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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 28/06/2016
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Cláudio Humberto

“Vão pensar antes de cometer crime”

Janaína Paschoal, jurista, sobre a necessidade de punir as malfeitorias dos governantes

 

PF investiga esquemas na Petrobras Argentina

Além de investigar suposta propina paga a Renan Calheiros na venda de ativos da Petrobras na Argentina, a Polícia Federal também apura a venda de refinaria da estatal ao grupo de Cristóbal López, amigo da ex-presidente Cristina Kirchner. López chegou a oferecer US$50 milhões, mas acabou levando a refinaria por apenas US$ 36 milhões, em 2006, ano da compra desastrada da refinaria de Pasadena pela Petrobras.

 

Investigação sufocada

A negociata na Argentina seria investigada pela CPI da Petrobras, no Senado, em 2014. Mas o PMDB criou CPI mista, que acabou em pizza.

  

Pacotão

A Petrobras fez negociação exclusiva com a Pampa Energia, de López, para vender um “pacote” de ativos da Petrobras na Argentina.

 

Tudo por US$ 1,2 bi

A Petrobras negociou 30 blocos exploratórios, refinaria, 300 postos de gasolina e participações em térmica, hidrelétrica e petroquímicas.

 

Mau negócio

A Petrobras só faz maus negócios na Argentina: além da refinaria, López levou 360 postos. Tudo por uma pechincha: US$110 milhões.

 

Insultos rendem a Ciro 90 ações por dano moral

Conhecido pelo estilo agressivo de fazer política, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, hoje filiado ao PDT, responde a pelo menos 90 processos movidos por adversários e até por cidadãos comuns. No Ceará, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), move contra ele 24 ações por dano moral, e o vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena, cinco. Exigem reparação pelos insultos do destemperado Ciro. Procurado por meio da assessoria, o político não comentou o assunto.

 

Condenações

Ciro também coleciona condenações até expressivas, como os R$266 mil concedidos à família do ex-senador Henrique Santillo (GO).

 

Indenizados

Senadores José Serra e Fernando Collor terão de Ciro 100 salários mínimos e R$100 mil, respectivamente, nas ações que moveram.

 

Arraia miúda

Oficial de justiça não escapou de ser xingado por Ciro, que o mandou “à merda” ao ser notificado de uma ação. Foi denunciado por desacato.

 

Pode piorar

“Rogério Rosso é muito ruim para a Câmara. Basta o líder do governo indicação de Eduardo Cunha”, alfineta Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) sobre candidatura do deputado do PSD-DF a presidente da Casa.

 

Clima negativo

Carlos Cadoca (PDT-PE), que está na Câmara há cinco legislaturas, garante que a atual, presidida por Eduardo Cunha e depois por Waldir Maranhão, é, de longe, a pior. Clima político muito ruim, diz ele.

 

Nono inquérito

O novo inquérito contra Renan Calheiros, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, o 9º, sobre alegadas malfeitorias na Argentina, é o segundo caso da Lava Jato envolvendo os “hermanos” na Lava Jato.

 

Os internacionais

A “internacionalização” da Lava Jato, pretendida pelo Ministério Público Federal, gerar uma situação curiosa: políticos brasileiros serão réus e poderão se condenados, por suas malfeitorias, em mais de um país.

 

Patologia

“O Maranhão é um caso patológico e não político”, afirma o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), sobre a decisão do presidente em exercício de suspender as atividades da Câmara.

 

Mão amiga

A ideia de Waldir Maranhão de suspender as sessões da Câmara tem objetivo de adiar a votação do processo contra Eduardo Cunha. Maranhão tenta dar prazo para Cunha tentar salvar seu mandato.

 

Promoções

A grita continua: além de manter petistas em cargos de confiança, o governo Michel Temer tem promovido vários outros. Nessa curiosa lógica, quem apoiou Temer é que enfrenta dificuldades no governo.

 

Carência

O governo de Alagoas promoveu ontem um evento, com suas maiores autoridades, para a assinatura de ordem de serviço para demolir... uma oficina. Onde, no futuro, será construído o anexo de uma maternidade.

 

Pensando bem...

...ao prometer “governo de transição”, caso volte, a descompensada Dilma mostra não haver percebido que a transição já está em curso.

PODER SEM PUDOR

Ateu, graças a Deus

Certa vez, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) mostrou sua falta de intimidade com religião, quando tentou explicar por que os deputados não acreditavam na promessa do governo de liberar emendas parlamentares. Ele disse que os deputados agiam “que nem São José”.

– O senhor quer dizer São Tomé... – corrigiu um jornalista.

– ...é, aquele que só acredita vendo.