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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 25/08/2016
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ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Você pode dizer o seguinte: Maluf não tem nada a declarar”

Deputado Paulo Maluf (PP-SP) a um repórter, após depoimento no STF como réu

 

Dilma já fala em tom de despedida, no Alvorada

A presidente ré Dilma Rousseff já se dirige em tom de despedida a funcionários do Palácio Alvorada e assessores que ainda restam, incluindo seguranças, pessoal do serviço médico e criadagem. Ela não recebe visitas na maior parte do tempo, e acaba puxando conversa com esses servidores, aos quais tem admitido que sua situação está definida. Até Dilma tem certeza de que o Senado a julgará culpada.

 

Sem dó

Apesar do dramático isolamento de Dilma, não se percebe lamento nos relatos dos funcionários que transitam no Alvorada.

 

Virou atriz

Dilma tem ido a eventos para seguir o script do documentário sobre o “golpe”, ricamente produzido com dinheiro de origem ainda ignorada.

 

Sem elogios

Funcionários do Alvorada não lamentam a sorte de Dilma, mas ainda resistem ao assédio para gravar depoimentos de elogios a ela.

 

Começa hoje

O histórico julgamento de Dilma começa nesta quinta-feira, sob a presidência do ministro Ricardo Lewandowski, do STF.

 

Bolsonaro e Wyllys devem escapar de punição

O Conselho de Ética da Câmara deve livrar os deputados Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) da acusação de quebra de decoro. Cético, o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), acha que a imunidade parlamentar lhes garante o direito de dizerem inclusive asneiras. No dia 31 termina o prazo para entrega dos relatórios contra ambos. No máximo, devem receber uma advertência. 

 

Apologia à tortura

Bolsonaro é acusado de “apologia à tortura” por elogiar o falecido general Brilhante Ustra no plenário da Câmara.

 

Asneira indecorosa

Jean Wyllys chegou a responsabilizar Bolsonaro e Marco Feliciano (PSC-SP) pelo atentado à boate gay em Orlando, que matou 50.

 

Desta, escapou

O deputado Jean Wyllys não foi denunciado ao conselho de ética pela cusparada que deu (e saiu correndo) em Bolsonaro, no plenário.

 

Uma nova CPI

Diante da recusa de Rodrigo Maia de prorrogar a CPI da Funai/Incra, mais de 200 deputados protocolaram a criação de outra, para não paralisar as investigações dos muitos crimes identificados no setor.

 

Não faz diferença

O PT espalha que os três senadores do Maranhão foram “convencidos” pelo governador Flávio Dino a votar contra o impeachment. O Planalto contabiliza 61, mas só precisa de 54 votos para defenestrar Dilma.

 

Seara de De Niro

A brasileira Seara, uma das marcas do grupo JBS Friboi, vai chamar atenção para seus produtos até no exterior: contratou como garoto propaganda o premiado ator Robert De Niro, ganhador de dois Oscar.

 

Da boca para fora

Muitos ficaram indignados, e com razão, diante da corrupção na Câmara Legislativa do DF, divulgaram-se notas de repúdio etc, mas a verdade é que, oito dias depois, ninguém apresentou pedido de investigação das falcatruas, nem de cassação de mandatos.

 

Fundo do poço

Defensora do impeachment, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) diz que o retorno da petista levaria ao fundo do poço. “O Brasil não suportaria o retorno de Dilma”, afirma.

 

O caldo engrossou

O delegado Luiz Hellmeister pedirá a prisão de Patrícia Lelis, jornalista que acusa de estupro o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Disse que o delegado mentiu sobre ela. Patrícia é considerada uma mitômana.

 

Investigação no Gama

A deputada Érika Kokay (PT-DF) promete cobrar a investigação do assassinato do agricultor Gilmar Borges, 78, no Gama (DF), após denunciar à CPI da Finai/Incra ameaças do MST, que invadiu suas terras. Ela atribui a ruralistas a citação do seu nome no caso.

 

Cafezinho frio

Renan Calheiros já começa a perceber sua perda de poder, nos últimos seis meses de mandato como presidente do Senado: nenhum senador atendeu seu convite para um evento sobre eleições, ontem. Como tem sido frequente, tiveram de laçar servidores para fazer número.

 

Pensando bem...

...investigada na Lava Jato, a senadora Gleisi Hoffman fala por ela própria quando diz que o Senado “não tem moral” para julgar Dilma.

PODER SEM PUDOR

Só japonês dá jeito

O ex-presidente Jânio Quadros não botava muita fé na força de trabalho dos agricultores brasileiros. Certa vez, num encontro com o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, promovido no Rio pelo amigo Augusto Marzagão, ele interrompeu assim o discurso do interlocutor sobre a “reforma agrária ideal”:

- ...e o Instituto de Imigração proporcionaria a cada beneficiado uma família de japoneses para trabalhar!