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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 26/06/2016
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Cláudio Humberto

“Todos saem perdendo”

Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, sobre a saída do Reino Unido da União Europeia

 

Petistas no governo espionam Temer para Dilma

Com a demora na substituição de petistas herdados do governo Dilma, ocupantes de cargos de direção e assessoramento superior estariam fazendo cópias clandestinas de informações estratégicas do governo Michel Temer para serem repassados à equipe de Dilma Rousseff, segundo setores de inteligência. O temor é que os vazamentos deixem a administração vulnerável a boicotes e até a ações de sabotagem.

 

Tudo contaminado

O governo suspeita que estariam sendo feitas cópias de informações em instituições como Dataprev, Funai, Funasa e INSS.

 

Espelho meu

Ministros palacianos dizem que “os dados estão sendo espelhados”, um eufemismo para furto de informações.

 

Corpo mole

Há mil nomeações pendentes, mas o governo continua à espera da liberação pela Abin, encarregada de verificar a ficha de cada indicado.

 

Sinal de alerta

Acendeu o sinal vermelho no governo quando um convênio de R$ 100 milhões da Dataprev foi copiado e ninguém encontrou o responsável.

 

Governo Dilma, até maio: R$17,8 milhões no cartão

O governo Dilma ultrapassou a marca dos R$ 17,8 milhões em gastos com cartões corporativos nos primeiros cinco meses do ano, segundo o Portal Transparência. O gabinete da presidente Dilma torrou sozinho R$ 2,26 milhões, gastos protegidos por “sigilo”. Somando-se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e outras secretarias do Palácio, a conta sobe para R$ 5,43 milhões. Quase tudo “sob segredo de Estado”.

 

Gastador Federal

Em razão da Polícia Federal, o Ministério da Justiça é o segundo maior utilizador de cartões corporativos, com R$ 4,1 milhões até junho.

 

Desculpa é segurança

O gabinete da Vice-Presidência, de Michel Temer, torrou R$ 249 mil até maio deste ano, mas nenhuma das despesas é contabilizada.

 

Bolsa e cartão

Quem tem Olimpíadas, não precisa de cartão: o Ministério do Esporte é a pasta que teve a menor despesa com cartões em 2016: só 584 reais.

 

Madame já era

A impressão, na Comissão do Impeachment, é que a turma de Dilma finge que a defende e os opositores fingem que a atacam. É como se houvesse um acordo tácito, talvez não formal, de que madame já era.

 

Farra de concessões

Pode resultar em investigação a denúncia, que chegou ao Planalto, sobre a distribuição de valiosas repetidoras de tevê (RTV) nas capitais. No total, foram 1500 nos estertores do governo Dilma, todas no período de André Figueiredo (PDT) à frente do Ministério das Comunicações.

 

Rivotril

O deputado José Guimarães (CE), um dos derradeiros defensores de Dilma no PT, conversa diariamente com o ex-presidente Lula. Eles não admitem, mas sabem que a prisão é o destino da fina-flor do petismo.

 

Virou folclore

No Ministério da Agricultura, Ana Amélia (PP-RS) pede licença para ir à comissão do impeachment. O ministro Blairo Maggi diz: “Cuida da comissão porque se não eu volto em 100 dias”. Ela respondeu: “Dilma só volta quando morcego doar sangue e o saci cruzar as pernas”.

 

Que crise

Deputados federais gastaram R$ 7,8 milhões em combustíveis, de janeiro a junho. Tudo ressarcido pela Cota de Atividade Parlamentar. O maior reembolso foi para Jéssica Sales (PMDB-AC): R$ 35,88 mil.

 

Perdeu a graça

Com a demissão de Henrique Eduardo Alves, os petistas brincavam: "Quem será o próximo?". Foi o ex-ministro Paulo Bernardo, do PT. A Operação Lava Jato acabou tirando a graça dos senadores petistas.

 

Pode esquentar

Os senadores dizem que o silêncio sobre a prisão de Paulo Bernardo foi por causa do São João. “Creio que o assunto será trazido na próxima semana”, avalia a senadora Simone Tebet (PMDB-MS).

 

Mediocridade

Presidente da OAB-SE, Henri Clay Andrade acha que a política “está governada pela mediocridade”. Para ele, o País precisa de líderes que pensem para a posteridade: “O Brasil está carente de estadistas”.

 

Pensando bem...

...Lula fugiu de Sérgio Moro, mas não escapou da primeira instância.

PODER SEM PUDOR

Política zoológica

O petista Tilden Santiago era deputado em Minas e visitava o município do Serro. Papeando com o vereador Dílson Carmindo (PSDB), inimigo de outro vereador, Herth Alves (PFL), Tilden provocou:

- Se FHC fizer uma aliança com o PFL, você se alia ao seu colega Herth?

- Moço – descartou o vereador, coçando a orelha – Aqui, tucano é tucano, camaleão é camaleão!