia sua delação.

 

Camaradagem

A oposição ao PT foi novamente muito cordial, evitando repercutir a prisão do ex-ministro de Lula e Dilma na comissão do impeachment.

 

Bateu o desespero

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ficou abatida após a prisão do marido. Aliados de Dilma avaliam que a Operação Custo Brasil liquidou suas chances, que já não eram muitas, na comissão do impeachment.

 

Bico fechado

Senadores e deputados, do governo e da oposição, se esconderam para evitar falar sobre a prisão de Paulo Bernardo. Aposta-se nos festejos de São João para o episódio perder força na imprensa.

 

Cassação é solução

Segundo Glauber Braga (PSOL-RJ), a solução para a Câmara se livrar do presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) é cassar Eduardo Cunha para provocar nova eleição para o cargo.

 

Distribuição de tarefas  

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) reclamou com aliados do governo. Enquanto os petistas acusam suposto golpe, os defensores do impeachment se calam. “Precisamos de distribuição de tarefas”, diz.

 

Vice vai dar barulho

Deve virar alvo o mais provável vice do deputado Cícero Almeida (PMDB-AL) na disputa pela prefeitura de Maceió. Trata-se de Omar Coelho, que foi acusado de integrar um esquema de compra de votos em eleição para a OAB-AL, entidade que presidiu. Tem até gravação.

 

Meu pirão primeiro

Médico e senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) aproveitou a votação do Supersimples e emplacou uma emenda que reduz os impostos para serviços de medicina, enfermagem e exames laboratoriais.

 

A coisa está feia mesmo

Renan Calheiros resolveu imitar o falecido senador ACM, que, quando se desesperava diante da falta de respostas às malfeitorias atribuídas a ele, passava a difamar e tentar destruir quem as denunciava. E até  quem as divulgava, os jornalistas, na tola tentativa de intimidá-los.

 

Era o que faltava

Após Lava Jato, Petrolão, obras inacabadas, vírus Zika, desistências de atletas e a crise no Rio, internautas do grupo “Nostradamus” alertam para um “perigo iminente” nas Olimpíadas: um improvável tsunami.

 

Pensando bem…

…até pelos números impressionantes da roubalheira que desbaratou, a Lava Jato deveria mudar de nome, para Operação Pega Ladrão.

PODER SEM PUDOR

Bengalada catarinense

Chamado pela colega Ideli Salvatti (PT-SP) de “senador da bengalinha”, o tucano Leonel Pavan (SC) ficou indignado com o desrespeito às seqüelas de uma cirurgia em sua perna direita, há quatro anos. E deu o troco:

- Eu acompanhei a recuperação médica da senadora com a coleira cervical e nem por isso a chamei de “senadora da coleira” ou “do cabresto”.