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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 27/08/2016
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ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

Tem cracolândia no gabinete. Ninguém aguenta esse cara”

Ronaldo Caiado (DEM-GO) sobre Lindbergh Farias (PT-RJ), no julgamento de Dilma

 

Lula ordenou ‘estratégia do insulto’ no Senado

A “estratégia do insulto” foi ordenada pelo ex-presidente Lula aos senadores aliados, no julgamento de Dilma, segundo revelou a esta coluna um senador do PT. A expressão “o Senado não tem moral para cassar ninguém” é do próprio Lula. Ele já não pretende reverter o impeachment, mas utilizar esses insultos no documentário “Golpe”, no qual o PT deposita sua esperança de “salvação” nas próximas eleições.

 

Apenas propaganda

A ideia do documentário, de produção milionária, seria do marqueteiro João Santana. Será usado na eleição do Brasil e exibições no exterior.

 

Senadores como alvo

A estratégia de Lula é resumida numa frase: “Se a gente não conseguir evitar o impeachment, ao menos vamos tentar desmoralizá-los”.

 

Gatos escaldados

Petistas ainda relutam em usar dossiês com “podres” de senadores pró-impeachment temendo que os próprios podres sejam expostos.

 

Indiciado e incendiário

No encontro de ontem no Alvorada, o indiciado Lula fez ver a Dilma que ela será condenada, e a aconselhou também a atacar o Senado.

 

Impeachment deve ser votado segunda à noite

O Planalto reavaliou o ritmo das sessões de julgamento do Senado e concluiu que o impeachment de Dilma Rousseff deverá ser votado na noite de segunda-feira (29) ou na madrugada de terça (30). A avaliação do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) foi levada ao presidente Michel Temer na tarde desta sexta-feira. A conclusão é que etapas serão queimadas porque se esgotou a chicana dos senadores petistas.

 

Chicana tem limite

O PT pretendia arrastar o julgamento até a noite de 1º de setembro, véspera do término da presidência de Ricardo Lewandowski no STF.

 

Objetivo é agilizar

Além de ignorar testemunhas de defesa, senadores pró-impeachment também serão econômicos nos discursos e até nas perguntas a Dilma.

 

Ladainha antecipada

A expectativa é que as testemunhas que ainda restam sejam ouvidas neste sábado, o que ajudaria muito a agilizar o julgamento.

 

A verdade sempre aparece

Apesar dos panos quentes, a impressão no Senado é a que Renan Calheiros disse a verdade quando passou na cara de Gleisi Hoffmann (PT-PR) que a livrou e ao marido Paulo Bernardo de indiciamento. O Supremo Tribunal Federal ficou muito mal nessa história vergonhosa.

 

Deveria estar presa

Senadores dizem ter ouvido, fora dos microfones, Renan Calheiros reagir assim aos gritos de “canalha” por parte de Gleisi Hoffmann: “A senhora deveria estar presa”, lembrando que ele a livrou disso.

 

Valentia sumiu

Lindbergh Farias provocou, gritando ao pé do ouvido de Renan Calheiros, que falava ao microfone, mas não encarou a briga: depois de empurrado, saiu de fininho para ficar fora do alcance do alagoano.

 

Não convenceu

Os tucanos Cássio Cunha Lima (PB), Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes (SP) e Tasso Jereissati (CE) ajudaram Renan Calheiros a redigir nota tentando desdizer o que ele disse sobre Gleisi Hoffmann e o STF.

 

Ruim de cálculo

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo, informante pró-Dilma, disse que o crescimento médio do PIB com FHC foi “um pouco maior que com Dilma”. Na verdade, foi quase o triplo: 2,55% contra 0,94%.

 

Ridículo

A assessoria do presidente do Senado acabou virando motivo de deboche, ontem, ao tentar desmentir – usando a expressão “não é bem assim...” – o que seu chefe havia dito claramente ao vivo, na TV.

 

Segue o roteiro

Até mesmo petistas admitem que briga pelo impeachment acabou, mas senadores andam incomodados com dilmistas. É que pronunciamentos na sessão do julgamento mais parecem leituras de roteiros para o documentário do “golpe”. “Só faltou um diretor,” diz senador temerista.

 

Nova direção

O PMDB mudará a sede nacional do partido. Sairá de uma sala no Senado para uma casa no Lago Sul, bairro de classe média alta de Brasília. A ideia é mudar a estrutura partidária.

 

Pensando bem...

...indiciado pela polícia por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula não pode mais repetir a lorota de que é o mais “honesto” dos brasileiros.

PODER SEM PUDOR

Sinceridade de político

Embaixador em Lisboa em 1985, o ex-chanceler Azeredo da Silveira convidou o senador FHC para almoço com diplomatas, no restaurante Mônaco, à beira mar. Lá pelas tantas, um deles perguntou ao político:

- É verdade que o Senhor vai disputar a prefeitura de São Paulo?

Com um largo sorriso condescendente, FHC devolveu a pergunta:

- Ô, meu filho, você acha que eu vou entrar numa fria de disputar uma eleição contra Jânio Quadros?

Entrou e perdeu.