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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/06/2013
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Cláudio Humberto

“Ela me fez uma sabatina inteiramente republicana”
Luis Barroso, futuro ministro do Supremo Tribunal, sobre sua conversa com Dilma

PTB pode se unir ao PMDB e barganhar cargos
Em plena negociação para abocanhar a vice-presidência para Assuntos de Governo do Banco do Brasil, o PTB já deixou claro que esse cargo não basta para garantir seu apoio à reeleição da presidenta Dilma. Os petebistas propõem um acordo para faturar o Turismo, hoje entregue ao PMDB, que ficaria feliz no Ministério da Integração – cujo titular, Fernando Bezerra (PSB), sairia para disputar governo de Pernambuco. 

Todos contra um
Fernando Bezerra será assediado para se aliar ao senador Armando Monteiro (PTB) no enfrentamento do candidato de Eduardo Campos. 

Sem titular 
Roberto Jefferson (PTB) articula para que o vice Benito Gama assumir a diretoria do BB que era do ministro César Borges (Transportes). 

Desinteresse
A cúpula do PTB alega ainda que o PMDB já está insatisfeito com o Ministério do Turismo, que teve seu orçamento reduzido em 76%. 

Voo direto
O portal BrazilAfrica.com, a ser lançado dia 26, revelará que a GOL vai iniciar em outubro vôos regulares entre Recife e Lagos, na Nigéria. 

RS volta a registrar debandada de investidores
Enquanto o governo federal tenta passar imagem positiva do Brasil como lugar seguro para investimentos privados, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), opta pelo populismo demagógico, inclusive com invasão de praças de pedágios. A debandada das empresas é semelhante ao período de Olívio Dutra, quando a Ford, hostilizada, preferiu oferecer seus investimentos e empregos à Bahia.

Bom direito
A Corte Especial do STJ reconheceu o direito das concessionárias das estradas gaúchas terem seu contratos preservados até o final do ano.

Sob pressão
O governador Tarso Genro fez pressão sobre os ministros do STJ, porque queria romper contrato de concessão antes do prazo.

Dores nas costas
Ignorando a opinião de Joaquim Barbosa, o Congresso vai promulgar hoje, às 9h, a criação de novos Tribunais Regionais Federais no País. 

À distância
Terá videoconferência contra “constrangimentos” a sala “vip” que o Itamaraty instalou no consulado-geral em Sidney (Austrália), para apurar denúncias de assédio contra o embaixador Américo Fontenelle. 

Agora vai
O Itamaraty trata com esmero a visita de Estado da presidenta Dilma aos EUA. A visita anterior, de governo, foi a mais inexpressiva de um presidente brasileiro em cinco décadas. Isso rendeu ao chanceler Antônio Patriota devastadora bronca de Dilma diante de jornalistas.

Caças em pauta
A agência Reuters informou ontem que a visita de Dilma a Washington será marcada pela concretização da venda dos 36 caças da Boeing para a FAB. O governo brasileiro não nega nem confirma a informação. 

Mala cheia
Com títulos honoríficos escasseando na Europa, restou para o expresidente Lula receber honoris causa de universidades desconhecidas mundo afora, uma no Peru e outros três no Equador.

Na carne
Traumatizou o PT em Minas a demissão do infectologista Dirceu Greco, pela desastrada campanha da “felicidade” das prostitutas, do Ministério da Saúde. A mãe dele fundou o partido e foi sua primeira vereadora. 

Celebridade
Eis o que o linchamento rendeu ao deputado Marco Feliciano (PSC-RJ): ele quase não conseguiu almoçar, ontem, na churrascaria Fogo de Chão, em Brasília, assediado por cumprimentos e posando para fotos.

Que humilhação...
O ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, teve de admitir que mentiu aos índios, terça, ao dizer que Dilma admoestara o ministro da Justiça por cumprir ordem judicial de primeira instância. 

...e que vexame
Mais apegado ao cargo que papel de bananola (ou mariola), Gilberto Carvalho nem cogitou pedir demissão, após outra bronca humilhante de Dilma, ouvida até no andar de baixo do gabinete presidencial. 

Pergunta na tribo
Você compraria um apito usado do ministro Gilberto Carvalho?

PODER SEM PUDOR
Povos que não pensam

Ao visitar Portugal, Juscelino Kubitschek foi recebido pelo ditador Oliveira Salazar com festas e homenagens. Em suas memórias, o brasileiro contou que houve um momento em que conversaram a sós. Salazar fazia longa consideração sobre escritores, mas JK estava distante: não via a hora de entregar-se – digamos – a um programinha pessoal. O ditador não parava de falar:
- Nossos povos têm poetas e romancistas. Não têm, porém, filósofos...
Juscelino esperava a conclusão do raciocínio, e o ditador arrematou, como se justificasse seu papel de ditador e “pai da pátria”:
- ...nossos povos, Excelência, não pensam.
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
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