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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 30/06/2016
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Cláudio Humberto

 

“Não é o apartamento funcional que tem foro”

Juiz federal Paulo Bueno de Azevedo sobre a busca no apartamento de Gleisi Hoffmann

 

Temer avança na área social com pacote em julho

O presidente Michel Temer prepara o lançamento de um “pacote social” na primeira quinzena de julho, dentro do propósito de avançar na área em que o PT atuava quase com exclusividade. A ideia é anunciar vários programas complementares ao Bolsa Família, como o lançamento do “Cheque Construção”, que atenderá a famílias de baixa renda que precisam fazer pequenas obras de reforma em suas casas.

 

Crianças protegidas

O ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) prepara um programa destinado à proteção social de crianças carentes.

 

Mão na massa

O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), já articula com os deputados aliados a aprovação do “pacote social”.

 

Ampliação

“É a prova de que os programas em andamento serão mantidos e ampliados”, diz André Moura, que se reuniu nesta quarta com Temer.

 

Primeiro passo

O primeiro passo do projeto de avançar na área o reajuste de 12,5% do Bolsa Família, carro-chefe do governo do PT.

 

Programa de ‘compra de votos’ muda de mãos

Políticos do PT evitam comentar o aumento de 12,5% do Bolsa Família, concedido por Michel Temer, mas a medida desestabilizou o partido. É que, para o PT, sua identificação ao Bolsa Família poderia garantir um desempenho minimamente digno, nas próximas eleições. No fundo, os petistas concordam com o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE): “o Bolsa Família é o maior programa de compra de votos do mundo”.

 

Povão subestimado

Políticos petistas acham que o público atendido pelo Bolsa Família está mais interessado no dinheiro do programa do que na Lava Jato.

 

Digitais sumindo

A ideia do governo Michel Temer é mesmo melhorar substancialmente o Bolsa Família, neutralizando as digitais do PT no programa.

 

Abrangência

Metade da população de estados mais pobres, como Norte e Nordeste, depende do Bolsa Família, daí a força eleitoral do programa.

 

Vozes do atraso

O Planalto cedeu à pressão de políticos que não usam voos comerciais (ou não pagam por eles) para vetar a concorrência de empresas estrangeiras no mercado brasileiro. Recuo vergonhoso e suspeitíssimo.

 

Exploração autorizada

Empresas aéreas “nacionais” continuarão autorizadas a cobrar por uma passagem Rio-Maceió até 4 vezes mais do que elas próprias exigem para o trecho Rio-Miami, onde enfrentam concorrência internacional.

 

Elvis vive

Ao avistar José Medeiros (PSD-MT) na comissão do impeachment, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) brincou: “Elvis não morreu!” numa alusão ao vistoso topete do colega. Medeiros riu, ajeitando o cabelo.

 

Vai, Dilma

O presidente, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), ainda não sabe se Dilma vai pessoalmente à comissão do impeachment, dia 6. Os petistas temem que, desfilando sua arrogância, ela prejudique a própria defesa.

 

Gentis opositores

“Não costumamos entrar em assuntos pessoais”, diz Ronaldo Caiado (DEM-GO), ao explicar o constrangedor silêncio do Senado sobre o roubo a servidores que levou à prisão do ex-ministro Paulo Bernardo.

 

Aposta da Oi

Apesar das turbulências, a Oi atingiu notáveis 320 mil assinantes do seu combo Oi Total em todo o Brasil. Têm sido 80 mil instalações por mês. É sua grande aposta para aumentar a presença no mercado.

 

Baixa estatura

“É absurda a situação atual da Câmara”, protesta o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), sobra a suspensão das sessões. Para ele, Waldir Maranhão não tem “estatura moral” para comandar a Câmara.

 

Hermanos siameses

A inflação argentina deve começar a cair em julho, diz o ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay. Mas teme que uma recessão continuada no Brasil contamine mais a economia portenha que o Brexit.

 

Pergunta na polícia

A “vaquinha virtual” para custear as mordomias de Dilma poderá ser usada para ressarcir os brasileiros em dificuldades, que contraíram empréstimos consignados e acabaram roubados, durante seu governo?

PODER SEM PUDOR

Benzetacil cura susto

Militante comunista, Geraldo Ribeiro ganhava a vida como propagandista de laboratório de medicamentos, nos anos 60. No dia seguinte ao golpe de 1964, ele andava cabisbaixo na rua do Príncipe, ao lado do comando do IV Exército, no Recife, quando de um jipe militar desceu um oficial, esbaforido:

- Geraldo, com quem você está?...

- Com as Forças Armadas, meu coronel – mentiu.

- Não é isso, Geraldo. Eu quero saber em que laboratório você trabalha. Ando louco por uma amostra-grátis de Benzetacil...