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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 03/08/2016
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Ela [Queiroz Galvão] representa todos os pecados [da Lava Jato]

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador, sobre a construtora Queiroz Galvão

 

Ex-assessor de Teori tem ligações com esquerda

O juiz federal aposentado Manoel Volkmer de Castilho, que se demitiu da assessoria do velho amigo Teori Zavascki, ministro-relator da Lava Jato, é conhecido pelos amigos por sua militância de esquerda desde os movimentos estudantis. Ele se demitiu após assinar um documento de apoio ao ex-presidente Lula, principal investigado na Lava Jato. Gaúcho de Porto Alegre, ele advogou para movimentos do campo.

 

Nº 2 de Janot

O ex-assessor de Teori Zavascki é marido de Ela Wiecko de Castilho, vice-procuradora-geral da República, “braço direito” de Rodrigo Janot.

 

Questão agrária

Castilho foi advogado do sindicato dos agricultores de Camaquã e Cachoeira do Sul (RS) e do projeto fundiário Incra em Altamira (PA).

 

Sempre próximos

Manoel Volkmer de Castilho foi da primeira turma do TRF, criada em 1989, ao lado do ministro Teori Zavascki. Ele se aposentou em 2003.

 

Coisa de amigo

Ministro do STF conta que, por ser amigo, Teori Zavascki deu a Manoel Volkmer “o direito de pedir demissão para não ser demitido”.

 

Maia é criticado por ‘falta de firmeza’ na Câmara

Já fazem comparações de estilo entre Rodrigo Maia e seu antecessor, Eduardo Cunha, em desfavor do atual presidente da Câmara. Deputados do “centrão”, que não apoiaram a eleição de Maia, acham que ele pode perder as rédeas e a autoridade perante o plenário. Ele foi muito criticado pela reação hesitante diante de questão de ordem de Silvio Costa (PTdoB-PE), sobre a cassação de Cunha, e a algazarra que se seguiu. O antecessor se impunha com atitude bem mais firme.

 

Equilíbrio difícil

Rodrigo Maia tem o desafio de agradar quem apoia o governo Michel Temer e equilibrar o jogo de pressões do “centrão” e da nova oposição.

 

Estilo conciliador

Deputado experiente, que já foi líder de bancada, Rodrigo Maia tem um estilo conciliador, e tenta não provocar “marolas” à sua presidência.

 

Sob pressão

O centrão percebeu uma certa “fragilidade” no presidente da Câmara e decidiu que vai mantê-lo sob pressão para adiar a cassação de Cunha.

 

Lado mais frágil

O projeto que trata da renegociação das dívidas dos estados mexe no bolso de aposentados e pensionistas, cuja capacidade de fazer barulho é limitada. Deixa de fora a chamada elite do funcionalismo público.

 

PT negocia com Rollemberg

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), negocia um acordo de apoio parlamentar com o PT, na Câmara Legislativa. Ainda não se fala de apoio à reeleição, mas ambos têm um adversário em comum: Tadeu Fillippeli, velho parceiro do PMDB do presidente Michel Temer.

 

Complicou

O PT considera missão impossível desqualificar o parecer do relator da comissão especial do impeachment, Antônio Anastasia (PSDB-MG). A avaliação é que o relatório é “consistente e contundente”.

 

Jogral patético

Foi patética a leitura do “voto em separado” dos aliados da presidente afastada na comissão de impeachment. Como todos queriam aparecer, combinaram se revezar na leitura do que parecia um jogral estudantil.

 

Dando uma mãozinha

O calendário proposto pelo novo presidente da Câmara, com votações às segundas e terças, beneficia Eduardo Cunha. O ex-presidente trabalha para tentar adiar a cassação para depois das eleições.

 

Pulso firme

O experiente deputado Carlos Cadoca (PDT-PE) acha que o presidente da Câmara deveria colocar em votação, com urgência, a cassação de Eduardo Cunha. “Caso contrário ele vai se perder”, prevê.

 

Quem dá mais?

Já circula na internet o oferecimento de casas e muros para colar cartazes, “com 50% de acréscimo para candidato ficha suja”, e outras mais criativas, como R$300 para fazer número em eventos e até R$250 para discutir política sem perder amizade e R$1.350 perdendo-a.

 

Ela não volta

O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), considera certo o impeachment de Dilma. “Ela não volta. A sociedade sinaliza satisfação com medidas adotadas pelo governo Temer”, afirma.

 

Pergunta na Lava Jato

Se Lula pretende mesmo “vazar” para fazer pose de exilado político, o que ele dirá quando a Interpol bater à sua porta?

PODER SEM PUDOR

Mentir é preciso

Logo após propor um “choque de capitalismo” no Brasil, em discurso redigido por Jorge Serpa sob encomenda de Roberto Marinho, o candidato tucano a presidente em 1989, Mário Covas, foi a uma reunião com 21 capitães da indústria paulista para tentar obter apoio e doações. Falando de improviso, Covas atacou duramente a Zona Franca de Manaus. Um dos presentes, empresário da área, segredou ao então deputado José Serra:

- Sinceridade, assim, não é possível! Ele tem que mentir um pouco...