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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/09/2016
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Foi uma decisão constrangedora, verdadeiramente vergonhosa”

Ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, sobre o fatiamento do impeachment

 

Crítica de Gilmar a Lewandowski provoca crise

A crítica do ministro Gilmar Mendes ao comportamento de Ricardo Lewandowski no conchavo do “fatiamento” do impeachment”, abriu uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O desabafo de Gilmar, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode levar o STF a rever o acordo tácito de não deliberar sobre o fatiamento para não desautorizar Lewandowski, ainda que os ministros critiquem a medida.

 

Biografia no lixo

Lewandowski se queixou a colegas das declarações de Gilmar, para quem “cada um faz de sua biografia o que quiser”.

 

Críticas públicas

Além de Gilmar Mendes, o ministro Celso de Mello, decano do STF, já havia criticado publicamente o “fatiamento” do impeachment.

 

Bizarrice

Gilmar já havia chamado de “bizarro” o fatiamento: a Constituição vincula o impeachment à perda de direitos políticos por 8 anos.

 

Consultas, não

Os ministros combinam que o STF não seria instância de recurso do impeachment, até porque é órgão julgador e não “consultivo”.

 

‘Trump brasileiro’, Justus sonha com presidência

O apresentador de TV Roberto Justus parece levar a sério a lorota de que seria o “Donald Trump brasileiro”, porque certa vez protagonizou a versão brasileira do programa “Aprendiz”, imitação do show televisivo protagonizado pelo candidato republicano à presidência dos Estados Unidos. Pior é que Justus parece se orgulhar da comparação: ele estaria tentando se viabilizar, acredite, como candidato a presidente.

 

Maior tragédia

Justus tem assumido posições políticas. Antes do impeachment, disse que se Dilma voltasse ao cargo seria “a maior tragédia” para o País.

 

Trágica ideia

Por considerá-lo politicamente ingênuo, “bobo”, um ex-sócio de Roberto Justus acha que ele seria “uma tragédia” comparável à de Dilma.

 

No Planalto

Roberto Justus tentou conversar com o presidente Michel Temer, mas só foi recebido por assessores, no Planalto.

 

Timing perfeito

O jornal financeiro inglês Financial Times, concluiu que “as acusações contra o ex-presidente Lula não têm motivação política”, mesmo com o “timing” da denúncia do MPF logo após o impeachment.

 

Vermelho de vergonha

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), investigada por corrupção tanto quanto o seu líder, o seu marido e tantos outros aliados seguiu à risca a orientação: apareceu no Senado vestindo vermelho. De vergonha?

 

Relembrar é eleger

O senadores petistas Ângela Portela (RR), Gleisi Hoffmann (PR), Humberto Costa (PE), Jorge Viana (AC) e Lindbergh Farias (RJ) ainda respondem a ações no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Pega mal

Partido que teria muito a crescer como alternativa à derrocada do PT, o PDT deixou de ser opção para muitos políticos. É que pega mal “seguir a liderança” de Carlos Lupi, presidente do partido.

 

Espelho meu

Os jornalões só descobriram ontem o que leitores desta coluna sabem desde junho: a Emenda à Constituição 106/2015 pode economizar R$ 1,3 bilhão com o corte de 128 deputados e 27 senadores a partir das eleições de 2018. Cada um custa, em média, R$ 166 mil/mês.

 

Cordialidade

O senador Paulo Bauer (SC) assumiu a liderança do PSDB e logo se apresentou aos funcionários da liderança. Até elogiou a copeira, “que tem função tão importante quanto a do chefe de gabinete”.

 

Seu dinheirinho

Este ano o governo gastou mais com “Amortização e Juros da Dívida” do que qualquer outra despesa; mais de meio trilhão de reais. Em segundo lugar estão salários dos servidores e, depois, aposentadorias.

 

Lá como cá

Causaram revolta na Venezuela, um país falido, os gastos do governo Nicolás Maduro com a conferência da MNOAL, a comunidade de “países não alinhados”: estima-se entre US$ 150 e 200 milhões.

 

Pensando bem...

...o tour de Lula para apoiar candidatos a prefeito do PT começa pelo Nordeste, mas tem tudo para terminar em Curitiba.

PODER SEM PUDOR

Caro deputado

O diálogo é atribuído a personagens de vários estados, mas cearenses garantem que aconteceu com Crisanto Moreira da Rocha. Ele estava em campanha para deputado federal, no interior, quando parou esfomeado em um boteco e pediu seis ovos fritos para ele e acompanhantes. Reagiu assim à conta salgada de 600 mil réis:
- Ovos, aqui, são difíceis de encontrar?
- Não, doutor, ovo é fácil – respondeu o dono do boteco – Difícil de encontrar aqui é deputado federal...